Arquitetura
Cafeteria New 33 / Hill Architecture

- Área:
550 m²
Ano:
2025
Descrição enviada pela equipe de projeto. A edificação é composta por uma combinação de blocos de diferentes alturas, sobrepostos em uma implantação linear orientada de norte a sul. O volume térreo, localizado próximo à colina de chá ao sul, abriga a cozinha e a sala de jantar, enquanto o volume do pavimento superior, com amplas vistas voltadas para o norte, funciona como cafeteria. A presença de grandes árvores a oeste do terreno contribui para a redução do consumo energético interno durante o verão quente, criando condições favoráveis para a adoção de amplas superfícies envidraçadas do chão ao teto. A partir do ponto mais baixo do terreno, ao nordeste da edificação, avistam-se os jardins de chá e os vilarejos.
A paisagem do jardim de chá que envolve a edificação orientou o projeto a garantir, tanto quanto possível, uma relação visual transparente entre interior e exterior, permitindo que o cenário natural seja plenamente incorporado aos espaços internos. À exceção da estrutura de suporte necessária e de algumas paredes de compartimentação funcional, as demais superfícies verticais da arquitetura são concebidas como divisórias em vidro branco de alta transparência, além de portas e janelas dobráveis.
Foram projetados beirais metálicos em balanço nos lados leste e norte da edificação, formando uma varanda. Funcionando como uma zona de transição entre interior e exterior, esse espaço intermediário amplia a área para refeições ao ar livre do restaurante e aumenta a taxa de aproveitamento do conjunto.
Na fase inicial do projeto, a edificação original apresentava diversos problemas: fissuras estruturais nas paredes, terreno irregular no pavimento térreo coberto por raízes de árvores, infiltrações no telhado e fissuras estruturais no segundo pavimento, entre outros. Após sucessivas intervenções desordenadas ao longo do tempo, sua estrutura havia se tornado bastante instável. Com base na proposta inicial de demolição, foi realizado um novo levantamento e mapeamento detalhado. Após a remoção dos acabamentos e as demolições necessárias, revelou-se um corpo espacial complexo, composto por piso de madeira, paredes divisórias de tijolo, piso composto simples em perfil em “C”, estrutura de treliça em aço angulado, lajes de concreto moldadas in loco, entre outros elementos.
Embora as ampliações e reformas espontâneas da edificação original carecessem de critérios rigorosos de projeto, resultando em pouca padronização e em fragilidades de segurança, a configuração estrutural resultante revelava-se viva e singular. Durante a fase de concepção, estabeleceu-se um diálogo contínuo com a Parte A, a partir do qual se decidiu preservar a maior parte das estruturas autoportantes do volume principal. No entanto, diante dos diversos riscos estruturais existentes, foi incorporado um sistema completo de estrutura metálica sobre a base original. A nova estrutura e a estrutura preexistente passam, assim, a compartilhar as cargas, formando uma rede de nós intercalados que define e enriquece o espaço.
Fonte: Archdaily