Arquitetura
Como fazer a manutenção da casa e realizar pequenos reparos domésticos antes das férias
A manutenção da casa é tarefa para qualquer época do ano, mas, antes de sair de férias, é sempre importante checar tudo para evitar surpresas desagradáveis no retorno. “São três itens que não podem ser deixados para depois: gás, elétrica e hidráulica”, orienta o arquiteto Bruno Moraes, do BMA Studio. Para ele, estes são os pontos de atenção fundamentais ao longo de todo o ano, mas principalmente em época de férias em um período de verão em que as chuvas são intensas e a umidade normalmente aumenta.
Vazamentos e infiltrações

“Tudo que envolver água precisa ser observado com cuidado: torneiras, manchas que surgem no teto ou nas paredes e qualquer sinal de infiltração”, orienta o arquiteto Bruno Moraes, à frente do BMA Studio.
Para a arquiteta Mariana Meneghisso e o arquiteto Alexandre Pasquotto, do escritório Meneghisso & Pasquotto Arquitetura, alguns pequenos cuidados ajudam a antecipar problemas maiores — e podem ser feitos rapidamente antes da viagem. “Reapertar sifões, revisar rejuntes que estão começando a abrir, checar dobradiças e conferir borrachas de vedação são ações simples e que evitam infiltrações e umidade excessiva”, comenta Mariana.
Manchas no teto ou até estufamento na pintura são sinais de alerta. Em casas, elas podem indicar falhas no telhado; em apartamentos, o problema costuma vir do vizinho de cima. Por isso, é importante ficar de olho.

Alexandre acrescenta que a leitura do espaço deve ser sensorial. “Passe a mão nas paredes externas e nos cantos: se estiverem mais frias que o resto do ambiente, pode haver umidade oculta. Além disso, observe os rodapés e quinas; se estiverem ligeiramente estufados ou com leve alteração de cor, isso é início de infiltração ou capilaridade. Vale também checar a pressão da água; se caiu sem explicação, pode haver vazamento interno no ramal”, esclarece.

A parte elétrica também entra na lista de prioridades: cabos desencapados, luminárias dando curto ou instalações antigas podem representar risco real. “Eu não viajaria tranquilo sabendo que existe algum ponto de curto-circuito. Uma faísca pode, sim, iniciar um incêndio”, alerta Bruno.
O arquiteto lembra que um curto-circuito pode gerar incêndio — e isso é ainda mais grave com o imóvel vazio.
Se não for possível desligar o disjuntor geral durante a viagem, desconecte da tomada os equipamentos mais caros, como televisão, máquina de lavar e eletrônicos. Dispositivos contra surtos elétricos também ajudam a evitar danos causados por oscilações na rede.

Quem utiliza aquecedor ou cooktop a gás deve verificar cheiro, registros, conexões e funcionamento. Vazamentos não percebidos podem se acumular durante a viagem e representar risco de explosão. Por isso, inclua esses itens na lista de inspeções essenciais antes de qualquer viagem mais longa.

Além da manutenção básica, é importante preparar o imóvel para ficar fechado por dias ou semanas. Casas escuras e abafadas favorecem o mofo, por isso vale liberar a circulação interna deixando portas entreabertas, afastando móveis das paredes e mantendo cortinas em meia abertura. “O mofo é oportunista: ele aparece quando temperatura, escuridão e umidade se combinam. A ideia é impedir que essas três condições aconteçam ao mesmo tempo”, explica Mariana, do escritório Meneghisso & Pasquotto Arquitetura.
Estas são as dicas da dupla para evitar o mofo em casa durante as férias:
- Deixar portas internas entreabertas;
- Manter cortinas em meia abertura para entrada de luz difusa;
- Afastar móveis da parede;
- Deixar sachês de antimofo em armários;
- Limpar superfícies com solução antifúngica suave, como vinagre branco;
- Em regiões muito úmidas, usar um desumidificador portátil por algumas horas antes de viajar.
Checklist essencial antes de viajar
Para facilitar a sua organização antes de sair de férias e retornar com tudo em ordem, a arquiteta Mariana Meneghisso e o arquiteto Alexandre Pasquotto sugerem este checklist:
- Desligar eletrodomésticos portáteis da tomada
- Desarmar o disjuntor do ar-condicionado
- Verificar lâmpadas piscando e tomadas quentes
- Fechar registros de água
- Checar sifões e torneiras
- Secar áreas molhadas
- Deixar portas internas entreabertas
- Manter cortinas em meia abertura
- Afastar móveis da parede
- Regar plantas antes da viagem ou combinar com alguém para cuidar delas
- Deixar sachês de antimofo em armários
- Limpar ralos
- Descartar alimentos perecíveis
- Ajustar a geladeira para modo econômico
- Higienizar lixeiras
- Conferir portas, janelas e trancas
- Avisar a zeladoria ou alguém de confiança
- Evitar divulgar datas exatas nas redes sociais
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
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