Arquitetura
Complexo do Parque Recreativo El Campestre e Centro de Desenvolvimento Comunitário / CCA Centro de Colaboración Arquitectónica + Bernardo Quinzaños

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Descrição enviada pela equipe de projeto. Com o objetivo de revitalizar a vida pública em Jalpa de Méndez, Tabasco, México, foi elaborado um plano diretor para que transformou os espaços públicos mais representativos da cidade, incluindo o Parque Recreativo “El Campestre” e o Centro de Desenvolvimento Comunitário, localizado dentro deste. Liderado por Bernardo Quinzaños, o projeto se concentrou em melhorar a infraestrutura esportiva e recreativa, promovendo uma renovação integral do entorno urbano.


O diagnóstico inicial revelou que os espaços públicos se encontravam em um estado de abandono significativo e havia uma carência de equipamentos de assistência social em todos os níveis. A intervenção teve como objetivo melhorar as condições de habitabilidade, reduzir o déficit de equipamentos e áreas públicas, e reativar a economia local.


O Parque Recreativo “El Campestre” se tornou um espaço fundamental para a convivência e o entretenimento da comunidade. Seu desenho incorpora um pavilhão central com uma estrutura de arcos cruzados que não só funciona como um elemento escultórico, mas também está projetado para abrigar eventos sociais e culturais da cidade, como a anual “Feria de la Butifarra”, concertos e exposições. Este espaço se transformou em um ponto de encontro versátil, ideal tanto para atividades informais quanto para celebrações de grande importância.

O programa do espaço público foi concebido para se integrar com a sequência icônica de arcos e pilares do pavilhão, conectando áreas esportivas e oferecendo um refúgio habitável sob o clima tropical chuvoso de Tabasco. Sua estrutura, além de proporcionar sombra, inclui uma base escalonada de concreto que serve como arquibancada para espectadores de eventos esportivos, oferecendo um espaço confortável e protegido frente às intempéries.

Dentro do parque encontra-se o Centro de Desenvolvimento Comunitário, um espaço cultural e educativo que promove oportunidades de desenvolvimento inclusivo para a comunidade local. Este projeto foi concebido como uma peça escultórica habitável, com um programa arquitetônico que inclui oficinas, salas multiuso, biblioteca, auditório e uma área administrativa. A estrutura é composta por oito elementos monumentais de concreto perfurados com arcos de meio ponto. Essas perfurações criam o vazio necessário para um jardim interno, que funciona como um oásis urbano e gera um microclima agradável. Este jardim central atua como o núcleo do projeto, oferecendo um espaço cheio de vida, permitindo desfrutar de interessantes perspectivas do interior da edificação.


O conjunto busca se integrar de maneira harmoniosa com o contexto urbano da cidade mediante o uso de concreto pigmentado em tons laranja, evocando a pedra da região presente na balaustrada da arcada principal do centro histórico.


A construção representou uma troca autêntica de conhecimentos com a comunidade local, fundindo tecnologias de design com processos artesanais para enriquecer a memória construtiva da paisagem tabasqueña. Ao empregar trabalhadores locais, entrelaçaram-se distintos saberes construtivos, fortalecendo a conexão entre a obra e seu entorno. Este processo participativo semeou uma nova linguagem arquitetônica, ao mesmo tempo que fomentou um senso de realização, orgulho e identidade na comunidade.

O conjunto formado pelo Parque Recreativo “El Campestre” e o Centro de Desenvolvimento Comunitário oferece aos habitantes de Jalpa de Méndez um espaço para convivência, recreação e desenvolvimento, promovendo a inclusão e a participação cidadã. Este projeto se tornou um símbolo emblemático da cidade e um ponto de referência tanto para os locais quanto para os visitantes.


