Arquitetura
Casa Plaj / extrastudio | ArchDaily Brasil

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Descrição enviada pela equipe de projeto. Nossos clientes estavam viajando por Portugal quando se depararam com um pequeno terreno à venda à beira-mar, perto de uma vila situada a cerca de uma hora ao norte de Lisboa. Lourinhã é conhecida como o centro de produção de frutas do país e por sua proximidade com Ericeira e Peniche, dois dos melhores pontos de surfe do mundo.

O terreno, uma faixa estreita e íngreme no coração do campo, fica a cinco minutos a pé da praia e oferece vistas panorâmicas sobre o mar, o vale e a vila ao longe. Lourinhã nunca foi uma zona rica; os edifícios são modestos e simples, e integram-se naturalmente na paisagem, de uma forma que, de alguma forma, foi esquecida pelos edifícios das últimas décadas. Livre das obrigações diárias, uma casa de férias permite um certo nível de liberdade e experimentação. Deve ser generosa, informal, fisicamente presente, impondo o seu próprio tempo e ritmo. Queríamos criar uma forma radicalmente simples para esta casa, combinando elementos utilizados em edifícios históricos locais de uma forma que só é possível no presente.


A relação com a topografia foi fundamental: a casa toca o solo da forma mais leve possível, permitindo que o terreno existente flua por baixo. Quatro paredes estruturais sustentam um pódio cruciforme, sobre o qual a casa assenta, pairando sobre o terreno. A plataforma toca o solo inclinado apenas uma vez para permitir a entrada, enquanto todos os outros lados acomodam terraços que flutuam no ar em todas as direções e que estendem o espaço interior para o exterior, dando a cada quarto o seu próprio refúgio privado. Um vazio é cortado da forma sólida da casa para criar uma entrada de pátio ao ar livre, cercada por um grande portão deslizante. Organizados em um único nível, a cozinha, a sala de jantar e a sala de estar compartilham um espaço generoso, que se abre simetricamente para o norte, leste e oeste, enquanto os três quartos ficam voltados para o sul.


Restrito a uma área máxima fechada de 120 m², o interior compensa a pequena área útil aproveitando ao máximo a altura do volume, criando uma sensação inesperada de grandeza e escala. Uma grande claraboia reforça essa impressão na sala de estar, enquanto em outros lugares uma série de óculos, projetados com precisão dentro da geometria da estrutura usando um modelo 3D, permitem que a luz direta da claraboia atravesse a casa, alcançando suas áreas mais escuras. Durante quatro meses do ano, um feixe de luz ilumina cada cômodo antes do pôr do sol, atingindo sua intensidade máxima nos solstícios de verão e inverno.

Dispositivos arquitetônicos simples permitem e incentivam a flexibilidade e a informalidade. As janelas recuam completamente nas paredes, transformando a casa em um grande espaço ao ar livre, estendendo o interior para o exterior e permitindo que momentos como o banho se tornem experiências ao ar livre. O diálogo próximo entre os clientes e o construtor durante a construção permitiu que o tempo, o acaso e o conhecimento dos trabalhadores deixassem suas marcas na casa. As paredes rebocadas de cinza foram deixadas nuas, criando um interior monocromático. Novas vigias e nichos foram adicionados onde possível, uma porta de aço na escada foi substituída por vidro vermelho, travertino iraniano prateado e mármore azul esverdeado foram escolhidos para combinar com as paredes internas, e o exterior, que deveria ser cinza, finalmente ganhou cor.


No exterior, uma longa piscina ergue-se entre pinheiros selvagens, paralela ao mar. A paisagem foi praticamente intocada. Todas as árvores existentes foram mantidas e foi plantada uma rede de árvores de fruto nas encostas, para preservar o caráter agrícola do entorno. Nossos clientes nos convidaram para ficar na casa após sua conclusão. Os únicos sons no ar eram as ondas quebrando na costa e vozes do outro lado do vale. À noite, pássaros que não conhecíamos cantavam, e sapos coaxando em um riacho próximo nos faziam companhia.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
Arquitetura
Nova Prefeitura de Scharrachbergheim / AL PEPE architects

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- Área:
300 m²
Ano:
2025
Fabricantes: Artemide, Briqueterie Lanter, FARO Barcelona, Fils, Hoppe, Modelec, Auson

Descrição enviada pela equipe de projeto. A nova prefeitura de Scharrachbergheim, uma pequena vila da Alsácia, busca horizontalidade e transparência para se integrar ao magnífico entorno arborizado. A malha estrutural externa em madeira afirma o caráter público do edifício e garante uma estética atemporal. O tom escuro e aveludado do piche de pinho que protege a madeira, junto às proporções refinadas dos pilares, dialogam tanto com o enxaimel tradicional da vila quanto com as árvores do sítio. O revestimento em malha expandida de aço corten confere à fachada uma aparência quase têxtil e remete às tonalidades da pedra local (arenito dos Vosges), muito presente no núcleo histórico. O conjunto é contemporâneo e, ao mesmo tempo, enraizado; rigoroso, mas delicado — como se sempre tivesse feito parte do lugar.

Fonte: Archdaily
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