Arquitetura
Casa de Reflorestamento Lamarilla / Quena Margarita Gonzalez Escobar + Juan David Hoyos Taborda

Arquitetos:
Quena Margarita Gonzalez Escobar, Juan David Hoyos Taborda- Área:
67 m²
Ano:
2023
Descrição enviada pela equipe de projeto. A pedra caiu há milhões de anos, partiu do centro da terra
e atravessou o Cerro Bravo com a força da vida.
Há muitos anos chegou a colonização derrubando a mata,
traçando uma paisagem produtiva para o homem.
O café e a mineração começaram a ocupar o território
e os ecossistemas se esgotaram.
Passaram os anos e começamos a querer voltar à natureza, à terra.
Um dia de fevereiro floresceu a nogueira que acompanhava a pedra
Lamarilla então, começou a ser desenhada como um traço suave perto da pedra,
elevada do chão com madeira e argila.
Passa seus dias olhando para a montanha.
A casa se abre para nos receber nas temporadas de plantio
e se fecha para nos dar descanso e abrigo à noite
com o canto dos sapos no brejo.
Em abril os pássaros comem as goiabas,
um dia terão muitas frutas e árvores onde se aninhar,
nas clareiras da floresta onde vive o urso.
A Casa de Reflorestamento Lamarilla é uma estratégia que nos permite habitar o lugar para poder realizar o trabalho de reflorestamento, manutenção e conservação do ecossistema.
Essa arquitetura pode ser implantada em qualquer área destinada ao reflorestamento, oferecendo ao habitante um espaço de convivência e relaxamento em meio à natureza. Trata-se de um modelo sustentável que promove a restauração e a conservação dos ecossistemas naturais.
O projeto arquitetônico propõe uma estrutura básica, compacta e flexível, concebida para reduzir o impacto ambiental e minimizar o uso de matéria-prima na construção. No térreo, a casa abriga um salão multifuncional que integra estar, refeições e descanso, além de uma cozinha voltada para o deck e um banheiro com vista para uma paisagem privativa. No sótão, encontra-se um quarto acolhedor. Já o deck externo convida ao convívio ao ar livre e também pode ser utilizado como viveiro.
A arquitetura é uma ferramenta chave para gerar consciência sobre práticas sustentáveis, fornecendo soluções para a crise climática atual. Por isso, propõe-se um volume básico utilizando materiais renováveis de baixo impacto ambiental, integrando-se harmoniosamente com a paisagem e entendendo a base natural como a primeira camada para criar uma arquitetura do lugar, que possa gerar novas paisagens naturais, sociais e culturais.