Arquitetura
Cafeteria e Espaço de Eventos Sihaon / SPACE CHA

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- Área:
571 m²
Ano:
2023

Descrição enviada pela equipe de projeto. Sihaon, localizado em Ulsan, na Coreia do Sul, foi planejado como um espaço cultural complexo onde eventos, como casamentos, e uma cafeteria poderiam operar juntos em abril de 2021. Foi concluído ao longo de aproximadamente três anos até maio de 2024. O edifício é composto pela Sihaon House e Sihaon Cafe no primeiro andar, destinado às cerimônias de casamento e operações de café, Sihaon Avil no segundo andar, servindo como sala de espera para a noiva e um espaço para pequenos eventos familiares, e Sihaon Garden no primeiro “subsolo” aberto com um amplo gramado para casamentos ao ar livre.


A característica mais marcante do Sihaon é a cor de sua fachada, que carrega um forte valor simbólico ligado à trajetória do proprietário. Nos anos à frente de um negócio voltado para casamentos, ele visitava Barcelona com frequência, impulsionado pela natureza de seu trabalho. Ele desejava, portanto, um edifício que capturasse o romance e a paixão da cidade, refletidos na arquitetura de cor vermelha. Através de múltiplas amostragens, três diferentes tons de vermelho foram selecionados, cada um variando em temperatura, saturação e brilho. Considerando o clima e a luz solar em Ulsan, assim como o processo de envelhecimento do edifício, a cor ideal foi determinada e aplicada. Além disso, havia o desejo de que o Sihaon servisse como um cenário extraordinário onde eventos significativos, como casamentos, pudessem ser registrados.




Sihaon tem sua fachada aparentemente simples enriquecida através de vários elementos. Se a primeira característica distintiva é a cor exterior, a segunda são as alturas variadas das “costelas” anexadas às paredes externas do edifício. Quando visitamos o local pela primeira vez há três anos, consideramos a intensa luz solar direta e buscamos refletir as características da região de maneira mais vibrante possível. Além disso, se compararmos a vida a uma escada, o Sihaon se propõe a ser um patamar — um momento de pausa e respiro para quem o visita. Essa metáfora traduz o valor da empresa em criar um espaço acolhedor, que oferece alívio no meio da jornada. Ao mesmo tempo, expressa a visão do Sihaon sobre o casamento: o desejo de que cada pessoa encontre alguém com quem possa subir os próximos degraus, lado a lado.




Onde há encontros, sempre há despedidas. Durante o longo período de construção, tornou-se necessário reduzir realisticamente a área devido a restrições orçamentárias, o que levou ao abandono do plano inicial para o volume do café. Em memória à ele, foi criado um lago, introduzindo um senso de ritmo e fluidez ao conjunto. Essa mesma vitalidade se estende ao outro volume, onde claraboias foram instaladas sobre a área de trabalho dos funcionários, permitindo que a luz natural destaque os movimentos ritmados e dinâmicos dos baristas, transformando sua rotina em uma espécie de celebração visual.

A terceira, por fim, é uma variação da sequência. Levando em conta as alturas das árvores ao redor, o Space Cha planejou as alturas variadas das paredes, com fendas onde se encontram. Enquanto no Sihaon, pode-se desfrutar de uma vista panorâmica das montanhas, com as linhas de visão intencionais criando cenas diversas, dentro quisemos injetar vitalidade através de múltiplas sequências para evitar que o tempo se tornasse monótono. À medida que as pessoas entram na Sihaon House, elas encontram primeiro uma janela alta emoldurando os Alpes Yeongnam como uma pintura, e ao se sentarem, podem desfrutar das vistas do lago e da paisagem através de janelas de diferentes alturas. Como resultado, a luz do sol abundante entra, minimizando a necessidade de iluminação artificial, criando um estado fisicamente confortável sem iluminar diretamente o espaço.

Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
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