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Casa Ōimachi / ROOVICE | ArchDaily Brasil

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© Akira Nakamura

Renovação do Escritório Oimachi: Reestruturando uma Casa de Madeira de 73 Anos – Localizada a apenas cinco minutos da Estação Oimachi, Tóquio, esta casa foi transformada em um espaço de trabalho contemporâneo por meio de uma renovação que equilibra clareza, preservação e adaptabilidade. O volume faz parte de um denso agrupamento de estruturas de madeira do pós-guerra situadas atrás dos empreendimentos comerciais e de escritórios de médio porte mais proeminentes da região. Esta casa, anteriormente lar típico nessa zona mais tranquila da cidade, agora assume um novo papel como um escritório funcional e cheio de caráter.

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A entrada foi redesenhada com uma nova porta e acabamento na parede externa, criando uma superfície adequada para sinalização — tornando seu uso comercial imediatamente perceptível do lado de fora. Logo após a porta, uma nova divisória foi incorporada para oferecer separação visual e espacial entre a entrada e a área principal de trabalho, garantindo um nível de privacidade apropriado para visitas de clientes ou reuniões. Um cabide de parede e prateleiras foram instalados nesse espaço, com um design que transmite suavidade e informalidade, em contraste com o armazenamento convencional de escritórios.

© Akira Nakamura
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No primeiro andar, todo o piso existente — anteriormente em PVC que imitava madeira — foi substituído por um acabamento durável em tom cinza. Uma única linha de azulejos laranja agora se estende da entrada até o fundo do espaço conduzindo ao banheiro. Acima, uma faixa correspondente de painéis com luzes embutidas acompanha sutilmente essa mesma linha, oferecendo orientação e ritmo ao ambiente aberto.

© Akira Nakamura
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Planta – Primeiro Nível (depois)
Planta – Primeiro Nível (antes)
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Na área que anteriormente abrigava uma sala com tatame, uma compacta cozinha de aço inoxidável foi instalada. Projetada com flexibilidade em mente, apresenta uma ilha móvel facilitando a adaptação para almoços em equipe, workshops ou uso mais casual. Tomadas elétricas foram posicionadas em todo o espaço, com base na posição das mesas e equipamentos. Trilhos de cortina estão integrados nas paredes para permitir controle visual enquanto mantêm as molduras das janelas de alumínio originais discretamente ocultas.

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O segundo andar foi totalmente aberto ao remover o forro e divisórias não estruturais. A estrutura do telhado exposta revela a madeira original, enquanto um novo isolamento e um telhado recém-construído foram adicionados para garantir conforto e desempenho energético sem sacrificar a abertura vertical. Um ornamento simbólico da cerimônia original jōtōshiki (cerimônia de elevação da cumeeira) foi mantido—preservando um elemento histórico sutil, mas significativo. O projeto evita ruídos visuais desnecessários, permitindo que portas reutilizadas, cores de parede suaves e uma única luminária pendente laranja definam silenciosamente o clima.

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A renovação respeita o contraste entre o novo e o existente. Os pisos de ambos os níveis e o telhado foram reconstruídos, enquanto vestígios dos antigos forros e acabamentos de parede permanecem visíveis sob ou ao lado dessas novas superfícies. Essa dualidade se torna um princípio de projeto: o “lado visível” da nova arquitetura serve como um lembrete silencioso do que veio antes. A identidade espacial do projeto é moldada por essa relação em camadas entre passado e presente.

© Akira Nakamura
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Ao definir claramente novas funções sem sobrecarregar o caráter herdado do volume, o Escritório Oimachi demonstra como as casas de madeira envelhecidas de Tóquio podem continuar a desempenhar papéis significativos na paisagem urbana, especialmente em lugares onde estruturas de grande altura e de escala humana coexistem lado a lado.

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Fonte: Archdaily

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