Em Florianópolis, na charmosa região do Campeche, um sobrado se destaca por sua abordagem inovadora e sustentável. O projeto, idealizado pela arquiteta Livia Ferraro, do escritório Ferraro Habitat, transformou um contêiner marítimo e materiais de demolição em um lar funcional e cheio de estilo, provando que é possível construir com consciência ambiental e agilidade.
–(Levi Mendes Jr./Divulgação)
A premissa do projeto foi clara desde o início: evitar o desperdício, um problema comum na construção civil. A cliente, uma bióloga preocupada com o meio ambiente, desejava uma casa erguida exclusivamente com materiais de segunda mão. Essa busca se tornou a etapa mais demorada da obra, envolvendo uma curadoria de tijolos, madeira de demolição, esquadrias e vidros reaproveitados.
Casa Contêiner: a solução inteligente para a obra
–(Evelyn Müller/Divulgação)
A incorporação de um contêiner ao projeto foi uma decisão estratégica que otimizou tempo e custos. A escolha recaiu sobre um modelo reefer, utilizado para cargas refrigeradas, que já possui uma excelente camada de isolamento térmico – uma grande vantagem para o conforto da moradia.
A estrutura do contêiner não apenas acelerou o processo, mas também se integrou perfeitamente aos demais materiais de demolição, criando uma identidade visual única que mescla o industrial com o rústico. Esta solução prática reforça as vantagens da construção com contêiner, como rapidez e menor impacto ambiental.
Construção rápida e um lar cheio de vida
–(Evelyn Müller/Divulgação)
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Com todos os materiais reunidos, o sobrado foi levantado em apenas três meses, um prazo significativamente menor que o de construções convencionais. Hoje, a própria arquiteta vive no local com seu filho, desfrutando de um espaço que, embora enxuto, é perfeitamente aproveitado.
–(Evelyn Müller/Divulgação)
O lar conta com áreas para brincadeiras, um ateliê de pintura e até um canto no jardim feito com materiais reciclados. A casa contêiner no Campeche é a prova de que a arquitetura sustentável pode gerar lares aconchegantes, funcionais e construídos em tempo recorde.
1/11 Toda integrada, a morada de apenas 60 m2 tem espírito de loft e acomoda confortavelmente mãe e flho. (Ilustrações: Campoy Estúdio/Divulgação)
2/11 Dentro e fora de casa, os limites do contêiner ficam claros graças à tinta esmalte azul (Suvinil, ref. martim-pescador, P327). (Ilustrações: Campoy Estúdio/Divulgação)
3/11 O dormitório da moradora ocupa o mezanino e dá acesso à entrada do contêiner, transformado em ateliê. Lá dentro, mais sinais de reaproveitamento – retalhos de papéis de parede vestem o ambiente. (Evelyn Müller/Divulgação)
4/11 Para vencer o vão entre um patamar e o outro, a arquiteta elegeu a escada do tipo Santos-Dumont, versão de inclinação maior e com degraus parcialmente sobrepostos, o que economiza espaço. (Evelyn Müller/Divulgação)
5/11 Com um armário fechando a lateral, o esconderijo formado no térreo ganhou inusitada função, determinada por Enrí: ali é o canto das brincadeiras. (Evelyn Müller/Divulgação)
6/11 Livia e Enrí se divertem com os coelhos de estimação no sofá-tablado. Erguida num amplo terreno na capital catarinense, a residência, de tão despojada, nem parece estar numa cidade grande. (Evelyn Müller/Divulgação)
7/11 Neste banheiro, não há excessos. A bancada enxuta de alvenaria apoia a cuba e a torneira. (Evelyn Müller/Divulgação)
8/11 Fácil de manter, o cimento queimado ocupa as áreas comuns. O tom claro se deve à presença de pó de mármore na mistura. (Evelyn Müller/Divulgação)
9/11 A parede da cozinha ganhou tinta lousa e se transformou em porta-recados. (Evelyn Müller/Divulgação)
10/11 Além de oferecer área de armazenamento na parte inferior, o tablado ajusta a escala do quarto à criança, deixando os objetos mais ao alcance das mãos dela. (Evelyn Müller/Divulgação)
11/11 A obra teve início só depois que a proprietária encontrou um bom lote do material demolido. Na janela, a folha de vidro fixo repete o formato da porta de entrada e leva luz natural ao interior da morada. Já a porta principal foi garimpada em lojas de demolição, recebendo apenas pequenos ajustes para se encaixar no local. (Evelyn Müller/Divulgação)