Arquitetura
Casa Catimbau / AzulPitanga | ArchDaily Brasil

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- Área:
146 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada no município de Buíque, interior de Pernambuco, a Casa Catimbau se insere no Parque Nacional do Catimbau, a segunda maior unidade de conservação arqueológica do Brasil, e uma das áreas mais representativas da caatinga.


O projeto propõe uma arquitetura em diálogo direto com o território: aberta à ventilação natural, protegida da insolação, construída com os materiais disponíveis na região e orientada pelos usos cotidianos de quem a habita.

Composta por quatro blocos autônomos organizados ao redor de um pátio, a casa propõe uma forma de habitar descentralizada, que valoriza o estar ao ar livre e a construção de tempo próprio. A taipa de pilão, feita com a terra local, dá forma e massa às paredes. A madeira, proveniente do reaproveitamento de um antigo galpão da região, estrutura coberturas leves e ventiladas.

Mais do que ocupar o lugar, a casa busca pertencer a ele, silenciosa, térrea, feita do que havia por perto, alinhada com o céu e o solo.

Partido. Ao invés de um volume único, a casa é fragmentada em quatro módulos: cozinha, quarto, banheiro e sala-estar/cinema. Cada um com sua autonomia de uso, cada um com uma relação própria com a paisagem. Entre eles, o pátio é espaço de encontro.

Implantação e Materialidade. A Casa Catimbau responde diretamente às condições de um “mundo quente”: sol intenso, umidade baixa, variação térmica e recursos hídricos limitados. A implantação considera a orientação solar, a captação e manejo da água, o conforto térmico passivo e o uso de materiais de baixo impacto.

O sistema construtivo principal é a taipa de pilão, escolhida tanto pela disponibilidade da terra local quanto pela sua capacidade térmica. A espessura das paredes garante isolamento durante o dia e liberação gradual de calor à noite, estabilizando a temperatura interna com o mínimo de recursos artificiais.

As coberturas, apoiadas sobre estruturas de madeira reaproveitada, são inclinadas para garantir ventilação cruzada e sombreamento das paredes. As frestas contínuas sob o beiral superior permitem o escape do ar quente acumulado, estratégia simples e eficiente para o resfriamento natural da casa.

No uso da água, a arquitetura propõe respostas coerentes com o clima semiárido, como o recolhimento das águas da chuva para uma cisterna enterrada. Além disso, a casa adota soluções descentralizadas de tratamento, com sistemas ecológicos:
- Vala de infiltração para as águas da pia da cozinha;
- Bacia de evapotranspiração para os dejetos da bacia sanitária;
- Ciclo da bananeira para ralos e pias dos banheiros.

Sem rede de esgoto convencional, o projeto entende que a água é um recurso a ser tratado localmente, não como descarte, mas como um ciclo. Essa escolha técnica reduz o impacto ambiental, inverte a lógica dessas águas serem descarte para se tornarem alimentadoras de jardins sem gasto energético e fortalece a autonomia do território frente à precariedade da infraestrutura pública.

Mais do que atender a exigências de sustentabilidade, a casa propõe outra lógica: uma arquitetura que parte do clima, da escassez e da abundância local, e oferece respostas integradas, sem excessos, sem desperdício, com coerência.

Arquitetura
Norman Foster assina o ambicioso projeto do Museu Nacional Zayed, nos Emirados Árabes
A textura exterior evoca a topografia da montanha Jebel Hafeet, que se estende pela fronteira entre os Emirados Árabes Unidos e Omã. No interior, mais de 300.000 anos de história se desdobram em seis galerias, onde descobertas extraordinárias do Paleolítico, Neolítico, Idade do Bronze e Idade do Ferro lançam luz sobre a vida e os costumes das primeiras comunidades da região. “Começamos a trabalhar na coleção há 12 anos”, diz Moaza Matar, diretora interina do Departamento de Conservação e Gestão de Coleções do museu. “Do bivalve rudista, um molusco fossilizado com mais de 70 milhões de anos, a um passaporte usado durante a Expo 2020 Dubai, cada peça representa um fragmento da rica e fascinante história do país.”
Arquitetura
Casa 720° / Fernanda Canales

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Descrição enviada pela equipe de projeto. O projeto tem origem em um pátio central e nas formas pelas quais os mundos interior e exterior podem interagir entre si. Concebida como um relógio solar que registra a passagem do tempo, essa casa autônoma é muitas casas em uma só: durante o dia, emoldura uma montanha e um vulcão, abrindo-se para vistas variadas ao longo do perímetro externo do círculo; à noite, volta-se para o interior, organizando-se em torno de um pátio circular.

Arquitetura
Como aproveitar a energia da era de Peixes em 2026
2026 será um ano em que muitas pessoas sentirão uma maior necessidade de refúgio, silêncio, introspecção e calma. Não é um ciclo que impulsione a ação frenética, mas um que convida a escutar, a perceber e a se deixar envolver por todas as coisas que não podem ser explicadas, aceitar sua presença e como nos afetam. Nosso lar deve se tornar um lugar onde a energia pisciana possa se expressar com harmonia na era de Peixes; assim, evitaremos ciclos de confusão e desconforto, inclusive mau humor.
Peixes não se dá bem com o artificial em excesso. A energia de Peixes busca autenticidade, suavidade e conexão com a natureza. No design de interiores de 2026, para aproveitar essa energia, opte por materiais que transmitam vida: madeiras com veios visíveis, tecidos naturais, cerâmicas imperfeitas, pedras que conservam sua textura. Esses materiais não apenas trazem aconchego visual, como conectam com o exterior de forma natural.
Fonte: Casa Vogue
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