Engenharia
As 5 principais tendências em pisos vinílicos para ficar de olho
Entre os revestimentos mais especificados dos últimos anos, o piso vinílico proporciona uma excelente relação custo-benefício dada as vantagens que ele oferece.
Entre as vantagens que o vinílico proporciona para a decoração de interiores de casas e apartamentos, destacam-se a agilidade na instalação, a praticidade na limpeza e o conforto termoacústico.

Outro grande diferencial é variedade de formatos, modelos e designs. Com tantas opções disponíveis no mercado, é compreensível ter dúvidas sobre qual escolher. Uma das maneiras mais efetivas de se encontrar um caminho é pesquisar tendências.
Pensando nisso, consultamos a Tarkett para listar algumas das tendências que, na visão da marca, estão despontando no mercado recentemente. Confira:
Aconchego, mas com personalidade

Por conta da pandemia, muito se falou em aproveitar ao máximo a casa, transformada em uma espécie de “refúgio”. Na intenção de maximizar a sensação de conforto e acolhimento, escolhas mais seguras para a base da paleta, como o branco, o bege e o cinza, além de amadeirados clássicos, se sobressaíram.
Embora sejam escolhas sofisticadas e atemporais, é mais difícil expressar uma personalidade marcante com essa base, fomentando uma grande procura por tons que mantenham a essência neutra, mas em cores mais expressivas.

É um dos fatores que ajudam explicar a atual grande procura por variações de marrom, vermelho, amarelo e verde, os chamados tons terrosos, como terracota, ocre, verde-oliva, entre outros. Neste cenário, até mesmo os amadeirados ganham novo foco em tonalidades médias que remetem a experiências sensoriais, com padrões que remetem a um café quentinho ou chocolates com cremes de avelã, dialogando com a Mocha Mousse, Cor do Ano da Pantone.
Muito além do amadeirado

Quando o assunto é piso vinílico, é provável que a primeira imagem que venha à cabeça é a de réguas no padrão amadeirado dando forma a um ambiente. As opções, contudo, vão muito além de imitar o visual da madeira e hoje o vinílico tem tantas opções de design quanto outros tipos de revestimentos, como cerâmicas e porcelanatos.
Com tecnologias cada vez mais sofisticadas aplicadas na fabricação dos pisos, hoje é possível incorporar no vinílico, sobretudo nos heterogêneos, características que vão além do visual, implicando até mesmo em texturas diferenciadas que variam conforme o material a ser interpretado pelo produto.
Hoje, por exemplo, é possível escolher designs que vão das cores sólidas aos mármores clássicos, passando pelo visual moderno do granilite e do concreto aparente para chegar ao frescor contemporâneo trazidos pelas pedras e minerais.
Espinha e escama de peixe voltaram com tudo!

No lugar das réguas alinhadas, entra em cena a combinação entre a elegância das formas geométricas e a sensação de movimento que elas induzem. A espinha e escama de peixe se tornaram uma espécie de objeto de desejo no universo dos vinílicos.
Embora tenham nomes parecidos, não são a mesma coisa. A grande diferença entre é a maneira como as peças são instaladas no contrapiso/base. Na espinha, as réguas formam um ângulo de 45 graus em relação à parede. Já a escama forma um ângulo de 90 graus em relação à parede, com as peças intercaladas na vertical e horizontal.
Se até mesmo nas paginações mais convencionais o planejamento é indispensável, imagine em uma opção mais ousada. É fundamental contratar mão de obra capacitada em piso vinílico e, preferencialmente, com experiência prévia neste tipo de paginação.
Formatos diferenciados

Paginações criativas, como a espinha ou a escama de peixe citadas acima, sempre vão demandar uma margem maior que convencional para cobrir as perdas de material, pois a disposição delas no ambiente requer uma quantidade maior de recortes.
Essa margem pode ser maior ou menor a depender da relação entre as dimensões do ambiente com o tamanho da régua de vinílico, e é por isso que hoje existem formatos diferenciados pensando em cobrir diferentes cenários de aplicação.
A Tarkett, por exemplo, desenvolveu uma régua em tamanho menor, a metade da convencional, justamente para facilitar paginações criativas em ambientes pequenos e estreitos, onde peças maiores implicariam em uma quantidade grande de recortes. Por outro lado, também há opções de placas na categoria grande formato, ideais para ambientes mais amplos e com ambientes integrados.
Mantas: por que não?

