Arquitetura
Casa Banánka / Pauliny Hovorka Architekti

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- Área:
416 m²
Ano:
2024
Fabricantes: Agape, Ceadesign, Duravit, Eden Design, Geberit, Glas Italia, JUNG, Kingspan Isoste, LED eco, Napoleon, OTIIMA, Regency, Schöck, USSPA, Vibia, Warema

Descrição enviada pela equipe de projeto. A casa da família Banánka responde ao ambiente natural ao seu redor por meio do uso honesto e direto de materiais naturais, de uma forma horizontal contida e da clareza do design minimalista. Viver aqui é experimentar uma conexão contínua entre interior e exterior, alcançada principalmente por grandes panos de vidro que se estendem por longos trechos da residência. Essa integração pode ser totalmente aberta com o deslizamento das fachadas envidraçadas entre o salão central, o terraço e o jardim com espelho d’água — algo que vai além de uma solução estética e é amplamente utilizado durante a longa temporada de verão. Isso permite que a atmosfera melancólica do jardim de pedras, do riacho, do lago e das altas árvores ao redor penetre suavemente no interior da casa.



A propriedade está situada nos arredores da vila de Banka, em um cenário tranquilo e íntimo ao fim de um vale exuberante. O nome “Banánka” se refere à forma feminina para “habitante de Banka” (sendo “Banánec” a versão masculina). A atmosfera descontraída e natural da área vem de seu caráter de jardim estabelecido e da disposição solta e orgânica das casas e chalés ao redor. O acesso à casa se dá por uma estreita estrada asfaltada que se transforma em uma trilha florestal, seguindo em direção aos vales da cadeia montanhosa de Považský Inovec. Um riacho corre na borda da propriedade, ao lado de uma densa floresta decídua que envolve o terreno tanto pela estrada de acesso quanto pela parte traseira, criando um filtro natural de privacidade e um pano de fundo verde. O vale é relativamente estreito ao longo dos lados maiores do lote, com a floresta subindo íngreme pelas encostas ao fundo. Nas extremidades mais curtas, há casas vizinhas, porém ocultas por uma vegetação de jardim densa. O antigo terreno de jardim oferece uma vantagem rara: privacidade profunda em meio a árvores maduras e vegetação bem desenvolvida. O projeto previa uma residência térrea com garagem coberta, totalmente integrada ao jardim. A atmosfera deveria ser voltada ao descanso e à contemplação, com uma separação clara entre as áreas privadas dos pais e das crianças. A casa também precisava estar posicionada para maximizar a entrada de luz solar nos espaços de estar e preservar todas as árvores existentes. A paleta de materiais valoriza elementos naturais — concreto, pedra, madeira e vidro — com ênfase na durabilidade, longevidade e atemporalidade. O resultado é um refúgio sereno imerso no verde, que materializa a visão por trás da Banánka.


A solução arquitetônica adota uma planta em formato de “Y”, com três alas se estendendo em ângulos de 120 graus, cuidadosamente posicionadas para evitar as árvores existentes e dividir o terreno em segmentos de jardim mais íntimos. Cada cômodo possui uma vista única para um canto exclusivo do jardim. A estrutura é sólida e expressiva, com lajes de concreto monolítico moldado com tábuas escovadas, paredes internas de concreto e painéis de peitoril pré-fabricados. O conceito de materialidade é reforçado pelo uso de pedras britadas envoltas em gabiões de malha galvanizada, que percorrem o exterior e adentram o interior. Esses elementos são combinados com revestimentos de madeira, pisos e decks. As janelas contam com perfis ultrafinos e podem ser totalmente recolhidas em nichos nas paredes, ampliando ao máximo a conexão visual e espacial com o ambiente externo. Portas ocultas são integradas aos revestimentos em madeira e superfícies rebocadas. O interior, quase sem objetos decorativos, é definido por mobiliário feito sob medida, camas personalizadas e um sofá modular que pode ser reorganizado conforme a necessidade.



