Arquitetura
Casa KM / Grupo Lateral Arquitectura y Construcción, Ruíz Galindo

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Descrição enviada pela equipe de projeto. Esta casa se define por sua estreita relação com o ambiente natural, integrando materiais como madeira, pedra, concreto e terra compactada. Seu design busca enfatizar a luz e a sombra, utilizando uma repetição rítmica de vigas e pilares para gerar um jogo visual ao longo do dia.


A forma é composta por 2 eixos: O principal onde se desenvolvem as áreas públicas, e o secundário para as áreas privadas, ambos eixos conectados entre si por um corredor emoldurado por peças de concreto pigmentado que filtram a luz e criam uma série de sombras sobre um piso de pedra.


A repetição e o contraste de padrões criam uma sensação de continuidade e profundidade no espaço interior, ao mesmo tempo em que estabelecem conexões visuais com o exterior, orientadas para espelhos d’água e áreas ajardinadas que evocam contemplação e serenidade.


A orientação da casa foi de suma importância para otimizar o conforto térmico do interior, o que se consegue com paredes de terra compactada, alinhadas perpendicularmente ao sul, mantendo a residência fresca durante o dia ao reduzir a incidência direta do sol, enquanto à noite as mesmas paredes liberam o calor acumulado.

Em conjunto, esta obra cria um equilíbrio harmonioso entre materialidade, luz e paisagem, gerando uma experiência espacial que convida à calma e à introspecção, enquanto se adapta de maneira sensível ao contexto natural que a rodeia.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Design Miami 2025: confira os destaques da 21ª edição do evento

Até o dia 7 de dezembro, ocorre a 21ª edição da Design Miami, feira anual que enaltece o design autoral, a inovação e a arquitetura, reunindo mais de 80 expositores, entre galerias, criativos e marcas do setor. Realizado durante a Miami Art Week 2025, o evento explora o tema Make. Believe (Fazer. Acreditar-, em tradução livre), uma celebração do poder do design para transformar a imaginação em realidade.
Norteados pelo otimismo, com ênfase em abordagens lúdicas, instalações, exposições e estandes elaborados para a Design Miami reúnem inspirações que englobam visões do passado, do presente e do futuro. Confira os destaques imperdíveis do evento e da Semana de Arte de Miami.
Alcova
A cadeira Incremental, do norueguês Vincent Laine, é feira com aço inoxidável
Piergiorgio Sorgetti
Em sua terceira edição durante a Miami Art Week, a Alcova ocupa o Miami River Inn, um dos hotéis mais antigos da cidade, com fachadas em tons pastel e vegetação tropical. A atmosfera do início dos anos 1900 emoldura o trabalho de mais de 40 expositores instalados no conjunto de mansões originalmente construído como uma pensão vitoriana. Designers e estúdios dinamizam a arquitetura multifacetada do local com intervenções específicas, criando uma sequência de encontros surpreendentes.
O projeto principal nasceu da parceria entre Patricia Urquiola e Haworth, responsáveis por um ambiente que transforma o gramado do pátio oval do local em um playground que convida os visitantes a interações e momentos de descompressão. Também é possível conferir criações de Pininfarina + Alpha Additive, Daiana Meligrana, Objects of Common Interest, Marco Zelli, Vincent Laine, entre outros.
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FENDI
Pedestal cúbico revestido por azulejos de grés fabricados pela Officine Saffi, em Milão
Giulio Ghirardi
Comemorando seu centenário, a marca apresenta Fonderia Fendi, uma manifestação inédita da força feminina entrelaçada ao savoir-faire italiano, concebida pela artista argentina Conie Vallese. Motivada pelo gesto criativo coletivo e pela presença marcante da Itália na Exposição Internacional de Artes Decorativas e Industriais Modernas de 1925, em Paris, a designer evoca Les Cinq Doigts d’une Main, (Os Cinco Dedos de uma Mão, em tradução livre) ilustração de Karl Lagerfeld (1994) que retrata as cinco irmãs Fendi como uma só expressão artística.
A colaboração conta com a participação do ateliê de couro da própria FENDI, a histórica fundição milanesa Fonderia Battaglia, o estúdio de cerâmica Officine Saffi Lab, os tecelões de tapetes da CC-Tapis e o tradicional estúdio veneziano de vidro Barovier & Toso, fundado no século 13. O trabalho primoroso resultou em peças exclusivas de bronze, cerâmica, vidro, carpete e couro, como biombo, banco, cadeira e pedestal.
ALPI
A instalação The Lost Cloth Object é fruto da pesquisa cultural do designer estadunidense Stephen Burks ao reinterpretar criações têxteis do Reino Kuba, atual República Democrática do Congo, por meio de uma linguagem contemporânea. Nessa releitura, os padrões geométricos dos tecidos Kuba, tradicionalmente feitos com fibras de palmeira de ráfia, são transportados para os móveis elaborados com madeiras com veios marcantes, parte do portfólio da empresa.
Delvis (Un)Limited
A série Orvalho, de Laurids Gallée, brinca com materiais e acabamentos de superfície, já que o verniz reflete de diferentes maneiras de acordo com a iluminação
Divulgação
A galeria milanesa atua com a premissa de preservar ativamente a tradição artesanal com conexões entre desenho de mobiliário e o mundo artístico. Nos Estados Unidos, exibem a série Orvalho, assinada pelo designer austríaco Laurids Gallée, conhecido por criar peças de design únicas e esculturais que misturam técnicas e materiais como resina e vidro.
Composta por espelho, banqueta e estante feitos com madeira cerejeira, a coleção equilibra ordem e imprevisibilidade orgânica. Cada artigo apresenta uma grade precisa que impõe estrutura, enquanto um desenho de vegetal se entrelaça ao redor, remetendo à tentativa ingênua da humanidade de controlar a natureza.
Lasvit
A instalação Splash, de Martin Gallo, tem percorrido o mundo no último ano e é exibida nos Estados Unidos pela primeira vez
Divulgação
Referência em criações com vidro, a tcheca Lasvit retorna à Design Miami com Fragment of Time, uma mostra que envolve o material utilizado pela empresa como meio para capturar momentos fugazes e visões pessoais do mundo. Apresentando obras de Martin Gallo, Jana Růžičková, Alessandro Mendini e Maxim Velčovský, a exibição revela como o vidro pode preservar emoções, memórias e significados em sua frágil transparência.
No centro da exposição está Splash, de Martin Gallo, uma instalação escultural que percorreu o mundo no último ano e tenta “congelar” o momento em que a água encontra o ar e explora a conexão do corpo com a água, além do efeito que ela exerce sobre os seres humanos, seja ele calmante ou energizante.
Bossa Furniture
Criações de Joaquim Tenreiro e Lucas Recchia dialogam e valorizam materialidade, identidade e forma
Joe Kramm
Estreante na Design Miami, a galeria apresenta Craft as Language, uma exposição que explora como o conhecimento material transita entre gerações e como as cidades — assim como os objetos — constroem suas identidades por meio de atos deliberados de preservação e renovação. Essa profícua reflexão é guiada pelas obras do mestre modernista Joaquim Tenreiro e do designer contemporâneo Lucas Recchia.
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Edifício Flora / IDEIA1 | ArchDaily Brasil

