Arquitetura
Centro Comunitário Casa da Colheita / Frayn Studio

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- Área:
615 m²
Ano:
2024

Descrição enviada pela equipe de projeto. A Casa da Colheita é um centro comunitário que inspira uma nova vida em um antigo matadouro, transformando-o em um vibrante centro para alimentos locais e regenerativos. Apoiado por um sistema alimentar sustentável em pequena escala nas Ilhas Baleares, o projeto conecta todas as etapas da produção de alimentos — desde o cultivo e transformação até a distribuição e o encontro comunitário. Projetado com materiais naturais e um foco em eficiência energética, o espaço convida o engajamento público e celebra a experiência compartilhada da alimentação.


O projeto mantém a planta original, mas a reinterpreta como um “metabolismo”, onde produtos frescos colhidos entram por uma área de carga e se movem através de espaços distintos, mas interconectados. Esses espaços são projetados para agregar valor em cada etapa.

As “Cozinhas de Distribuição e Transformação de Alimentos” são operadas como áreas comerciais privadas, enquanto a “Loja da Fazenda” e a “Sala de Degustação” estão abertas ao público, convidando os visitantes a se conectarem com alimentos produzidos localmente. Esses espaços públicos estão ligados por um novo pátio que apresenta uma área de assentos públicos em meio à vegetação.

O compromisso com a eficiência energética é central para o projeto. O exterior é envolto em um “cobertor térmico” feito de Diathonite Evolution – um material natural composto de cal, cortiça e argila, que melhora o isolamento da edificação. O telhado é construído a partir de painéis de fibra de madeira comprimida e coberto com painéis de zinco aparente. Este projeto não apenas contribui para o desempenho energético da edificação, mas também captura cada gota de água da chuva, canalizando-a através de um sistema subterrâneo que volta para a fazenda para nutrir as culturas.


O telhado também abriga mais de 100 painéis solares, gerando até 70 kWh de energia. No verão, a edificação produz mais energia do que consome, vendendo o excedente de volta para a rede. A lateral do telhado voltada para o norte é pontuada por claraboias, permitindo que a luz natural inunde áreas-chave e reduzindo a necessidade de iluminação artificial ao longo do dia.

A Casa da Colheita se destaca como uma prova viva e funcional do potencial de transformação da infraestrutura agrícola. Ela atua como um estudo de caso sobre a adaptação de espaços industriais para fomentar sistemas alimentares locais e regenerativos — uma visão compartilhada entre o cliente e a equipe de projeto, que busca inspirar um movimento mais amplo em direção a uma agricultura local, comunitária e sustentável.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
apartamento transforma quadros e molduras em linguagem de projeto
É nas paredes que o projeto revela seu ponto mais alto. O acervo de obras foi construído ao longo de anos em antiquários, feiras, leilões e viagens. Sobre a base escura da sucupira, os autores compuseram uma galeria que demonstra como organizar molduras de escalas e naturezas diferentes sem perder coesão. Entre os destaques estão a fotografia Tesão no Forró do Mario Zan (1977), de Nair Benedicto, referência do fotojornalismo brasileiro, e a tela Natureza-morta Com Moringa, Jarra e Castiçal (1973), de Arnaldo Barbosa.
Arquitetura
Como a cenografia de ‘O Agente Secreto’ ajuda a contar a história do filme
Para completar, os cenários também exploram contrastes que ajudam a contar a história. Em alguns ambientes, a decoração é cuidadosa e sentimental — um quadro com a foto da filha, paninhos sob objetos na estante —, detalhes que revelam afeto e memória no cotidiano dos personagens. Em outros espaços, porém, a atmosfera é completamente diferente. No escritório de Henrique Ghirotti (Luciano Chirolli), por exemplo, os móveis são mais modernos e de linhas retas, feitos de jacarandá, couro preto, acrílico e aço. A decoração é pontual, mas assume um tom mais kitsch, com elementos dourados e referências a diferentes lugares do mundo.
Arquitetura
Smiljan Radić Clarke vence o Pritzker 2026

O arquiteto chileno Smiljan Radić Clarke foi anunciado como vencedor do Prêmio Pritzker 2026, considerado o mais importante da arquitetura. Nascido em Santiago, onde mantém seu escritório desde 1995, Radić passa a integrar a lista de laureados recentes do prêmio, que inclui nomes como Liu Jiakun (2025), Riken Yamamoto (2024), David Chipperfield (2023) e Diébédo Francis Kéré (2022). O júri reconheceu uma trajetória marcada pela experimentação material, pela sensibilidade à paisagem e por uma abordagem arquitetônica que privilegia a experiência espacial e emocional.
Serpentine Gallery Pavilion 2014, em Londres
Cortesia de Iwan Baan
Os edifícios projetados por Radić não buscam impacto imediato por meio de gestos formais exuberantes, mas constroem atmosferas que convidam à contemplação e à percepção sensorial do espaço. Em vez de oferecer respostas diretas, suas obras estimulam uma experiência gradual, revelada pelo movimento, pela luz e pela relação com o entorno. A citação do júri do Pritzker ainda completa: “traduzir as qualidades de seu trabalho arquitetônico para uma linguagem falada é intrinsicamente difícil, pois em seus projetos ele trabalha com dimensões de experiência que são imediatamente palpáveis, mas escapam à verbalização”.
Smiljan Radic Clarke vence o Pritzker 2026
Cortesia de Gonzalo Puga
Essa abordagem aparece em projetos emblemáticos espalhados pelo Chile e pelo exterior. Um dos mais conhecidos é o Serpentine Gallery Pavilion 2014, em Londres, no qual uma estrutura translúcida de fibra de vidro parecia flutuar sobre um anel de grandes pedras. Já o Restaurante Mestizo, no Parque Bicentenario, em Santiago, explora o contraste entre um teto horizontal leve e enormes blocos de pedra que o sustentam, criando uma presença arquitetônica que se mistura à paisagem. Em ambos os casos, materiais industriais e elementos naturais são combinados de forma inesperada, característica recorrente em sua obra.
Centro de Artes NAVE
Cortesia de Cristobal Palma
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Teatro Regional del Biobío
Cortesia de Cristobal Palma
Outros projetos revelam o interesse do arquiteto pela relação entre arquitetura, história e território. A ampliação do Museu Chileno de Arte Pré-Colombiana, em Santiago, acontece quase inteiramente no subsolo, permitindo que o edifício histórico e o pátio colonial permaneçam protagonistas. Já o Teatro Regional del Biobío, em Concepción, é envolto por uma pele translúcida de policarbonato que filtra a luz natural e transforma o edifício em um volume luminoso à noite. Em escalas menores, casas como a Casa para o Poema do Ângulo Certo exploram aberturas, paredes espessas e a presença da paisagem para transformar o cotidiano em uma experiência contemplativa.
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House for the Poem of the Right Angle
Cortesia de Smiljan Radić
Para o júri do Pritzker, o trabalho de Radić demonstra como a arquitetura pode alcançar monumentalidade sem recorrer à grandiosidade tradicional. “Através de conexões não óbvias e padrões de circulação, os edifícios de Radić oferecem uma multiplicidade de palcos para que os usuários atuem, interajam e até mudem as narrativas que se desenrolam dentro deles. A composição magistral de volumes e a calibração precisa de escalas conferem um senso de monumentalidade à vida cotidiana, seja vivida em nível individual ou público”, afirmam.
Fonte: Casa Vogue
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