Arquitetura

Casa no Bosque / MALVINA ZAYAT estudio de arquitectura

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© Juan Cruz Paredes

Descrição enviada pela equipe de projeto. Esta casa está implantada em um terreno de 12 hectares nas Sierras Chicas, na Argentina. O local foi cuidadosamente escolhido para que a construção fosse acolhida e protegida pelo entorno natural das árvores.

© Juan Cruz Paredes
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Três fatores foram determinantes para o desenvolvimento do projeto: a preservação máxima da floresta existente, a ausência de rede pública de abastecimento de água e o ofício de ferreiro artesão de um dos clientes — que seriam responsáveis por construir sua própria casa.

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Dois volumes se acomodam entre as árvores: um corresponde à sala de estar, cozinha, sala de jantar e um espaço para guardar motos, e o outro abriga o quarto principal, banheiro, lavanderia e quarto de hóspedes.

A união entre ambos se dá por meio de um terceiro, que articula o acesso com as duas alas da casa.

A casa foi concebida para intensificar a experiência da paisagem. O acesso se dá por uma passarela que se eleva suavemente entre as árvores, conduzindo a um átrio de entrada. Ali, o percurso da água da chuva se revela: calhas suspensas, como bandejas integradas à estrutura, emolduram o céu e conduzem a água a um deságue vertical. Ao cair com ruído, a água saúda os visitantes, uma presença viva que marca o início da experiência arquitetônica.

© Juan Cruz Paredes
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A porta de acesso faz parte de uma fachada totalmente cega, que pretende enfatizar a surpresa ao abri-la. Quando isso acontece, a arquitetura desaparece e a paisagem aparece. O teto horizontal de baixa escala, a presença de madeira em suas laterais e um mínimo mobiliário compõem este espaço, que é a transição entre o exterior e o interior, ao mesmo tempo em que articula os dois volumes rotacionados.

O espaço interno da casa é complementado pela floresta exterior. A fachada envidraçada do lado norte e nordeste incorpora a arborização aos ambientes, fundindo sombras, cores e sons.

© Juan Cruz Paredes
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O limiar de saída atua como um espaço de transição multifuncional: suporte para esculturas, assento e extensão natural da casa.

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A estrutura envolve e suspende a casa do solo. Quatro pórticos de aço formam cada volume e transferem seus esforços ao piso por meio de pilares de concreto que desaparecem entre a sombra e os arbustos.

© Juan Cruz Paredes
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Os pórticos assumem a cor das árvores e marcam um ritmo. Para o lado sul, servem de suporte para as calhas.

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As condições climáticas locais e a ausência de certos serviços reforçaram o foco na eficiência energética da casa. Optou-se por um alto nível de isolamento térmico, utilizando painéis de poliuretano nas paredes e coberturas, caixilhos de PVC com vidros duplos herméticos e sistemas de ruptura de ponte térmica nas aberturas.

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Quanto ao aquecimento, optou-se por um sistema de bomba de calor que abastece os sistemas de climatização fan coils e o piso radiante.

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A água da chuva é coletada, armazenada e utilizada. Os efluentes sanitários são tratados por sistemas de fitorremediação para águas negras e por sedimentação no caso das águas cinzas que, após o tratamento, são reutilizadas na irrigação.

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Fonte: Archdaily

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