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- Área:
9068 m²
Ano:
2024
Fabricantes: GRAPHISOFT, Portinari, Suvinil

Descrição enviada pela equipe de projeto. Seu nome fala dos ciclos e da abundância da vida. É solar, vibrante e aberto em sua sonoridade. Remete a vínculos familiares, liberdade e à experiência de sentir-se vivo. O empreendimento traduz a elegância nas nuances através de uma arquitetura contemporânea brasileira.


Com estratégia conceitual clara, a identidade do projeto se apresenta como um respiro no contexto urbano. Localizado em Caxias do Sul, cidade da região serrana do sul do Brasil, o projeto se insere em um território de clima ameno, infraestrutura consolidada e reconhecida qualidade de vida. A predominância de edificações de baixa altura confere escala humana agradável, e a presença da vegetação nas vias urbanas reforça a atmosfera tranquila da cidade. Dessa forma, Flora se propõe também como reflexo de seu entorno, um ambiente sereno e integrado à natureza.


A implantação acontece em barra, com volumetria simples e pureza formal. A proposta busca uma transição de escala sutil, ao mesmo tempo em que se destaca na paisagem urbana composta por vegetação e construções de baixa altura. A linguagem laminar e esbelta, característica da arquitetura brasileira, imprime leveza e elegância à forma. Da base sólida ao coroamento sensível, o edifício se revela dinâmico e visualmente expressivo.

O programa é fundamentado na valorização da qualidade de vida em meio à natureza. Um conceito de moradia que privilegia o bem-estar e a tranquilidade proporcionada pela proximidade com a flora. Desde o acesso no pavimento térreo, que abriga espaços condominiais priorizando a conexão com o verde do jardim. O desenho de piso conecta o paisagismo aos interiores, fortalecendo a continuidade entre os espaços internos e externos. As áreas de lazer, protegidas por fechamento em vidro, se beneficiam de visuais agradáveis e ampla entrada de luz natural.


