Arquitetura
Casa La Paz / Ludwig Godefroy Architecture

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Descrição enviada pela equipe de projeto. Este projeto propõe inverter o modelo tradicional de casa, revertendo a ideia comum de uma casa com um jardim para criar um “jardim com uma casa”. Ao fazer do elemento externo uma parte integral do espaço de estar, a casa e seu jardim deixam de ser duas entidades distintas e se fundem em um único elemento. A fusão do interior e exterior gera uma sensação de amplitude no espaço habitável da casa.


Essa nova permeabilidade entre o jardim e a casa apaga a clássica fronteira hermética entre o interior e o exterior, levando à criação de um jardim habitável e único. Para realizar essa ideia de jardim/casa, a chave foi preservar e trabalhar com a essência original do terreno e sua topografia, garantindo que sua identidade fosse mantida e transferida para a própria casa.
Mas como a identidade do terreno pode ser transferida para a casa sem destruí-la durante a construção?


Havia uma sutil relação pré-existente entre o terreno e um riacho seco no lado sul, onde ambos se fundiam. O desafio do projeto era integrar a casa à topografia sem interromper essa conexão pré-existente entre o terreno e seu riacho.

É precisamente neste ponto que o equilíbrio entre destruição e preservação teve de ser encontrado. A casa tinha que permitir que o terreno entrasse—o projeto tinha que se tornar permeável, nunca interrompendo a topografia. Dessa forma, o terreno poderia continuar a se expressar e evoluir, movendo-se de sua relação com o riacho para uma nova relação que inclui a casa—colocando a casa entre esses dois elementos originais sem tentar domar o terreno ou o riacho.


O projeto da Casa La Paz, ao abraçar a topografia e permitir que ela permanecesse, busca preservar a sensação que existia ao caminhar pela terra intocada pela primeira vez. É projetada como uma caminhada pelo terreno e, por extensão, pela casa. A casa não é estática; ela convida as pessoas a se moverem, a explorarem e a desfrutarem do local à medida que muda ao longo do dia por meio do jogo de luzes e sombras.

A casa surge como uma coleção de pavilhões, criando múltiplos recantos e, assim, múltiplas atmosferas. É uma casa pequena, mas composta por múltiplos espaços onde as pessoas podem coexistir no mesmo lugar sem estarem sempre cientes da presença umas das outras.

O projeto incentiva a vida ao ar livre; portanto, elimina o elemento arquitetônico fundamental da fachada. Propõe uma casa organizada em torno de um grande vazio—sem uma fachada—que não cria um fechamento. A casa está permanentemente aberta e ventilada, mas ainda atende às necessidades básicas de proteção e privacidade de seus habitantes.

A Casa La Paz é uma moradia concebida a partir de seu espaço negativo. Deixe-me explicar: em vez de começar pelo desenho dos espaços construídos—o espaço positivo da casa—o projeto foi concebido de forma inversa, começando por este vazio que define o jardim. Este jardim é o elemento crucial que protege a casa e todos os seus espaços internos, servindo como um buffer entre a casa, a rua e seus arredores.

Esse grande vazio controla as vistas das propriedades vizinhas, permite que a casa se abra e gera uma forte sensação de interioridade no jardim. Uma sensação de bem-estar envolve cada espaço da casa, que está aninhada entre altos cactos, espessas árvores e arbustos retorcidos do deserto.


Ao responder dessa maneira à realidade do terreno, a ideia convencional do que normalmente seria uma sala de estar foi redefinida. Todo o térreo, seu jardim e as árvores tornam-se uma grande área de estar aberta. Não há mais distinção entre interior e exterior. O jardim se torna a sala de estar, cozinha e sala de jantar em sua totalidade.


Arquitetura
Casa de veraneio concebida por mestre italiano renasce na Riviera Francesa
Claude Monet, Le Corbusier e Coco Chanel são apenas algumas das personalidades que, em suas respectivas épocas, promoveram e protegeram o belo recanto mediterrâneo de Cap Martin. Estamos na região da Riviera Francesa escolhida, ao longo de décadas, como destino de férias por uma elite sofisticada e pouco convencional. É ali que se ergue a Villa Pineda, obra de Luigi Caccia Dominioni (1913-2016). O arquiteto italiano tornou-se amigo de Erminio Giraudi, pai de Riccardo, um dos atuais proprietários, no fim dos anos 1970, durante a construção do edifício Parc Saint Roman, ali perto em Mônaco. Da relação entre eles nasceu a encomenda da elegante residência de 450 m², distribuída entre térreo, pavimento superior e um sótão posteriormente adaptado.
Arquitetura
Nova mansão de Neymar em Miami terá 1.500 m² e arquitetura brutalista; veja fotos

