Arquitetura
Centro de Visitantes Dongliang Xuan / Wonder Architects

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- Área:
400 m²
Ano:
2024
Fabricantes: Canfor, FOREX, Rymor

Descrição enviada pela equipe de projeto. Dongliang Xuan está localizado na “Fazenda Florestal do Rio Yangtze” em Suzhou, China. O local é definido tanto por rigorosas restrições de construção quanto pelo potencial imaginativo, tornando este projeto um caso particularmente único.



A Enigmática Fazenda Florestal do Rio Yangtze
Em 1974, uma área pantanosa ao longo do trecho de Taicang do rio Yangtzé foi convertida em floresta, dando origem à Fazenda Florestal do Rio Yangtzé. Ao longo de quase meio século, moldada pela interação entre forças naturais e intervenção humana, essa floresta artificial — isolada na margem do rio — transformou-se em um importante refúgio ecológico. Hoje, funciona como um ponto de parada essencial para aves migratórias e abrigo para a pequena fauna local, consolidando-se como um raro espetáculo ecológico nas regiões média e inferior do rio Yangtzé.



Uma Casa em Meio a Paisagens Repetitivas
A iniciativa para o desenvolvimento da Fazenda Florestal foi retomada em 2021, com a missão de valorizar a paisagem natural e criar uma experiência acolhedora para os visitantes. O arquiteto foi encarregado de projetar uma estrutura que atuasse como portal e moldura da paisagem. Assim nasceu Dongliang Xuan, uma edificação linear elevada sobre pilares, composta por sete vãos sustentados por robustas vigas e pilares de madeira laminada colada. A construção reúne diversas funções em um único volume — cais, restaurante, banheiros públicos, salão multiuso e áreas de serviço — estendendo-se lateralmente ao longo de uma piscina retangular rasa. Sua forma arquitetônica funciona como uma “ponte”, conectando o cais à margem do rio com o caminho central arborizado da floresta.



A paisagem repetitiva e única da fazenda florestal é trazida para dentro do volume por meio de uma variedade de “janelas” emolduradas, transformando o pavilhão em uma grande ferramenta de visualização inserida na paisagem.


Uma Ponte-Corredor de Experiências Integradas
Dongliang Xuan é tanto uma casa quanto uma ponte. Sua variedade de janelas atua como mediadores da experiência espacial, recortando a paisagem local em “fragmentos” visuais discretos. Esses quadros oferecem a leitura variada de uma paisagem de outra forma monótona. À medida que os visitantes se movem através e ao redor do volume, suas perspectivas em mudança criam um envolvimento dinâmico e em constante transformação com a floresta. A jornada através da estrutura torna-se tanto espacialmente significativa quanto cerimonialmente evocativa, oferecendo uma multiplicidade de interpretações da floresta artificial.



Construção Leve e o Novo Jiangnan
Dongliang Xuan foi construído utilizando um grande número de componentes de madeira laminada colada pré-fabricados, todos feitos nas proximidades. A montagem no local dependia exclusivamente de maquinário básico e mão de obra manual, tornando todo o processo um exemplo de “construção leve.”


Considerando o contexto singular de uma floresta artificial entrelaçada por cursos d’água e as condições socioeconômicas das cidades rurais vizinhas, o arquiteto adotou uma forma e um método construtivo profundamente enraizados no local. O projeto reflete tanto o saber tradicional da construção regional quanto uma investigação contemporânea sobre as possibilidades da tecnologia em madeira. Nesse equilíbrio entre tradição e inovação, a obra pode representar o surgimento de uma nova visão para o futuro da região.


Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa MJ / majo | ArchDaily Brasil

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- Área:
250 m²
Ano:
2021
Fabricantes: Deca, Drenaltec, Luchi Esquadrias em Alumínio, Marmoraria Valinhos, Portobello, Solo Revestimentos, Teceart Móveis e Planejados

Descrição enviada pela equipe de projeto. Nossa casa foi pensada para ser muito mais do que apenas um local para viver; ela é uma extensão de quem somos. O conceito de integração entre os espaços foi um dos nossos maiores focos, permitindo uma convivência contínua e harmônica entre os ambientes internos e externos. Utilizamos materiais naturais, como a madeira, o concreto e o tijolo, que trazem autenticidade e aconchego ao projeto, sem perder o toque contemporâneo.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
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