Arquitetura
Centro Nacional de Convenções da China – Fase II / 2Portzamparc – Elizabeth de Portzamparc

![]()
![]()
![]()
![]()


Descrição enviada pela equipe de projeto. Projetado pelo escritório 2Portzamparc, o Centro Nacional de Convenções da China – Fase II, em Pequim, é um importante complexo de convenções que abriga amplos salões de exposições e recepção, concebidos para sediar futuras conferências internacionais e cúpulas de chefes de Estado. O imponente edifício se distingue por sua forma curva e elegante, além de uma fachada permeada por aberturas que evocam poeticamente pássaros em pleno voo. Pequim é uma cidade marcada por seu eixo central histórico — uma linha que se estende da Cidade Proibida até sua expansão ao norte, desenvolvida na era olímpica. Inserido nesse traçado simbólico, o Centro Nacional de Convenções da China surge como um marco de continuidade e renovação. Inaugurado oficialmente em 2025, o CNCC Fase II (doravante referido como CNCC II) representa tanto a culminação do eixo norte de Pequim quanto uma ampliação funcional da primeira fase do centro, reafirmando seu papel como um símbolo de modernidade e diplomacia contemporânea.

Para o arquiteto vencedor do Prêmio Pritzker, Christian de Portzamparc, CEO da 2Portzamparc, Pequim e Paris — capitais de duas civilizações — são cidades estruturadas por uma ordem axial. “O eixo de Pequim se estende da Cidade Proibida até o CNCC, uma distância de nove quilômetros, equivalente ao eixo histórico de Paris que vai do Louvre, passando pelo Arco do Triunfo, até La Défense”, observa ele — local onde sua equipe também projetou um grande estádio. Ao longo desse eixo, definido por uma sucessão de edifícios icônicos, a Fase II do Centro Nacional de Convenções da China introduz um novo idioma arquitetônico. “Quis criar um lugar de encontro aberto ao longo dessa linha cerimonial — solene, mas não pesado; monumental, mas nunca opressivo”, reflete o arquiteto. Este novo edifício marca uma transição sutil e graciosa ao longo do eixo central, expressando, por meio de uma linguagem arquitetônica contemporânea, uma postura nacional que equilibra abertura e confiança cultural.


Volumes de 400 Metros — O CNCC II se estende por aproximadamente 400 metros de norte a sul, com uma área total de 418.680 m2 — sendo 256.000 m2 acima do solo e 162.680 m2 subterrâneos — tornando-se um dos maiores projetos de bloco único já realizados pela 2Portzamparc. Localizado na extremidade norte do Eixo Olímpico e adjacente ao edifício da Fase I, o volume principal do CNCC II abriga um centro de conferências de três andares. Pontes elevadas conectam a estrutura principal a sete edifícios de apoio em seu lado oeste, incluindo um hotel de luxo, um hotel de negócios e espaços de escritórios de padrão classe A. O edifício principal se eleva sobre uma via urbana que atravessa o terreno. O pavimento térreo abriga um salão de exposições de 20.000 m2 com pé-direito de 12 metros, uma área fotográfica de 3.000 m2 com pé-direito de 26 metros e um salão principal de 8.000 m2 capaz de acomodar até 5.000 pessoas. O segundo pavimento concentra salas de reuniões de diferentes dimensões e um salão de conferências. No terceiro andar, uma ampla cúpula envidraçada abriga uma sequência de salões — incluindo espaços destinados a banquetes e almoços — dispostos entre dois jardins internos.


O Telhado: Beirais Acolhedores — O volume principal reinterpreta o tradicional beiral chinês por meio de um vocabulário arquitetônico contemporâneo. Uma curva côncava encontra um plano inclinado limpo, formando um beiral contínuo que se estende de sul a norte. Abaixo, a fachada recua em uma curva suave, criando uma tensão sutil que faz suas extremidades parecerem elevar-se em direção ao céu, conduzindo o olhar a um ponto único. Esse gesto sugere tanto aspiração quanto acolhimento, como um pergaminho que se desenrola para revelar um convite. Para Christian de Portzamparc, o beiral é uma linguagem do lugar: ele sombreia, convida e reúne. “Na arquitetura tradicional chinesa”, observa ele, “linhas retas são raras. A curva da entrada, como um beiral sombreado, se ergue em direção ao céu — uma filosofia de espaço.”