O jogador Neymar irá construir uma nova residência em Bal Harbour, área exclusiva do litoral de Miami, nos Estados Unidos. Com cerca de 1.500 m² e oito suítes, o projeto assinado pelo arquiteto Leo Romano, listado no Casa Vogue 50, aposta em uma arquitetura de forte expressão estética e em uma relação direta com a água e a paisagem natural do entorno, características marcantes do terreno voltado para um canal da região. A construção da residência começa em abril deste ano e tem previsão para ser concluída no final de 2027.
O projeto aposta em uma arquitetura brutalista, mas com poesia e identidade
Divulgação/Leo Romano
“O ponto alto do projeto é a expressividade da arquitetura. É uma arquitetura brutalista, marcada pelo uso do concreto, mas que possui muita atenção aos pequenos detalhes, o que confere poesia, identidade e potência à casa”, comenta Leo Romano com exclusividade à Casa Vogue.
A residência de 1.500 m² ainda conta com diversas áreas de lazer
Divulgação/Leo Romano
Sala de jogos, adega, brinquedoteca, sauna e um espaço para partidas de pôquer fazem parte do projeto
Divulgação/Leo Romano
Pensada principalmente para momentos de descanso e lazer, a casa foi concebida para atender às necessidades do jogador e de sua família. No pavimento inferior, o projeto reúne ambientes dedicados ao entretenimento, como sala de jogos, adega, brinquedoteca, sauna e um espaço para partidas de pôquer. “É uma casa pensada para lazer”, completa o arquiteto.
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Conexão entre interior e exterior é um dos pontos altos do projeto
Divulgação/Leo Romano
Mais detalhes do projeto de Leo Romano
Divulgação/Leo Romano
A proposta arquitetônica valoriza a integração entre interior e exterior: a sala principal funciona como uma espécie de sala-varanda totalmente aberta, voltada para a água, enquanto a suíte do casal – um dos pontos altos do projeto – também se abre para a paisagem do canal. “O banheiro do quarto principal ainda conta com uma lâmina d’água que simula um dia de chuva, reforçando a presença da água no conceito da casa”, afirma.
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A residência terá oito suítes
Divulgação/Leo Romano
A estética da residência segue uma linguagem brutalista e, ao mesmo tempo, aposta em recuos estratégicos que criam a sensação de que os blocos estão suspensos, conferindo leveza ao conjunto. Segundo Leo Romano, a proposta busca traduzir a força e a relevância do atleta no cenário esportivo mundial, sem perder de vista o caráter íntimo da casa — pensada como um espaço onde o jogador pode simplesmente viver sua rotina.
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Sala de jantar da residência
Divulgação/Leo Romano
Ambientes da nova residência
Divulgação/Leo Romano
A ambientação interna acompanha essa abordagem contemporânea, com mobiliário italiano de linhas jovens e fluídas, predominância de tons acinzentados e contrastes pontuais. Obras de arte de destaque no cenário nacional e internacional também fazem parte da composição sugerida. “Acho que temos tudo para termos um resultado expressivo e belíssimo”, conclui o arquiteto.
Visão externa da residência
Divulgação/Leo Romano
Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
destaques da 15ª edição do festival
Em sua 15ª edição , a DW! Semana de Design de São Paulo ocupa a capital paulista entre 5 e 22 de março. Considerado o maior festival urbano de design e arquitetura da América Latina, o evento reúne aproximadamente 1.500 criativos e 150 marcas. Com centenas de atividades – a maioria gratuita –, a iniciativa inclui exposições, palestras, instalações e visitas guiadas espalhadas pela metrópole.
Em 2026, a DW! Semana de Design de São Paulo ocorre em nove distritos – oito físicos e um digital, norteados pelo tema Legado Criativo. “Se hoje estamos entre os maiores festivais de economia criativa com foco em design no mundo, é porque nos reinventamos e acompanhamos de forma atenta o espírito do tempo. Nosso legado criativo é sobre aprender com desafios, ter a ousadia de propor ideias na escala monumental da capital paulista, valorizar a pluralidade e a colaboração. Significa, sobretudo, reconhecer o valor do individual e do coletivo em todas as dimensões”, afirma Lauro Andrade, idealizador do festival.
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