Arquitetura

Cabana Trestle / Miller Hull Partnership

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© Juan Benavides

Descrição enviada pela equipe de projeto. Este projeto busca desenvolver um protótipo para a construção de cabanas de baixo impacto em locais desafiadores e remotos. Aproveitando estratégias conceituais da arquitetura Metabolista dos anos 1960, a proposta utiliza uma linguagem de superestrutura e módulos para permitir adaptações ao longo do tempo. Reconhecendo o imenso investimento e o impacto ambiental do desenvolvimento remoto, a estratégia emprega um pensamento de longo prazo, permitindo que a estrutura permaneça relevante ao longo de muitas gerações e proprietários.

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Componentes de Construção

O projeto está situado em uma ilha remota no Mar Salish, ao norte de Seattle, Washington. Situado à beira de uma floresta nativa de pinheiros, o local é definido por uma topografia íngreme e vistas voltadas para o sul, através das Ilhas San Juan. O acesso desafiador ao local e o desejo de preservar a inclinação natural resultaram em um projeto que suspende as principais habitações acima do solo, entre a copa das árvores. Essa abordagem permite que o solo seja devolvido à flora e fauna natural da ilha. Ovelhas selvagens e cervos pastam regularmente nesta encosta e muitas vezes podem ser vistos passando sob a cabana.

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Planta
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O projeto foi fundamentado por três princípios:

Toque leve na terra – Localizado em uma encosta íngreme, o projeto abraça a levitação em vez da escavação como estratégia geral. Um exoesqueleto de aço rítmico trabalha com a topografia inclinada enquanto estabelece a planta que paira acima do solo. A verticalidade das estruturas de aço faz referência aos troncos das árvores circundantes, misturando-se na floresta.

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Adaptabilidade ao longo do tempo – Projetada como uma superestrutura com vida útil estimada em 200 anos, a estrutura de aço funciona como uma armadura externa independente dos invólucros térmicos em madeira, ou “módulos”. Essa separação entre sistemas permite que os módulos sejam reconfigurados conforme a evolução das necessidades espaciais. Internamente, os ambientes se estendem para amplos decks externos, permitindo que as áreas de estar se expandam ou se retraiam ao ritmo das estações, promovendo flexibilidade e conforto ao longo do tempo.

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Elevação Sul

Reduzindo o consumo A verdadeira protagonista na economia de energia é a construção de menos espaço climatizado mecanicamente. Na cabana de 80 metros quadrados, as circulações ocorrem externamente, o que minimiza a área interna a ser climatizada e fortalece a conexão diária entre os usuários e o ambiente natural. Um amplo beiral voltado para o sul bloqueia o sol do meio-dia e protege os espaços externos ao longo do ano, promovendo conforto climático e uso contínuo das áreas ao ar livre.

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As necessidades de energia que não puderam ser atendidas por meios passivos são compensadas por um modesto sistema fotovoltaico de 3,6 kW, que foi dimensionado adequadamente para a carga atual de ocupantes. A infraestrutura de expansão para o sistema fotovoltaico foi implementada na construção inicial, antecipando que os horários de ocupação evoluirão ao longo do tempo.

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Fonte: Archdaily

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