Fachada: Monumento aos Pássaros — Sob o beiral curvo, a fachada se desdobra em uma composição monumental de pássaros voando. No lado leste, amplos painéis de aço revestidos de esmalte são perfurados por aberturas triangulares, cujo padrão evoca bandos em ascensão enquanto equilibra luz e sombra. Nas fachadas norte e sul, esse motivo evolui gradualmente para janelas em forma de diamante, permitindo a entrada de luz natural e conferindo transparência aos espaços de trabalho. A parede de vidro, moldada parametricamente, alterna entre luz e sombra, cheio e vazio, como nuvens que se dissolvem na névoa. O aço esmaltado foi escolhido por sua superfície cristalina, durabilidade e profunda ressonância cultural na tradição chinesa.


Entrada VIP: Portão Cerimonial — Uma abertura na fachada curva revela a monumental entrada VIP, emoldurada por uma colunata diáfana. Acima, uma cobertura em balanço se projeta 22 metros para fora, pairando com leveza sobre um conjunto de portas automáticas deslizantes com 8,5 metros de altura. A colunata se prolonga até o hall, que possui 26 metros de altura, onde uma constelação de LEDs em forma de gota flutua e culmina em um display de LED dinâmico de altura total.


Lobby: Espaços de Encontro — Os três níveis do lobby se abrem para o leste, em direção ao eixo olímpico e ao sistema aquático em forma de dragão. No térreo, uma parede de vidro contínua, sem pilares, com 6 metros de altura, compõe a porção inferior, enquanto a parte superior apresenta uma fachada opaca pontuada por janelas em forma de pássaro, permitindo que luz e sombra permeiem o interior. Nos segundo e terceiro pavimentos, paredes cortina totalmente envidraçadas emolduram o espaço, sustentadas por pilares elípticos cônicos que reforçam a sensação de cerimônia, ordem e procissão. Acima, luminárias e grelhas acústicas no teto são organizadas em padrões fluidos que evocam o movimento de pássaros em voo.


Jardins na Cobertura: Leste Encontra Oeste — No terceiro andar, sob uma vasta cobertura de vidro operável, dois jardins se desdobram — o Jardim Su, representando o tradicional, e o Jardim Xi, refletindo o contemporâneo — em um diálogo harmonioso. Concebidos como “jardins do mundo em miniatura”, eles expressam a união entre harmonia e diversidade. No Jardim Xi, plantas que buscam o sol e aquelas que preferem sombra se intercalam ao longo do percurso solar, pontuadas por pavilhões cujos pórticos curvos equilibram intimidade e abertura. Um palco inspirado nos teatros tradicionais chineses ancora a paisagem. Além do jardim, um espelho d’água se estende, sobre o qual o salão parece flutuar, reinterpretando o antigo princípio de “céu redondo e terra quadrada” em uma forma contemporânea. O salão é envolvido por uma parede de vidro externa e por divisórias internas operáveis que oferecem flexibilidade, além de isolamento acústico e visual; entre elas, uma sequência de pilares espaçados de maneira uniforme forma uma arcada imponente. Acima, a cobertura de vidro operável se projeta por uma distância extraordinária, e sua malha triangular curva se abre de ambos os lados para banhar os jardins com luz natural. Portzamparc a descreve como “um arco de pedra traduzido em metal” — leve, mas resoluta — conferindo aos espaços abaixo uma profunda sensação de abertura e liberdade.

Conclusão — O Centro Nacional de Convenções da China Fase II incorpora uma nova postura cívica — saudando a cidade, honrando a história e acolhendo o mundo. Na visão de Christian de Portzamparc, é mais do que um marco funcional: é um espaço de encontro para o intercâmbio cultural, um ponto de partida onde a abertura de espírito se une à profundidade da tradição.