Pela aplicação em larga escala em hospitais, escolas, lojas e restaurantes, provavelmente se criou a imagem em torno do piso vinílico em manta de que ele só pode ser utilizado nesse tipo de projeto, mas é importante lembrar que as mantas residenciais também são excelentes opções para o décor de interiores.
Embora não seja modular como as placas e réguas, as mantas oferecem vantagens adicionais. Além do visual monolítico e a selagem das juntas durante a instalação. As mantas podem revestir praticamente todos os ambientes, exceto banheiros com chuveiro. São especialmente indicadas para quartos, cozinhas e ambientes infantis, como brinquedotecas.
Engenharia
Deslumbrante! Liberdade, integração com a natureza e acolhimento norteiam casa de campo
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Localizada em Monte Mor, a cerca de 100 km de São Paulo e próxima a Campinas, esta casa de campo foi projetada e construída do zero pelo escritório DB Arquitetos, sob a autoria do arquiteto David Bastos, que já atende a família há muitos anos.

Com 922 m² de área construída em um terreno de 3.177 m², a propriedade foi concebida para transmitir sensação de liberdade, integração com a natureza e acolhimento, atendendo aos pedidos de um casal e seus três filhos.

O projeto organiza a casa principal em dois pavimentos: o térreo abriga living e sala de jantar integrados, cozinha, copa, hall/galeria, sala íntima, suítes e ambientes de serviço, enquanto o pavimento inferior é dedicado a um salão de jogos. Na parte mais baixa do terreno, um anexo de lazer integra espaço gourmet, ambientes de estar, lavabos e piscina.

A arquitetura privilegia materiais naturais e soluções construtivas que reforçam a conexão com o entorno: a estrutura mista de concreto e vigas de aço é revestida em madeira, presente em esquadrias, portas, painéis e pergolados.

Galpão é transformado em incrível loft minimalista suspenso na mata

Os pisos em caco de basalto e o forro de palha natural nos pergolados adicionam textura, rusticidade e acolhimento. O pé-direito da área social acompanha a inclinação do telhado, alcançando 6,15 metros no ponto mais alto, valorizando a entrada de luz natural e a sensação de amplitude.

A decoração, integralmente nova, harmoniza materiais, cores e texturas a partir de escolhas-chave, como o sofá de couro caramelo e a mesa de jantar em mármore brasileiro. A paleta é predominantemente neutra, valorizando madeira e pedra, com toques de cores vivas em objetos decorativos que criam personalidade.

Destaques na área social incluem iluminação planejada, adega walk-in e integração com a varanda e área externa. No anexo de lazer, a piscina em pedra natural, o mobiliário colorido e o forro em palha natural reforçam o caráter acolhedor, enquanto a bancada e a ilha em mármore verde Guatemala acrescentam sofisticação.
O conceito da casa prioriza convívio em diferentes escalas, desde momentos intimistas à beira da lareira até encontros maiores no espaço gourmet e nas mesas de jantar. O maior desafio do projeto foi adequar a arquitetura ao desnível do terreno, tarefa que, segundo David Bastos, “foi resolvida de forma fluida, sem contratempos”.

O resultado é uma residência contemporânea com toque rústico acolhedor, que combina integração com a natureza, uso de materiais naturais e soluções pensadas para o conforto e a convivência familiar. O projeto, incluindo decoração, foi desenvolvido ao longo de quatro anos, entre 2020 e 2024.

