Arquitetura
Colégio Lycée Descartes / Arpio Architects

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Descrição enviada pela equipe de projeto. Há 27 anos, o escritório de arquitetura e design ARPIO desenvolve uma abordagem inovadora e sustentável para a realização de projetos de grande escala no Marrocos e em outros países. A ARPIO ARCHITECTS, em colaboração com o Coco Architecture, vencedores do concurso internacional organizado pela Embaixada da França e pela AEFE, estão reimaginando o Lycée Descartes, em Rabat. Eles desenvolveram um conceito inspirado na casa tradicional organizada em torno de um pátio central — às vezes com vegetação — para controlar a luz, o vento e a incidência solar. O objetivo é alcançar eficiência energética e sustentabilidade, oferecendo conforto térmico e acústico tanto para os alunos quanto para os professores.



Os três volumes paralelipipédicos, descontínuos e distintos, abrigam as três principais funções da nova ampliação do Lycée Descartes. No que diz respeito à implantação, a fragmentação do edifício de ensino por meio de pátios, terraços e vazios reduz a percepção de massa tanto do lado do pátio quanto do lado da rua. Essa característica, que define a imagem do edifício, é mantida e valorizada. A retirada do terceiro pavimento alinha os volumes construídos nas duas fachadas — rua e pátio — fazendo com que os parapeitos fiquem todos na mesma altura, da casa do diretor até o bloco pedagógico. A área administrativa fica na extremidade do pátio, com uma vista ampla da entrada e do pátio da escola.


As passarelas que cercam o pátio funcionam como áreas de bem-estar para os alunos no verão e no inverno, e conectam salas de aula com ventilação cruzada. Todas as passarelas são cobertas, com um sistema de drenagem integrado às bordas para escoar a água da chuva. Esse sistema é protegido por um revestimento metálico que garante a durabilidade estética do conjunto. Para melhor controlar a insolação em Rabat, as fachadas leste e oeste dos três novos edifícios são protegidas por brises verticais em concreto branco pré-moldado com fibra, funcionando como uma segunda pele. No pátio externo, há aberturas planejadas para permitir o crescimento das árvores através dessa estrutura. Brises horizontais em forma de beirais protetores se estendem pela cobertura, tanto por razões estruturais (apoio dos balanços) quanto para configurar o jardim suspenso. Esses beirais também funcionam como filtros perimetrais de 60 cm de altura, servindo ao mesmo tempo como guarda-corpos. O terraço é tratado de forma simples, com faixas verdes alternadas com caminhos de pedrisco. Uma faixa ampla de pedrisco prolonga o terraço de recepção e permite a realização de eventos pontuais com até 99 pessoas (ESC 2UP).



O jardim no terraço é organizado conforme os eixos definidos pelas vigas salientes, alternando áreas verdes extensivas e caminhos de pedrisco para proteção. Uma treliça sobre a estrutura de sombra em concreto protege o terraço de recepção contra a luz solar direta. O tratamento das fachadas unifica todo o projeto, criando uma composição coesa que valoriza o edifício existente de 1963. Para obter lajes inferiores lisas, como mostrado nas imagens 3D, o bloco pedagógico é projetado com lajes invertidas e/ou lajes maciças com faixas estruturais integradas. As janelas foram redesenhadas com peitoris de 50 cm de altura, o que permite a passagem de vigas estruturais quando necessário e reduz o envidraçamento mais baixo, que tem pouca eficiência para iluminação natural.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
Arquitetura
Nova Prefeitura de Scharrachbergheim / AL PEPE architects

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- Área:
300 m²
Ano:
2025
Fabricantes: Artemide, Briqueterie Lanter, FARO Barcelona, Fils, Hoppe, Modelec, Auson

Descrição enviada pela equipe de projeto. A nova prefeitura de Scharrachbergheim, uma pequena vila da Alsácia, busca horizontalidade e transparência para se integrar ao magnífico entorno arborizado. A malha estrutural externa em madeira afirma o caráter público do edifício e garante uma estética atemporal. O tom escuro e aveludado do piche de pinho que protege a madeira, junto às proporções refinadas dos pilares, dialogam tanto com o enxaimel tradicional da vila quanto com as árvores do sítio. O revestimento em malha expandida de aço corten confere à fachada uma aparência quase têxtil e remete às tonalidades da pedra local (arenito dos Vosges), muito presente no núcleo histórico. O conjunto é contemporâneo e, ao mesmo tempo, enraizado; rigoroso, mas delicado — como se sempre tivesse feito parte do lugar.

Fonte: Archdaily
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