Arquitetura
Centro de Sonhos GATE M / MVRDV

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Descrição enviada pela equipe de projeto. A MVRDV concluiu o projeto GATE M, transformando uma antiga fábrica de cimento em um vibrante distrito de cultura e lazer que integra a crescente sequência de empreendimentos culturais do West Bund, em Xangai, China. O projeto cria um espaço urbano coeso ao reunir edifícios de diferentes épocas, reutilizando as estruturas existentes para minimizar as emissões de carbono, ao mesmo tempo em que imprime uma identidade marcante por meio dos seus elementos de circulação em laranja vibrante. Oferecendo uma ampla variedade de atividades — desde compras, refeições e bares até skate, escalada, exposições e eventos —, além de espaços para relaxar à beira do rio, a área rapidamente se consolidou como um destino premiado e muito popular entre moradores e visitantes de Xangai.


O local do GATE M já foi o endereço da Fábrica de Cimento de Xangai, que, em sua época, era a maior da Ásia. A Expo de Xangai 2010 serviu como catalisadora para a realocação da fábrica, junto com outras atividades industriais naquela região, tornando as margens do rio Huangpu acessíveis aos moradores da cidade. Antes da transformação realizada pela MVRDV, o local abrigava dois conjuntos bastante distintos de edificações: grandes estruturas industriais que rememoravam a história da região e, nos espaços intermediários, construções inacabadas de uma tentativa anterior de desenvolvimento que jamais foi concluída.

MVRDV projetou o plano diretor para todo o terreno e também criou os projetos arquitetônicos para a metade sul do local, incluindo o volume central: M Factory. Os edifícios comerciais na parte norte foram elaborados pelo Atelier Deshaus, enquanto o Schmidt Hammer Lassen projetou o West Bund Dome Art Centre e o novo Teatro West Bund de Xangai na extremidade norte do local. Em seu projeto, a MVRDV optou por trabalhar com todos esses elementos da história do local, minimizando as emissões de carbono e os materiais de desperdício associados à demolição e reconstrução das estruturas.


“Estava claro desde o início que havia muito valor nos edifícios que já estavam ali; não queríamos demolir apenas porque poderia ser mais simples, porque isso significa mais carbono, mais desperdício”, diz Jacob van Rijs, sócio fundador da MVRDV. “Nosso desafio foi integrar essas peças e fazê-las funcionar como um único conjunto, apesar da combinação inusitada. Transformamos os edifícios mais recentes em pano de fundo, para que as imponentes estruturas industriais se tornassem os verdadeiros protagonistas, abrigando funções vibrantes que valorizam suas características estruturais únicas.”

Os silos industriais remanescentes e os volumes da antiga fábrica constituem os pontos focais da nova região. Essas estruturas de concreto bruto e monumental conferem um forte senso de história e identidade, realçado pelas escadas e shafts de elevadores em tom alaranjado vibrante que adornam suas fachadas. No seu andar inferior, o imenso edifício M Factory abriga o BLOOMARKET, que combina um mercado de alimentos e uma experiência de alta gastronomia, enquanto o andar superior, acessível por uma escada laranja, criada a partir do que antes era uma esteira transportadora, abriga um grande espaço cultural livre de pilares que pode ser usado para tudo, desde exposições e conferências até desfiles de moda e performances teatrais. Enquanto isso, o grande volume do silo foi convertido internamente para se tornar um centro de escalada, com rotas alaranjadas no exterior que convidam as pessoas a plataformas de observação na cobertura e a um balcão no primeiro andar.

Ao redor desses enigmáticos edifícios industriais, as estruturas mais recentes e inacabadas foram completadas como lojas, restaurantes e hotéis, com fachadas neutras, telhados verdes ou terraços ao ar livre. Elas definem um espaço público que capitaliza sua localização à beira-mar, com um projeto paisagístico da Field Operations.
Proporcionando pela primeira vez um espaço público vibrante e dinâmico nesta parte da margem do rio, o GATE M rapidamente se consolidou como um destino popular. A imponente estrutura da M Factory funciona como um painel ideal para atrair visitantes aos eventos realizados no local. O sucesso dessa transformação rendeu ao projeto importantes reconhecimentos, incluindo o China Urban Renewal Annual Award, o Shanghai Excellent Urban Regeneration Projects Awards e o IDEAT China Future Awards — evidências claras de que renovar nossas cidades de maneira significativa nem sempre exige a construção de novas estruturas.


O GATE M é exemplo de uma tendência global mais ampla na qual antigos locais industriais são absorvidos pela expansão das cidades e precisam se adaptar aos seus novos contextos urbanos. Em todo o mundo, cidades em crescimento estão repensando como as estruturas industriais podem ser transformadas para servir a novos propósitos e se tornarem melhores vizinhas ao se deslocarem de áreas industriais isoladas para bairros prósperos.
O portfólio da MVRDV reflete essa abordagem de desenvolvimento sustentável: a empresa está atualmente envolvida na transformação de um incinerador, além de refinarias de petróleo em Hangzhou e Matosinhos, e propôs um projeto para uma fábrica de aço próxima a IJmuiden. Entre seus projetos anteriores destaca-se o plano diretor Rockmagneten, que converteu uma fábrica de concreto em um campus cultural e educacional, abrigando a Roskilde Festival Højskole e o museu Ragnarock, dedicado à cultura pop, rock e juventude. Cada um desses projetos exemplifica o valor que o reuso criativo pode agregar tanto ao ambiente urbano quanto às comunidades ao redor.

Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
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