O projeto foi realizado como parte do Programa de Melhoria Urbana da SEDATU em Jalpa de Méndez, Tabasco.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
apartamento transforma quadros e molduras em linguagem de projeto
É nas paredes que o projeto revela seu ponto mais alto. O acervo de obras foi construído ao longo de anos em antiquários, feiras, leilões e viagens. Sobre a base escura da sucupira, os autores compuseram uma galeria que demonstra como organizar molduras de escalas e naturezas diferentes sem perder coesão. Entre os destaques estão a fotografia Tesão no Forró do Mario Zan (1977), de Nair Benedicto, referência do fotojornalismo brasileiro, e a tela Natureza-morta Com Moringa, Jarra e Castiçal (1973), de Arnaldo Barbosa.
Arquitetura
Como a cenografia de ‘O Agente Secreto’ ajuda a contar a história do filme
Para completar, os cenários também exploram contrastes que ajudam a contar a história. Em alguns ambientes, a decoração é cuidadosa e sentimental — um quadro com a foto da filha, paninhos sob objetos na estante —, detalhes que revelam afeto e memória no cotidiano dos personagens. Em outros espaços, porém, a atmosfera é completamente diferente. No escritório de Henrique Ghirotti (Luciano Chirolli), por exemplo, os móveis são mais modernos e de linhas retas, feitos de jacarandá, couro preto, acrílico e aço. A decoração é pontual, mas assume um tom mais kitsch, com elementos dourados e referências a diferentes lugares do mundo.
Arquitetura
Smiljan Radić Clarke vence o Pritzker 2026

O arquiteto chileno Smiljan Radić Clarke foi anunciado como vencedor do Prêmio Pritzker 2026, considerado o mais importante da arquitetura. Nascido em Santiago, onde mantém seu escritório desde 1995, Radić passa a integrar a lista de laureados recentes do prêmio, que inclui nomes como Liu Jiakun (2025), Riken Yamamoto (2024), David Chipperfield (2023) e Diébédo Francis Kéré (2022). O júri reconheceu uma trajetória marcada pela experimentação material, pela sensibilidade à paisagem e por uma abordagem arquitetônica que privilegia a experiência espacial e emocional.
Serpentine Gallery Pavilion 2014, em Londres
Cortesia de Iwan Baan
Os edifícios projetados por Radić não buscam impacto imediato por meio de gestos formais exuberantes, mas constroem atmosferas que convidam à contemplação e à percepção sensorial do espaço. Em vez de oferecer respostas diretas, suas obras estimulam uma experiência gradual, revelada pelo movimento, pela luz e pela relação com o entorno. A citação do júri do Pritzker ainda completa: “traduzir as qualidades de seu trabalho arquitetônico para uma linguagem falada é intrinsicamente difícil, pois em seus projetos ele trabalha com dimensões de experiência que são imediatamente palpáveis, mas escapam à verbalização”.
Smiljan Radic Clarke vence o Pritzker 2026
Cortesia de Gonzalo Puga
Essa abordagem aparece em projetos emblemáticos espalhados pelo Chile e pelo exterior. Um dos mais conhecidos é o Serpentine Gallery Pavilion 2014, em Londres, no qual uma estrutura translúcida de fibra de vidro parecia flutuar sobre um anel de grandes pedras. Já o Restaurante Mestizo, no Parque Bicentenario, em Santiago, explora o contraste entre um teto horizontal leve e enormes blocos de pedra que o sustentam, criando uma presença arquitetônica que se mistura à paisagem. Em ambos os casos, materiais industriais e elementos naturais são combinados de forma inesperada, característica recorrente em sua obra.
Centro de Artes NAVE
Cortesia de Cristobal Palma
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Teatro Regional del Biobío
Cortesia de Cristobal Palma
Outros projetos revelam o interesse do arquiteto pela relação entre arquitetura, história e território. A ampliação do Museu Chileno de Arte Pré-Colombiana, em Santiago, acontece quase inteiramente no subsolo, permitindo que o edifício histórico e o pátio colonial permaneçam protagonistas. Já o Teatro Regional del Biobío, em Concepción, é envolto por uma pele translúcida de policarbonato que filtra a luz natural e transforma o edifício em um volume luminoso à noite. Em escalas menores, casas como a Casa para o Poema do Ângulo Certo exploram aberturas, paredes espessas e a presença da paisagem para transformar o cotidiano em uma experiência contemplativa.
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House for the Poem of the Right Angle
Cortesia de Smiljan Radić
Para o júri do Pritzker, o trabalho de Radić demonstra como a arquitetura pode alcançar monumentalidade sem recorrer à grandiosidade tradicional. “Através de conexões não óbvias e padrões de circulação, os edifícios de Radić oferecem uma multiplicidade de palcos para que os usuários atuem, interajam e até mudem as narrativas que se desenrolam dentro deles. A composição magistral de volumes e a calibração precisa de escalas conferem um senso de monumentalidade à vida cotidiana, seja vivida em nível individual ou público”, afirmam.
Fonte: Casa Vogue
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