Arquitetura
Casa na árvore atrai atenção por sauna e teto de vidro; fotos
Uma casa na árvore localizada em Mairiporã, no interior de São Paulo, atrai a atenção por contar com teto de vidro e sauna finlandesa em cedro. Localizada a 7 metros de altura, em meio a Mata Atlântica, a cabana fica no Parque Estadual da Cantareira, na última rua de um condomínio fechado, de frente para área de reserva.
Arquitetura
Sabrina Sato escolhe mansão carioca para festejar 45 anos; curiosidades e fotos do imóvel histórico
A apresentadora, que completa 45 anos no dia 4 de fevereiro, marcou a data da festa para o dia 8 de fevereiro na Mansão Alvite, construída na década de 1940. O imóvel é conhecido pela localização estratégica, com vista para famosos pontos turísticos como o Pão de Açúcar, a Baía de Copacabana e o Cristo Redentor.
Arquitetura
Por dentro de navio de cruzeiro com decoração inspirada no século 18

A imperatriz austríaca Maria Theresa (1717-1780), uma das monarcas mais amadas e com o reinado mais longo da Europa, foi homenageada com um navio de cruzeiro de luxo. Com decoração inspirada no século 18, a embarcação foi nomeada como “Melhor Novo Navio Fluvial” pelos editores do Cruise Critic em sua temporada inaugural. Os preços para viagens de uma semana variam de 2.080 a 13.849 euros (R$ 13 mil a R$ 86 mil, em valores convertidos na cotação atual), variando de acordo com o tipo de acomodação.
O SS Maria Theresa, com trajeto pelos rios Danúbio e Meno, tem a configuração de suas acomodações alterada a cada ano. A capacidade é de 150 hóspedes e 55 tripulantes. Para 2026, a embarcação conta com uma Grand Suite, 10 suítes e 64 cabines, todas com camas Savoir da Inglaterra feitas sob encomenda, lençóis de cetim de algodão personalizados e edredons europeus. Além disso, os viajantes contam com um menu de opções de travesseiros e banheiros revestidos de mármore.
Por dentro de navio de cruzeiro com decoração inspirada no século 18
Uniworld/Divulgação
A Grand Suite tem 38 m², conta com quarto, sala de estar espaçosa separada, banheiro com chuveiro de efeito chuva e banheira, além de área privativa para vaso sanitário e bidê. Entre as comodidades, há o serviço de mordomo, café da manhã no quarto, frigobar completo, além engraxate e serviço de lavanderia gratuito.
Por dentro de navio de cruzeiro com decoração inspirada no século 18
Uniworld/Divulgação
As suítes convencionais tem 28,3m², vista para o rio e varanda privativa com janelas do chão ao teto. Banheiro em mármore, aquecedor de toalhas, serviço de mordomo na suíte, café da manhã no quarto, engraxate e serviço de lavanderia gratuito estão entre as comodidades. Já as cabines clássicas têm 15 m² e janelas localizadas na linha d’água.
Por dentro de navio de cruzeiro com decoração inspirada no século 18
Uniworld/Divulgação
Por dentro de navio de cruzeiro com decoração inspirada no século 18
Uniworld/Divulgação
Por dentro de navio de cruzeiro com decoração inspirada no século 18
Uniworld/Divulgação
Por dentro de navio de cruzeiro com decoração inspirada no século 18
Uniworld/Divulgação
Fonte: Casa Vogue
-
Arquitetura8 meses atrásCasa EJ / Leo Romano
-
Arquitetura8 meses atrásCasa Crua / Order Matter
-
Arquitetura8 meses atrásCasa AL / Taguá Arquitetura
-
Arquitetura9 meses atrásTerreiro do Trigo / Posto 9
-
Arquitetura8 meses atrásCasa São Pedro / FGMF
-
Arquitetura8 meses atrásCasa ON / Guillem Carrera
-
Arquitetura1 mês atrásCasa Tupin / BLOCO Arquitetos
-
Política9 meses atrásEUA desmente Eduardo Bolsonaro sobre sanções a Alexandre de Moraes


