Arquitetura
Cobogós: como usar o elemento vazado sem perder luz natural

Criado no Brasil no final da década de 1920, o cobogó foi batizado com as iniciais dos sobrenomes de seus idealizadores, o comerciante português Amadeu Oliveira Coimbra, o alemão Ernst August Boeckmann e o engenheiro pernambucano Antônio de Góes. O elemento vazado foi inspirado no muxarabi, da cultura árabe, com o objetivo de proporcionar melhor ventilação e iluminação para o ambiente, mas sem perder a privacidade.
“No início, os cobogós eram feitos apenas em peças de concreto e cerâmica, mas, hoje em dia, nós encontramos diversas variações de materiais, que podem ser aplicados em diferentes funções e momentos, a depender da necessidade e criatividade do profissional”, comenta a arquiteta Michelle Machado.
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Cobogós e a luz natural
No projeto de Shirlei Proença, a integração da área gourmet se deu por meio do cobogó em resina feito por Rubens Szpilman
Renato Navarro
Ainda que tenha sido criado para permitir melhor ventilação e iluminação dos espaços, a proliferação de formas e materiais ocorrida com o passar dos anos, pode resultar, exatamente, no efeito contrário. Para evitar que isso aconteça, a atenção nas escolhas é o segredo.
“O cobogó é um elemento de destaque da arquitetura e decoração, mas, ao mesmo tempo, leve. Ele traz leveza para o resultado final do projeto. Permite que a luz invada o ambiente, criando um desenho de sombras, como uma estampa que, inclusive, personaliza o ambiente. Por isso, é interessante pensar com cuidado em quais formatos escolher”, ressalta Michelle.
“Os de resina de poliéster, como são transparentes, são os que mais exploram a questão da luz natural, que vai se modificando e criando reflexos e sombras diferentes com o passar do dia e da inclinação do sol”, explica o artista plástico Rubens Szpilman.
A designer de interiores Shirlei Proença completa: “Se for para ampliar a iluminação e ventilação, por exemplo, como em varandas e áreas de serviço, a escolha do cobogó mais amplo, com espaços maiores, é mais vantajosa, pois permite entrada maior de luz e ar.”
Para além da luz natural
O projeto de Andrea Murao traz a parede com cobogó em primeiro plano
Renato Navarro
Segundo os profissionais, além da questão da luz natural, há outros pontos que devem ser observados quando se trata de cobogó. O primeiro passo é entender qual é a função do uso do elemento vazado: divisória de ambientes, ventilação, iluminação ou apenas decorativa.
“O tipo de material a ser usado é um ponto importante de se avaliar antes do projeto. Em ambientes externos, recomenda-se o cimento, por ser um material mais rústico, ou uma cerâmica, que é mais resistente ao tempo. Hoje, existem ainda painéis de alumínio, que também se usa na área externa, e tem essa resistência ao tempo”, observa Michelle.
Já para dentro de casa, a arquiteta considera a escolha do material mais livre, visto que não está exposto à chuva e contato com a água. “Observa-se apenas a incidência do sol. Se for sol direto, se usa materiais mais resistentes e que não desbotem. Pode-se usar um MDF resinado, ou mesmo a cerâmica, que tem um toque mais suave do que o cimento”, diz.
Cuidados com o cobogó
A extensão no goumet, no projeto da Pixel Arquitetura, foi realizada por meio de pergolados ripados com cobertura de vidro e cobogó
Renato Navarro
De modo geral, a durabilidade de um cobogó é longa, desde que se mantenha alguns cuidados. Em área externa, se o cobogó tem contato com água, é indicado a utilização de uma resina impermeabilizante, de tempos em tempos, que protege a peça. O mesmo é recomendado para cobogós de madeira. Nos de cerâmica, ou resina, a maior atenção é com a limpeza, que deve ser feita com um pano de algodão úmido.
Vale ainda observar a instalação do cobogó. “Deve-se criar uma base, e os pilares a cada certa distância, para sustentação de toda a estrutura e volume. Assim, se evita rachaduras, infiltrações e descolamento das peças”, finaliza Shirlei.
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Residência RDJ / Jacobsen Arquitetura

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Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada em um grande declive, em meio a uma reserva florestal, o projeto da Residência RDJ buscou mimetizar topograficamente o terreno no qual se insere. O objetivo era criar uma casa que, à primeira vista, parecesse térrea, mas que fosse lentamente se desdobrando através do subsolo e de outros pavilhões que compõem o percurso da sua descida.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa no Meco / DNSJ.arq

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- Área:
272 m²
Ano:
2018
Fabricantes: CIFIAL, CIN, Duravit, GRAPHISOFT, Oli, Sanitana, Velux,

Descrição enviada pela equipe de projeto. Situado num terreno praticamente plano e de forma retangular, o lote é orientado no sentido Nordeste/Sudoeste que culmina num pinhal. A Casa no Meco foi pensada a partir da regeneração de uma casa preexistente, com a ideia de dar-lhe um novo caracter, reconstruindo-a com outra qualidade. A principal característica da casa é a relação com o exterior, sendo reconstruída num único piso e dotada de uma fachada transparente que cria um panorama sobre o pinhal a Sudoeste a partir de um amplo envidraçado.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa concebida por Zanine Caldas é renovada para artista no Rio de Janeiro
“Minha intervenção atual, a convite dos moradores, tem a função de atualizar e adequar a grande casa à vida da família”, diz o arquiteto Carlos Boeschenstein, que criou o espaço artístico e a sala de ginástica, além de retrabalhar toda a iluminação para valorizar as madeiras da estrutura típica de Zanine e, ao mesmo tempo, destacar as peças da “artista residente” – neste caso, literalmente. Raquel estudou sua arte na Heatherleys School of Fine Arts, no Morley College e na University of the Arts of London, e já expôs suas obras, desde 2019, na Casa Brasil, no Centro Cultural dos Correios e no Consulado da Argentina, além de galerias diversas, sempre no Rio de Janeiro.
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