Fonte: Casa Abril
Engenharia
Mais tempo ao ar livre: coberturas para aproveitar melhor sua casa
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Quando temos um quintal ou uma área externa generosa, quase sempre surge a mesma pergunta: como proteger o espaço do sol e da chuva sem abrir mão do conforto ou da estética? Seja para ampliar o uso das áreas de lazer, criar uma sombra agradável ou tornar o ambiente mais convidativo ao longo do dia, a cobertura passa a ser uma peça-chave do projeto.
Para o arquiteto Bruno Moraes, à frente do BMA Studio, a decisão do modelo adequado para o projeto vai muito além da função básica de proteção. A tipologia influencia diretamente no bem-estar térmico, na entrada de luz e ventilação natural, no consumo energético e até na identidade da construção.
“Não existe uma cobertura melhor do que a outra, mas sim aquela que faz mais sentido para cada projeto, sempre considerando o uso do espaço, clima, arquitetura e o estilo de vida dos moradores”, explica o arquiteto.
Estrutura de madeira e telhas de barro

Uma das escolhas mais clássicas na arquitetura brasileira, especialmente em projetos residenciais, são as telhas de barro. Duráveis e ótimas para absorver calor, elas contribuem com o frescor dos ambientes internos, mesmo nas regiões de clima predominante quente.
Além da eficiência, carregam um valor afetivo e cultural que as tornaram atemporal nos projetos. “Hoje, temos versões mais precisas, com encaixes aprimorados e variações de acabamento, mas a essência segue a mesma”, ressalta Bruno.
Telhas translúcidas

Menos comuns, as telhas translúcidas são semelhantes às telhas de barro, porém priorizam mais a iluminação natural e a redução do consumo energético. O profissional explica que são muito adotadas em áreas de serviço, corredores, garagens e áreas externas cobertas.
Mas seu desafio está na dosagem. O uso pontual e estratégico das telhas translúcidas é o que garante o resultado sem comprometer a eficiência térmica, especialmente quando combinadas com outros materiais.
“Ela precisa ser pensada como um recurso arquitetônico, não apenas funcional. Quando empregada com critério, transforma a percepção da área externa e melhora a experiência cotidiana”, destaca o profissional.
Projetos com soluções criativas e personalizadas de arquitetura!
Coberturas de vidro

As coberturas de vidro representam uma escolha altamente valorizada nos projetos contemporâneos, pois permite máxima entrada de luz natural e cria uma conexão direta entre interior e exterior especialmente em jardins, pátios internos, áreas gourmet e varandas.
Com o avanço da tecnologia, o vidro passou a oferecer ainda mais segurança com opções laminadas, temperadas e de controle solar. “Esteticamente, o material confere leveza à estrutura e valoriza a arquitetura, resultando em ambientes luminosos, e visualmente amplos. A atenção maior fica por conta da especificação correta e da integração com sistemas de ventilação e sombreamento”, comenta Bruno.
Coberturas artesanais

As coberturas artesanais, feitas de fibras naturais como palha, bambu ou tramas de fibras sintéticas com aparência natural resgatam técnicas tradicionais e imprimem um forte caráter sensorial aos espaços. Além do apelo estético, oferecem bom desempenho na filtragem da luz, concebendo sombras suaves e um ar mais natural.
Uso híbrido

Outra tendência atual é o uso híbrido de coberturas, combinando diferentes materiais em um mesmo projeto, como as coberturas de barro com as de vidro da imagem acima. Essa estratégia permite extrair o melhor desempenho de cada sistema ao equilibrar luz, ventilação, conforto térmico e estética.
“É comum, por exemplo, associar telhas de barro com trechos translúcidos, ou estruturas metálicas com painéis de vidro. O resultado são espaços mais dinâmicos, adaptáveis às diferentes funções e horários de uso”, explica.
Coberturas móveis

Por fim, as coberturas móveis vêm se destacando como uma das soluções mais desejadas, especialmente em áreas externas como rooftops e espaços gourmet, devido ao potencial flexível de poder abrir ou fechar o ambiente conforme o clima, a incidência solar ou o tipo de uso.
Esses sistemas podem ser compostos por estruturas metálicas com painéis retráteis de vidro, policarbonato ou tecidos técnicos, na maioria das vezes automatizados. Assim, o espaço se transforma ao longo do dia, oferecendo proteção em dias chuvosos e abertura total em momentos de clima agradável.
“Recomendo sempre orçar esse tipo de solução com um profissional especializado. Além da qualidade do acabamento, isso evita dores de cabeça futuras, como infiltrações ou até danos a equipamentos e mobiliário”, finaliza Bruno Moraes.
Engenharia
Conheça a última obra de Paulo Mendes da Rocha, o Cais das Artes em Vitória
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O escritório Metro Arquitetos assina o projeto arquitetônico do Cais das Artes, em Vitória (ES), última obra de Paulo Mendes da Rocha a entrar em funcionamento. Concebido inicialmente pelo arquiteto em 2007, o projeto abriu para o público no final de janeiro. Em março, o equipamento entra em funcionamento, com abertura do museu, primeira etapa do conjunto a ser entregue.

