Arquitetura
Capital da Albânia ganhará arranha-céu inspirado no plié de uma bailarina
Na capital da Albânia, Tirana, onde uma série de novos edifícios em breve transformará o horizonte, arquitetos revelaram planos para construir um novo arranha-céu duplo que se curvará elegantemente como o plié de uma bailarina ou um amante se inclinando para um beijo.
Essas foram duas das inspirações visuais para a Bond Tower, um edifício residencial e hotel de 50 andares que parece enganar o olhar. Projetado pela empresa portuguesa de arquitetura OODA, o arranha-céu apresentará duas estruturas conectadas que se separam suavemente antes de se reunirem, conferindo-lhe um efeito distorcido.
Os moradores ficarão de um lado e os hóspedes do hotel do outro, com espaços de escritórios e lojas misturados em vários andares. As montanhas ao redor da cidade serão visíveis no vão entre os edifícios, explicou Diogo Brito, sócio da OODA.
Localizada na esquina de uma avenida principal, a silhueta da Bond Tower muda dependendo da direção de onde é vista, acrescentou.
“Nós encontramos essa ideia de ter essa dança entre esses dois volumes, como um encontro gentil na esquina”, disse Brito em uma entrevista por telefone. “É muito importante para nós ter esse equilíbrio — esse equilíbrio entre a beleza da forma e do formato.”
A equipe de arquitetura projetou a forma usando múltiplas referências visuais, incluindo a “graça” do movimento de uma bailarina e o gesto romântico da famosa pintura de Gustav Klimt, “O Beijo”, de 1908.

Mas a OODA também quis integrar a paisagem natural de Tirana no design, que Brito disse ser voltado para a sustentabilidade graças ao seu revestimento de pedra que absorve carbono. “A coisa que mais impressiona quando você pousa em Tirana é a presença dessas montanhas, e ter (elas visíveis) através dessa abertura é algo que também foi interessante para nós visualizar”, acrescentou.
Além de seu apelo visual, a forma incomum também oferece robustez estrutural em uma área propensa a terremotos, explicou Brito.
O projeto começará a ser construído até o final do ano, segundo o arquiteto, com a conclusão da torre prevista para o final de 2028. Será um dos muitos novos edifícios que elevarão o horizonte da capital albanesa e transformarão a cidade em um destino arquitetônico.

No início deste mês, o Conselho Nacional de Território da Albânia aprovou uma nova torre que se tornará o edifício mais alto da cidade, de acordo com reportagens locais. Vários outros arranha-céus já estão em construção na capital, incluindo dois arranha-céus de 58 andares: o Mount Tirana, da dinamarquesa CEBRA, e o Tirana Tour, da Bofill Arquitectura, da Espanha.
E, em janeiro, a revista Architectural Digest reconheceu uma das novas joias da cidade — uma pirâmide monumental e colorida pelo estúdio holandês MVRDV, renovada de um antigo museu dilapidado — como um dos melhores novos projetos arquitetônicos do mundo.
A OODA sozinha está trabalhando em outros três projetos na cidade, incluindo a nova sede de uma emissora de televisão inspirada em uma pilha de rolos de filme. Este mês, a OODA começará a construção de uma torre residencial cheia de vegetação chamada Hora Vertikale, que foi projetada como uma “vila vertical”, segundo a empresa.
Na avenida onde a Bond Tower se erguerá, Brito espera que o design da OODA em breve seja acompanhado por outros arranha-céus.
“Na Albânia, os próximos anos — digamos, os próximos 10 a 15 anos — serão algo realmente especial”, disse ele.
Conheça o arranha-céu que mudará o horizonte de Nova York
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
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