Arquitetura
Casa para Maria / Metriq Estudio

![]()
![]()
![]()
![]()

- Área:
37 m²
Ano:
2021
Fabricantes: Edimca

“Casa Para Maria” nasceu sem orçamento, em um contexto adverso, mas com uma ideia clara. Localizada no bairro popular La Gatazo, ao sul de Quito, surge no cenário pós-pandemia como resposta ao abandono de uma idosa cuja habitação estava à beira do colapso. O projeto foi concebido como um exercício de empatia, entendida não apenas como desenho, mas como ação, autogestão e compromisso social.


Desenvolvido sem fins lucrativos e ainda em etapa estudantil, o projeto tornou-se possível graças à articulação entre profissionais, vizinhos, instituições e empresas, evidenciando o papel ativo que a arquitetura pode assumir em contextos de vulnerabilidade. O processo iniciou-se com recursos mínimos: uma fundação pré-existente, materiais doados e mão de obra voluntária. Essas condições constituíram os pontos de partida que orientaram cada decisão projetual. Por meio de uma campanha de gestão de recursos — que incluiu solicitações a empresas, apoio institucional e crowdfunding — foi possível arrecadar cerca de 90% do orçamento necessário. As doações, tanto materiais quanto financeiras, não apenas viabilizaram a obra, como também influenciaram diretamente sua configuração espacial e construtiva.



O programa e a distribuição foram definidos a partir da compreensão da vida cotidiana de sua usuária, priorizando rotinas, necessidades e capacidades. A habitação organiza-se em três blocos interconectados: descanso, serviços e um espaço misto aberto para o exterior. Este último, concebido como sala de jantar-pátio, torna-se o coração do projeto, diluindo o limite entre interior e exterior e acolhendo tanto Maria quanto o sol que a abriga e os animais que a acompanham.



O conforto interno foi uma premissa central. O bloco de cimento, material integralmente doado, tornou-se o principal recurso construtivo, não como escolha formal, mas como condição de partida. A partir de suas propriedades, foram exploradas suas capacidades térmicas, estruturais e espaciais, utilizando-o tanto em fechamentos autoportantes quanto em elementos permeáveis. A cobertura translúcida permite a entrada controlada de luz e calor, enquanto o tramado, construído com o mesmo bloco, regula a ventilação, proporciona privacidade e reforça a segurança. Em coerência com essa lógica de aproveitamento, construiu-se um forro, restauraram-se móveis existentes e fabricaram-se novos com os materiais disponíveis, evitando desperdícios e consolidando uma estratégia de economia circular.


Construída em quatro meses, “Casa Para Maria” transcende a escala doméstica não por sua capacidade de se repetir, mas pela forma como se aproxima de um conjunto específico de condições. Longe de propor uma solução replicável, o projeto assume a arquitetura como um exercício situado. A situação de Maria não é excepcional, mas representativa de uma problemática extensa e persistente em contextos de vulnerabilidade, frequentemente invisibilizada em uma cidade que avança rapidamente. Nesse sentido, o projeto propõe voltar o olhar para essas realidades, lembrando a capacidade da arquitetura de transformar espaços e vidas, mas evidenciando também seus limites quando as condições estruturais e as políticas públicas necessárias permanecem fora do alcance da disciplina.
Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa Terra / Tomohiro Hata Architect and Associates

![]()
![]()
![]()
![]()


Descrição enviada pela equipe de projeto. O projeto teve início com a seguinte pergunta do cliente ao arquiteto:
“A sociedade ao nosso redor parece muito madura; no entanto, muitos edifícios estão sendo demolidos um após o outro, mesmo quando ainda têm vida útil suficiente. Isso não acontece justamente por causa da perda de algo essencial?”

Fonte: Archdaily
Arquitetura
5ª edição da ABERTO ocupa Casa Bola, obra icônica de Eduardo Longo
Paralelamente, a ABERTO estreia a ABERTO Rua, iniciativa que leva mais de 15 obras comissionadas para o espaço público da Avenida Faria Lima, expandindo a mostra para o tecido urbano. “Na rua, a arte encontra quem não foi convidado”, afirma Filipe Assis, sintetizando o gesto de abrir a experiência artística ao acaso, ao trânsito e à diversidade da cidade.
Arquitetura
Bairro em Paris – Biblioteca Multimídia e Edifícios Residenciais / La Architectures + Atelier Régis Roudil Architectes + Nicolas Hugoo Architecture

![]()
![]()
![]()
![]()


Descrição enviada pela equipe de projeto. Nicolas Hugoo Architecture concluiu 36 unidades de habitação social; a LA Architectures, uma biblioteca pública e 75 apartamentos familiares; e o atelier Régis Roudil, uma moradia estudantil com 75 apartamentos no bairro Paul Bourget, no 13º arrondissement de Paris. A operação de revitalização do bairro Paul-Bourget teve início em 2014, com o objetivo de romper o isolamento da área e assegurar a melhoria duradoura do panorama urbano para seus habitantes. Liderado pela Elogie Siemp e pela Semapa, e projetado pela Urban Act, este ambicioso projeto de renovação urbana possibilitou a criação de uma nova geração de habitações nesse terreno de 4 hectares, além de restaurar a presença de áreas verdes e da biodiversidade.

Fonte: Archdaily
-
Arquitetura8 meses atrásCasa EJ / Leo Romano
-
Arquitetura8 meses atrásCasa Crua / Order Matter
-
Arquitetura8 meses atrásCasa AL / Taguá Arquitetura
-
Arquitetura9 meses atrásTerreiro do Trigo / Posto 9
-
Arquitetura8 meses atrásCasa São Pedro / FGMF
-
Arquitetura7 meses atrásCasa ON / Guillem Carrera
-
Arquitetura1 mês atrásCasa Tupin / BLOCO Arquitetos
-
Política9 meses atrásEUA desmente Eduardo Bolsonaro sobre sanções a Alexandre de Moraes


