Arquitetura
Como o famoso “jeitinho brasileiro” moldou o design nacional | Design
No mundo corporativo, o fazer improvisado vem ganhando status de metodologia para o sucesso graças aos consultores de negócios inovadores Navi Radjou, Jaideep Prabhu e Simone Ahuja, autores do livro A Inovação do Improviso (Editora Campus, 2012, 288 págs.). Na obra, eles apresentam um conceito baseado em soluções improvisadas nascidas da engenhosidade e da desenvoltura, que superam restrições a partir de elementos simples e recursos limitados. Em híndi, a palavra que eles usam para isso é jugaad, mas cada país tem seu próprio tempero: zizhu chuangxin (China), do-it-yourself (Estados Unidos) e, no Brasil, adivinhe, gambiarra. “Aqui, esse buscar oportunidades na adversidade, fazer mais com menos, ser flexível, seguir o coração está no cerne da gente. Nós temos mais liberdade para criar, faz parte das nossas identidades, é uma inventividade como estratégia de sobrevivência, como dizia Aloísio Magalhães, grande teórico do design brasileiro”, comenta Adélia Borges, mencionando os tabuleiros flexíveis e portáteis dos camelôs nas ruas.