Implantado na Enseada do Suá, em uma extensa esplanada aterrada em frente ao canal que conforma a ilha de Vitória, o projeto do Cais das Artes articula museu e teatro concebidos para receber eventos artísticos de grande porte. A proposta arquitetônica estabelece uma relação direta com o entorno paisagístico, histórico e urbano da cidade, marcada pela presença do porto e pela conformação natural da baía.

O partido do projeto organiza-se a partir de uma ampla praça pública aberta ao uso cotidiano, configurada como um passeio junto ao mar. Os edifícios são elevados do solo, solução que permite visuais livres e desimpedidos desde a praça para a paisagem circundante, incluindo o movimento das docas, vista para a Vila Velha e o Convento da Penha, localizado do outro lado do canal.

O edifício do museu é estruturado por duas grandes vigas paralelas em concreto armado protendido, elevadas a três metros do solo, com apenas três apoios cada e afastadas entre si por 20 metros. Entre elas, organizam-se salões expositivos distribuídos em três níveis principais, com iluminação natural indireta garantida por caixilhos inclinados. Parte do programa concentra-se em uma torre anexa, conectada ao corpo principal por passarelas.

Brises e panos de vidro dão transparência para casa em Brasília

O teatro, com capacidade para 1.300 espectadores, é organizado a partir de duas galerias laterais que concentram circulações, áreas técnicas e camarins, enquanto o espaço central abriga plateia, balcões, palco e coxias. Assim como o museu, o edifício é elevado do solo, tocando o chão apenas nas áreas técnicas sob o palco e no restaurante, que se abre para um passeio coberto junto ao mar, com pilares implantados diretamente na água.

Para Gustavo Cedroni, o projeto vai muito além do programa e das edificações em si. “Ele reflete a visão de mundo de Paulo Mendes da Rocha, que sempre defendeu que áreas com frente para o mar fossem espaços públicos e não privados. O Cais das Artes materializa esse ideal e carrega uma forte dimensão afetiva, já que Vitória foi a cidade onde ele nasceu e viveu a sua infância. Para nós, que ouvimos tantas histórias sobre a relação do homem com o mar, sobre o sabor das frutas locais e a sombra das árvores, é uma enorme emoção ver esse projeto e essas memórias finalmente realizados”, diz Cedroni.

Martin Corullon destaca o impacto urbano e simbólico do conjunto. “É um projeto extraordinário porque se trata de uma arquitetura que transforma a paisagem e atua na escala da cidade. É um privilégio ter participado de algo com esse alcance, que além da paisagem, certamente impactará positivamente a cultura da região. Depois de tantos anos de incerteza, é muito gratificante ver um projeto público dessa importância ser concluído com respeito à sua concepção original.”

Segundo o arquiteto, o Cais das Artes também marca um ciclo profissional: “Do ponto de vista pessoal, o projeto conclui simbolicamente uma parceria de quase trinta anos com Paulo Mendes da Rocha e sintetiza uma visão de arquitetura e de mundo que foi formadora para mim.”

O projeto do Cais das Artes teve início em 2007, com autoria de Paulo Mendes da Rocha e coautoria de Gustavo Cedroni e Martin Corullon, do Metro Arquitetos. A arquiteta Anna Ferrari integrou a equipe responsável pelo desenvolvimento do projeto. As obras começaram em 2011, mas foram posteriormente adiadas. Retomado em 2025, o projeto entra agora na fase de abertura ao público, com a entrega gradual do complexo cultural ao longo de 2026.
O Cais das Artes é um equipamento cultural da Secretaria da Cultura do Espírito Santo e tem sua gestão realizada pela Organização de Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI).
Fonte: Casa Abril
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