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Casa Alto de Pinheiros / Terra Arquitetura

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© Pedro Russo

Descrição enviada pela equipe de projeto. Esta residência, resultado da reforma de uma casa antiga no bairro de Alto de Pinheiros, em São Paulo, propõe uma arquitetura que dissolve os limites entre interior e exterior, criando uma experiência contínua de morar para um jovem casal em início de construção de sua família, onde luz, materialidade e paisagem se articulam em um ambiente sereno e atemporal.

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Inserida em um bairro predominantemente residencial, marcado por ruas arborizadas e lotes generosos, a casa parte de uma edificação existente que, apesar de sua solidez construtiva, apresentava compartimentações rígidas e pouca relação com os espaços externos. O projeto teve como premissa atualizar seus usos, fluxos e atmosferas para atender às demandas contemporâneas, reorganizando o programa, redefinindo a relação entre os ambientes e trazendo uma nova linguagem de materiais, mais atual.

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O cliente, um jovem casal, buscava uma casa acolhedora, flexível e luminosa, capaz de acompanhar as transformações naturais de uma família em formação. Havia o desejo por espaços integrados, que favorecessem o convívio, mas que também oferecessem momentos de recolhimento e privacidade.

Plantas
Cortes

Entre os principais desafios estavam a reorganização do programa a partir da estrutura existente, pois o pavimento térreo era totalmente compartimentado, e foi criada uma planta nova praticamente do zero, em que pouco ambientes se mantiveram na posição original. Durante esse processo, foi necessário executar alguns reforços estruturais para conseguir integrar e ampliar os ambientes. Ao mesmo tempo, foi repensada toda a fachada da casa, trazendo novas aberturas que permitiram tornar a casa mais iluminada.

© Pedro Russo
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O projeto se desenvolve a partir da ideia de continuidade espacial. Ao invés de reforçar divisões rígidas, optou-se por uma organização fluida, na qual os ambientes se conectam por meio de visuais cruzadas, planos transparentes e elementos de transição que ampliam a percepção do espaço. Para isso foi muito importante o desenvolvimento de um bom projeto de paisagismo, já que a casa possui jardim na sua fachada frontal e traseira.

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Os espaços sociais se organizam como uma sequência integrada, onde sala, jantar e cozinha se articulam sem barreiras fixas. Grandes aberturas e painéis vazados permitem que a luz natural atravesse a casa ao longo do dia, criando uma atmosfera mutável e sensorialmente rica.

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A criação de uma linguagem arquitetônica clara, coerente com o novo modo de morar foi um ponto fundamental para o projeto. Portanto, a materialidade assume papel central na narrativa do projeto. A ideia foi criar uma homogeneidade com os materiais, com tons próximos e mais quentes, fugindo de soluções óbvias e enjoativas. A madeira natural Tauari aparece como elemento de acolhimento no piso e painéis, enquanto superfícies claras e minerais ampliam a luminosidade e reforçam a sensação de leveza. Os painéis vazados funcionam como filtros solares e visuais, equilibrando transparência e privacidade, além de criar jogos de luz e sombra que se transformam ao longo do dia. A parede de tijolo é o elemento central que traz ousadia e cor para a residência.

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A experiência do usuário foi pensada a partir do deslocamento pelo espaço: os ambientes se revelam gradualmente, alternando momentos de abertura e contenção. O mobiliário e a curadoria de objetos reforçam a ideia de um espaço vivido, onde o cotidiano não é apenas acomodado, mas valorizado como parte da arquitetura.

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Mais do que uma simples reforma, o projeto propõe uma nova forma de habitar a estrutura existente, alinhada às dinâmicas contemporâneas e às necessidades de uma família em formação. Ao reorganizar fluxos, ampliar relações visuais e qualificar a presença da luz natural, a casa passa a operar como um organismo mais aberto, flexível e conectado ao entorno.

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A principal contribuição do projeto está na criação de uma arquitetura silenciosa, que não busca se impor formalmente, mas oferecer suporte para a vida cotidiana. Um espaço pensado para acompanhar o tempo, os usos e as transformações naturais de quem o habita.

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Fonte: Archdaily

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