A planta interna segue o formato em três alas, todas organizadas em torno de um salão central de convivência. Essa configuração garante privacidade à suíte principal, com área de bem-estar separada dos quartos das crianças e hóspedes. A ala menor, voltada para o norte, abriga a entrada, os espaços de armazenamento e os ambientes de serviço, com uma cobertura prolongada que forma a garagem e a entrada coberta. A ala sudeste reúne três dormitórios menores, um banheiro compartilhado e uma sala multifuncional usada como escritório e espaço de meditação. Já a ala sudoeste é dedicada à suíte principal, que inclui um quarto com closet, um banheiro amplo, lavabo e sauna. A área de bem-estar se conecta a um terraço menor, com banheira de hidromassagem e um tanque de imersão fria ao lado do riacho.



No coração da residência está o salão central, que integra cozinha, sala de jantar e estar, funcionando como núcleo de conexão entre as alas habitacionais. De um lado, encontra-se a cozinha; do outro, a sala de estar; e ao centro, a área de jantar. Uma adega envidraçada, refrigerada e projetada para exibição, integra-se à área social. Um fogão a lenha com parede de pedra maciça para retenção de calor ancora o espaço. Grandes painéis de vidro deslizantes permitem abrir completamente o salão para o terraço coberto, dissolvendo os limites entre interior e exterior. O terraço abriga uma cozinha de verão com churrasqueira e área de refeições ao ar livre voltada para o jardim, o lago e a floresta ao fundo.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
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O projeto aposta em uma arquitetura brutalista, mas com poesia e identidade
Divulgação/Leo Romano
“O ponto alto do projeto é a expressividade da arquitetura. É uma arquitetura brutalista, marcada pelo uso do concreto, mas que possui muita atenção aos pequenos detalhes, o que confere poesia, identidade e potência à casa”, comenta Leo Romano com exclusividade à Casa Vogue.
A residência de 1.500 m² ainda conta com diversas áreas de lazer
Divulgação/Leo Romano
Sala de jogos, adega, brinquedoteca, sauna e um espaço para partidas de pôquer fazem parte do projeto
Divulgação/Leo Romano
Pensada principalmente para momentos de descanso e lazer, a casa foi concebida para atender às necessidades do jogador e de sua família. No pavimento inferior, o projeto reúne ambientes dedicados ao entretenimento, como sala de jogos, adega, brinquedoteca, sauna e um espaço para partidas de pôquer. “É uma casa pensada para lazer”, completa o arquiteto.
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Conexão entre interior e exterior é um dos pontos altos do projeto
Divulgação/Leo Romano
Mais detalhes do projeto de Leo Romano
Divulgação/Leo Romano
A proposta arquitetônica valoriza a integração entre interior e exterior: a sala principal funciona como uma espécie de sala-varanda totalmente aberta, voltada para a água, enquanto a suíte do casal – um dos pontos altos do projeto – também se abre para a paisagem do canal. “O banheiro do quarto principal ainda conta com uma lâmina d’água que simula um dia de chuva, reforçando a presença da água no conceito da casa”, afirma.
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A residência terá oito suítes
Divulgação/Leo Romano
A estética da residência segue uma linguagem brutalista e, ao mesmo tempo, aposta em recuos estratégicos que criam a sensação de que os blocos estão suspensos, conferindo leveza ao conjunto. Segundo Leo Romano, a proposta busca traduzir a força e a relevância do atleta no cenário esportivo mundial, sem perder de vista o caráter íntimo da casa — pensada como um espaço onde o jogador pode simplesmente viver sua rotina.
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Sala de jantar da residência
Divulgação/Leo Romano
Ambientes da nova residência
Divulgação/Leo Romano
A ambientação interna acompanha essa abordagem contemporânea, com mobiliário italiano de linhas jovens e fluídas, predominância de tons acinzentados e contrastes pontuais. Obras de arte de destaque no cenário nacional e internacional também fazem parte da composição sugerida. “Acho que temos tudo para termos um resultado expressivo e belíssimo”, conclui o arquiteto.
Visão externa da residência
Divulgação/Leo Romano
Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
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