O pavimento térreo se destaca ainda pela relação direta com a vegetação e pelos recessos que criam respiros ao longo do percurso. O acesso peatonal se abre ao jardim, onde o verde é protagonista. O paisagismo, composto por linhas orgânicas, é integrado à edificação por meio da aplicação de materiais naturais. O projeto propõe a arquitetura como percurso. É a sensibilidade de chegar em casa em meio à natureza.



As unidades habitacionais reforçam o caráter sereno do projeto, com boa ventilação e iluminação natural abundante. O pavimento tipo apresenta duas tipologias de apartamento, com 156 m² e 191 m² de área privativa. Amplas esquadrias conectam a sacada à área social e à cozinha, promovendo fluidez espacial. Com orientação voltada ao norte, os ambientes são beneficiados pela incidência solar ao longo do dia, proporcionando maior conforto aos moradores.

A composição da fachada expressa o conceito do projeto por meio da presença do verde que percorre todo o edifício. A vegetação sobe pelas unidades residenciais, fazendo parte também do dia a dia dos moradores. A pureza formal é contraposta pela aplicação de brises móveis em tom amadeirado, que, além de atuar como elementos de proteção solar, conferem movimento à fachada e respondem à organicidade da vida no edifício. São uma tradução direta da relação com seus habitantes. Flora é pausa, é respiro, é calma. É a experiência de viver em meio ao verde. É arquitetura com sensibilidade. Flora é arquitetura brasileira.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Chalé E.14 / HGMA + Claudia Haguiara Arquitetura

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- Área:
100 m²
Ano:
2022
Fabricantes: ,ovo, Carbono Design, Casapronta Quartos, Construflama, Cremme, Dimlux Iluminação, Estudio Bola, Keramica, Lumini, MyPontoCom, Pedras Interlagos, Tecline Esquadrias, Tuboar, Vent Decor

Descrição enviada pela equipe de projeto. O projeto do Chalé E.14 nasceu do desafio de transformar uma construção simples e funcional, datada das décadas de 1960-70, em uma residência contemporânea de uso sazonal, capaz de acolher tanto o descanso quanto o trabalho remoto. Localizado em um clube de campo histórico às margens da Represa de Guarapiranga, em São Paulo, o chalé está inserido em uma área de 200 mil m² de mata atlântica preservada.

Originalmente parte de um conjunto de chalés de linguagem racionalista — com telhado de amianto, hoje substituído por fibrocimento, e fachadas de tijolo cerâmico aparente —, o imóvel apresentava planta compartimentada, iluminação natural escassa e espaços pouco conectados com o entorno natural. Esses elementos, protegidos por normas de preservação do clube, guiaram o ponto de partida do projeto: respeitar a identidade arquitetônica original, ao mesmo tempo em que se promovia uma transformação interna radical.

A cliente, uma brasileira residente em Vancouver, buscava um espaço de conexão com a natureza que funcionasse como sua segunda casa. A resposta projetual foi uma reforma completa, que reconfigurou os 100 m² de área construída para criar uma vivência integrada, fluida e luminosa.

A nova proposta elimina circulações e distribuições de ambientes compartimentadas e desenha uma grande área social que articula estar, jantar e cozinha em um único volume, conectado ao terraço com vista para a represa entre as copas das árvores. Essa área central organiza o restante do programa: uma suíte, dois quartos, banheiro, lavabo e área de serviço compacta. Quase todas as portas desses ambientes se abrem diretamente para a área de convivência, fazendo parte de um painel ripado de madeira certificada, que atua como elemento unificador e funcional.


A materialidade foi pensada para evocar o espírito de uma verdadeira casa de campo. O piso em basalto irregular percorre todos os ambientes, dialogando com a rusticidade das pedras naturais aplicadas em algumas paredes. A madeira aparece não apenas como elemento de acolhimento visual, mas também como estratégia de organização e ritmo arquitetônico.

O uso da cor pontua o projeto e está presente nos revestimentos cerâmicos dos banheiros, na marcenaria da cozinha, nos estofados e em um painel de azulejos pintados à mão pelas artistas Adriana e Carlota, que retratam a flora nativa da região, reforçando o vínculo com a paisagem.

O toque final vem da relação afetiva da moradora com o hipismo — esporte que pratica desde a juventude. Fotografias de seu cavalo, que vive no Canadá, pontuam as paredes brancas do chalé, criando uma narrativa visual que conecta as duas geografias que marcam sua vida.

Fonte: Archdaily
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