Arquitetura
Casa de Sá / Tiago do Vale Arquitectos

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- Área:
280 m²
Ano:
2025
Fabricantes: Aleluia Cerâmicas, CIN, Finsa, Franke, JNF, Kronospan, Legrand, Oli, Pladur, Sanindusa, Secil, Siemens, VMZINC

Descrição enviada pela equipe de projeto. Aveiro preserva na sua malha urbana muitos dos mais emblemáticos testemunhos da Arte Nova em Portugal, um legado patrimonial que constitui, hoje, uma das expressões mais claras da identidade da cidade.

A Arte Nova, aquando do seu surgimento, foi objeto de crítica acesa, tida por excessiva, sem utilidade funcional, dispendiosa, desfasada das exigências da modernidade emergente. Foi prontamente suplantada pela Arte Déco, pelo pragmatismo racional do Movimento Moderno e, sistematicamente, apagada (física e simbolicamente) sem hesitação. Só na segunda metade do século XX a Arte Nova começaria a ser revalorizada e recuperada: a celebração do passado mais remoto (e a inferiorização do presente e do passado recente) constitui uma pulsão recorrente na história da nossa civilização (mas não por isso menos equívoca).


No entanto sempre foi assim que se fez cidade -em camadas, em sobreposições, em revisitações- e é precisamente dessa estratificação de vozes e de épocas que nasce a riqueza da experiência urbana: Aveiro, nesse sentido, é paradigma dessa condição palimpséstica.


Na mesma rua onde concebeu a sua própria residência, o arquiteto Francisco Augusto Silva Rocha (figura central na consolidação desta linguagem na cidade) desenhou, no alvorecer do século XX, um edifício discreto, mas de inequívoca dignidade, apresentando como elementos mais singulares, no piso térreo, uma janela redonda, moldurada em cantaria, marcando o eixo da composição, e, no primeiro piso, vãos ornamentados com motivos florais, preparando o olhar para um friso cerâmico que, intercalado com triglifos de pedra, remata o conjunto. Nas águas-furtadas sobressai uma janela sob um pequeno telhado, encimada por um rosto feminino, reforçando a discreta narrativa que constitui a expressão particular deste conjunto. Tipologicamente, o alçado segue um padrão recorrente cidade: dois pisos, ritmados por três vãos, e encimados por uma janela central nas águas-furtadas. É em relação direta com este edifício que se ancora a Casa de Sá.


Implantada num lote vazio, a Casa de Sá retoma, volumetrica, material e compositivamente, o léxico da casa de Silva Rocha, ecoando os ritmos verticais e horizontais da fachada, os alinhamentos altimétricos, a geometria da cobertura e a composição pentapartida do alçado. Mantém, igualmente, o esquema de dois pisos, três vãos e janela central nas águas-furtadas, com pátio superior nas traseiras, uma configuração recorrente na rua e em vários pontos da cidade.

Num gesto de contenção, o novo volume está ligeiramente recuado em relação ao alinhamento da rua, estabelecendo um diálogo moderado com o seu vizinho. Calcário, revestimento cerâmico, madeira e ferragens reinterpretam materiais e sistemas de construção anteriores através de meios contemporâneos. Para além da sua referência direta, o projeto também evoca as fachadas de madeira dos antigos armazéns de sal e os ritmos gráficos contidos dos tradicionais palheiros da Ria.

Composta por duas moradias e construída com materiais locais e duráveis, a Casa de Sá afirma-se como um ensaio sobre continuidade e pertença: uma intervenção contemporânea enraizada na memória, atenta ao local e aberta ao futuro.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa MD / Oficina de Projetos Oba (OPO)

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Descrição enviada pela equipe de projeto. O projeto para a casa MD se desenvolve em torno de um importante átrio que conecta visualmente todos os ambientes da residência. A integração e intersecção de usos proporcionada pelo vazio, desde as primeiras conversas com os clientes, deveria refletir a dinâmica familiar priorizando os espaços de convívio.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa Las Margaritas / Trópico Arquitectura

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Descrição enviada pela equipe de projeto. Este projeto consiste na intervenção em uma casa tradicional antioquenha, localizada no sudoeste do estado colombiano, em um território montanhoso e de clima quente.

Arquitetura
Jardim de Infância Kinder Rain / AACM – Atelier Architettura Chinello Morandi

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Descrição enviada pela equipe de projeto. Um jardim de infância primordial, moldado pelo espírito do lugar e pelas emoções da criança. Um espaço simultaneamente protegido e onírico, seguro e aberto às maravilhas. Uma pequena aldeia: um conjunto abstrato de volumes piramidais articulados por pátios abertos. Uma escola vermelha, quente e acolhedora, que se eleva entre as árvores, aninhada no verde.

Fonte: Archdaily
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