Arquitetura
Cabana Flutuante / Atelier Wen’Arch

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Descrição enviada pela equipe de projeto. A “Cabana Flutuante”, exibida na Shanghai Urban Space Art Season 2025 (SUSAS), está situada no cais do Parque do Estaleiro Fuxing, no distrito de Yangpu, em Xangai. Ela funciona como um espaço público complementar para que moradores e turistas relaxem à beira do rio, além de sediar eventos. O conceito nasce diretamente do local: o cais elevado, os guindastes navais, a casa de bombas e o sistema de controle de enchentes evocam a memória da história industrial do Estaleiro Zhonghua. A maquinaria e a infraestrutura de grande escala presentes no local revelam um estado aparentemente estático, mas carregado de potencial dinâmico. Buscamos estender esse caráter ao projeto da nossa estrutura, transformando-a em um espaço arquitetônico contemporâneo que transcende tipologias convencionais. “Cabana” remete tanto à estética mecânica da indústria naval quanto a um espaço funcional capaz de abrigar conteúdos variáveis; já “flutuante” expressa uma condição estrutural suspensa.


A casa de bombas, anexada à estrutura de controle de enchentes, não possui laje de piso interna e configura-se como um espaço industrial inacessível, conectado ao rio abaixo do cais. Ao lado dela, há uma plataforma de manutenção elevada em concreto no nível do cais, que abriga os tubos originais estendidos a partir da casa de bombas. O projeto preserva a casa de bombas, os tubos e a plataforma de manutenção existentes, utilizando-os como base para a construção da Cabana Flutuante. A estrutura resultante integra elementos de apoio, suspensão e tração, criando um espaço singular que é simultaneamente aberto e transparente, mas carregado de tensão.



Pilares duplos de aço, com seção transversal de 50 mm, sustentam as vigas de madeira laminada colada de camada dupla do telhado. Entre as vigas, foi integrada uma zona técnica que abriga um sistema de polias mecânicas, responsável por suspender os painéis metálicos ao redor da estrutura por meio de cabos. Esse sistema permite que cada painel suspenso gire em um ângulo fixo. Barras de amarração de aço, dispostas diagonalmente na extremidade inferior dos painéis, formam coletivamente uma seção em “V” invertido, evocando a imagem de uma “cabana” suspensa. Quatro conjuntos dessas barras em “V” sustentam conjuntamente as vigas de aço da plataforma, contribuindo para a estabilidade lateral global da estrutura. Toda a estrutura metálica é pintada no azul dos componentes industriais originais encontrados no local — um azul prussiano comumente utilizado na indústria naval. O telhado, composto por painéis translúcidos de policarbonato, filtra a luz solar direta e proporciona uma iluminação difusa e suave ao espaço inferior.



A plataforma de manutenção elevada original no piso do cais foi convertida em uma plataforma de madeira com 40 cm de altura, configurando uma área de descanso. A nova estrutura estabelece uma conexão espacial com a casa de bombas, mas permanece estruturalmente independente dela. O oitavo “painel da cabana”, localizado no lado oeste e suspenso por vigas de madeira e cabos, atravessa as aberturas das janelas da casa de bombas e muda de direção para tornar-se paralelo ao “painel da cabana” leste. Essa configuração permite que as pessoas permaneçam na plataforma no interior da estrutura e observem a água do rio e a iluminação refletida nos painéis espelhados de aço inoxidável. O texto presente na instalação luminosa, “sala vazia 2025susas”, sugere que a casa de bombas, como uma “sala vazia” artística e inacessível, encarna a memória histórica do cais industrial.


Em seu estado normal, os painéis permanecem inclinados para cima, fazendo com que, vistos do exterior, configurem uma “cabana” flutuante e definam, abaixo, um espaço relativamente estável para descanso e permanência. Os painéis de aço inoxidável refletem de forma sutil as cenas cotidianas do cais ao redor. Quando o sistema de polias mecânicas aciona os painéis para uma posição horizontal, a cabana flutuante transforma-se em uma estrutura mais aberta. As camadas horizontais passam a funcionar de modo semelhante a um mezanino em mercados tradicionais, podendo abrigar exposições ou, futuramente, configurar um jardim verde na cobertura.


Após sua inauguração, a estrutura passou a funcionar como um espaço de descanso para moradores e turistas que percorrem a margem do rio, além de já ter acolhido diversos eventos públicos, como concertos de bandas, mercados temporários e exposições pop-up. Quando serviu como linha de chegada do evento de corrida urbana “Corra, Liangzai!”, o deck horizontal foi ambientado com luzes de néon e bebidas esportivas, combinando uma atmosfera industrial ribeirinha com energia vibrante e sugerindo um cenário promissor para futuras operações comerciais leves orientadas por eventos.


A estrutura configura-se como um elemento de caráter quase mecânico, sem uma tipologia fixa. Sua mobilidade potencial capta e expressa as qualidades industriais do estaleiro, ao mesmo tempo em que responde às necessidades públicas urbanas em constante transformação. Para além da percepção de lugar proporcionada por uma estrutura estática, a mobilidade da estrutura permite uma resposta ativa às mudanças do entorno. À medida que a estrutura se transforma gradualmente de uma condição de suspensão silenciosa, em ângulo, para uma configuração horizontal em múltiplas camadas, busca revelar um estado mutável de objetos e espaço sob a ação de diferentes forças geradas por eventos, acolhendo, assim, a incerteza contemporânea.
Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa Terra / Tomohiro Hata Architect and Associates

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Descrição enviada pela equipe de projeto. O projeto teve início com a seguinte pergunta do cliente ao arquiteto:
“A sociedade ao nosso redor parece muito madura; no entanto, muitos edifícios estão sendo demolidos um após o outro, mesmo quando ainda têm vida útil suficiente. Isso não acontece justamente por causa da perda de algo essencial?”

Fonte: Archdaily
Arquitetura
5ª edição da ABERTO ocupa Casa Bola, obra icônica de Eduardo Longo
Paralelamente, a ABERTO estreia a ABERTO Rua, iniciativa que leva mais de 15 obras comissionadas para o espaço público da Avenida Faria Lima, expandindo a mostra para o tecido urbano. “Na rua, a arte encontra quem não foi convidado”, afirma Filipe Assis, sintetizando o gesto de abrir a experiência artística ao acaso, ao trânsito e à diversidade da cidade.
Arquitetura
Bairro em Paris – Biblioteca Multimídia e Edifícios Residenciais / La Architectures + Atelier Régis Roudil Architectes + Nicolas Hugoo Architecture

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Descrição enviada pela equipe de projeto. Nicolas Hugoo Architecture concluiu 36 unidades de habitação social; a LA Architectures, uma biblioteca pública e 75 apartamentos familiares; e o atelier Régis Roudil, uma moradia estudantil com 75 apartamentos no bairro Paul Bourget, no 13º arrondissement de Paris. A operação de revitalização do bairro Paul-Bourget teve início em 2014, com o objetivo de romper o isolamento da área e assegurar a melhoria duradoura do panorama urbano para seus habitantes. Liderado pela Elogie Siemp e pela Semapa, e projetado pela Urban Act, este ambicioso projeto de renovação urbana possibilitou a criação de uma nova geração de habitações nesse terreno de 4 hectares, além de restaurar a presença de áreas verdes e da biodiversidade.

Fonte: Archdaily
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