Arquitetura
Centro de Visitantes na Montanha Maiji / BIAD-ZXD ARCHITECTS

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Descrição enviada pela equipe de projeto. Para explorar a importância da cultura e da arte da Montanha Maiji, China, devemos primeiro considerar a influência do Budismo, e o projeto começa daqui. Estruturas de circumambulação são a forma mais comum e primitiva de espaço utilizada para fins cerimoniais e comemorativos após o despertar da consciência humana, correspondendo ao conceito budista de reencarnação. Todos os seres vivos, se não buscarem “libertação”, estarão eternamente no ciclo de vida e morte nos “Seis Caminhos”, sem fim. É claro que esses conceitos e anotações passaram por mudanças através da integração cultural ao longo da história, especialmente no processo de comunicação com a cultura nativa do grupo étnico Han, e até mesmo no processo de modernização. Eles ultrapassaram o significado original do Budismo e têm uma interpretação mais contemporânea, que prenuncia o poder realista do desenvolvimento sustentável e afeta nossa experiência de vida.


O espaço anular é a sensação fundamental dessa experiência arquitetônica. Ao mesmo tempo, o terreno montanhoso do ambiente natural circundante é integrado ao projeto geral, permitindo que o sentimento humanístico e o poder do ambiente se sobreponham e formem um campo de energia com espírito contemporâneo. Ele atua como um participante no espaço público com poder ambiental, estendendo esse impulso por todo o local. A estrutura de circumambulação é dividida em seis volumes, todos em formas trapezoidais e interpenetrantes. “Vãos” aparecem nas junções dos volumes. De fora, eles podem ser considerados como nós formais, enquanto dentro, eles formam aberturas para a luz externa. A luz brilha com um poder misterioso e serve como uma convocação que guia o público de um espaço para o outro. As várias funções de exposição do centro de visitantes se desenrolam continuamente sob tais arranjos espaciais. O interior do volume se desdobra sob essa orientação especial da luz. A entrada principal do edifício está voltada para a estrada do lado oeste, e sob a colisão de dois volumes, um espaço cinza é formado. Aqui, pode-se ver diretamente o pátio na estrutura de circumambulação, com o mural das Grutas da Montanha Maiji apresentado por um forro de chapa metálica pintada no topo. As cores são tão brilhantes quanto pitorescas, proporcionando uma forte atmosfera cultural. A partir deste ponto, adentra-se o interior do centro, percorrendo-se uma suave rampa em sentido horário. O trajeto começa pelo espaço de recepção e segue pelo salão frontal Digital Maiji Mountain, cinema digital 5D, teatro de performances, área de exposições e lazer, até chegar ao centro cultural e criativo — totalizando seis espaços temáticos. Esse percurso também se desenvolve sobre o salão de entrada, completando assim um circuito fechado de circulação.


A característica interna mais marcante consiste em seis grandes espaços relativamente fechados e livres de pilares, separados por seis núcleos trapezoidais, quatro dos quais servem como suporte estrutural e resistência sísmica, com vários espaços funcionais dispostos em cada núcleo. Os seis espaços livremente dispostos e suas cores são inspirados na integração harmoniosa da cultura das Planícies Centrais no corredor Hexi oriental com a cultura budista. Não há arestas ou cantos óbvios no volume anelar, é uma forma perfeita com forte inclusão, sem direção clara ou limitações de fronteira, e pode acomodar e aceitar várias atividades. Assim como o Budismo aceita os seres sencientes com mente aberta, o volume também simboliza inclusão de turistas de diferentes culturas e origens, proporcionando um espaço para a coexistência harmoniosa. O fluxo toroidal cria uma sensação de serenidade, fazendo com que as pessoas se sintam afastadas da agitação do mundo exterior. Esse movimento espacial contribui para a criação de um ambiente alinhado com a atmosfera pacífica buscada pela prática budista, proporcionando aos visitantes uma sensação de paz interior ao adentrarem o espaço. Esse design favorece a comunicação e interação entre os turistas, enriquecendo significativamente sua experiência de viagem. Assim, a edificação se torna um ícone, conectando patrimônios culturais com funções contemporâneas.







Fonte: Archdaily
Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
Arquitetura
Nova Prefeitura de Scharrachbergheim / AL PEPE architects

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- Área:
300 m²
Ano:
2025
Fabricantes: Artemide, Briqueterie Lanter, FARO Barcelona, Fils, Hoppe, Modelec, Auson

Descrição enviada pela equipe de projeto. A nova prefeitura de Scharrachbergheim, uma pequena vila da Alsácia, busca horizontalidade e transparência para se integrar ao magnífico entorno arborizado. A malha estrutural externa em madeira afirma o caráter público do edifício e garante uma estética atemporal. O tom escuro e aveludado do piche de pinho que protege a madeira, junto às proporções refinadas dos pilares, dialogam tanto com o enxaimel tradicional da vila quanto com as árvores do sítio. O revestimento em malha expandida de aço corten confere à fachada uma aparência quase têxtil e remete às tonalidades da pedra local (arenito dos Vosges), muito presente no núcleo histórico. O conjunto é contemporâneo e, ao mesmo tempo, enraizado; rigoroso, mas delicado — como se sempre tivesse feito parte do lugar.

Fonte: Archdaily
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