Arquitetura
Complexo Educacional, Esportivo e Cultural Santa Maria / Carolina Penna Arquitetos

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(re) construindo narrativas
A relação entre o passado e o presente celebra a história desse edifício e promove um novo ambiente de aprendizado sustentável e inspirador.


O projeto consiste na reforma e ampliação de um edifício construído em 1968, originalmente destinado ao Ginásio Vocacional da Vila de Santa Maria. Os Ginásios Vocacionais foram escolas públicas que integraram um projeto experimental de educação no Estado de São Paulo entre 1961 e 1970, com unidades em seis municípios, incluindo São Caetano do Sul.

A proposta dos ginásios vocacionais visava uma formação centrada no aluno, incentivando-o a pensar e atuar criticamente na sua realidade social por meio de experiências práticas e interdisciplinares. Foi um modelo bem progressista para a época, mas foi cancelado no início da ditadura militar.

Refletir sobre a preservação do patrimônio revela não apenas o que valorizamos, mas também o que escolhemos deixar para trás. Preservar locais como os Ginásios Vocacionais vai além da conservação arquitetônica; é uma afirmação política sobre o que consideramos significativo em nossa história coletiva. Além disso, optar por preservar e requalificar a edificação é uma ação sustentável, pois contribui na preservação de recurso naturais, uma vez que reduz o desperdício e a geração de resíduos ao maximizar o uso de materiais e infraestrutura existentes.

O conceito fundamental do projeto foi honrar a memória e o legado dos Ginásios Vocacionais, incorporando, ao mesmo tempo, as demandas contemporâneas em pedagogia e tecnologia. Para equilibrar o passado e o presente, diferenciamos a materialidade entre a estrutura original e as novas adições. Elementos como estruturas metálicas, policarbonato e vidro foram introduzidos, contrastando com a solidez do concreto do edifício original.

O cliente determinou que o prédio abrigaria duas escolas públicas: uma de educação infantil e outra de ensino fundamental. Embora possuam administrações e funcionamentos separados, o projeto promove uma integração dinâmica entre as duas escolas. O objetivo é potencializar as infraestruturas existentes e fomentar a socialização entre crianças de idades diferentes, promovendo habilidades sociais como empatia e cooperação, além de estimular criatividade e comunicação em um ambiente de aprendizado inclusivo.




Para alcançar esse objetivo, reorganizamos a setorização do edifício, garantindo que cada escola pudesse operar de forma independente, mas compartilhando espaços como áreas esportivas, externas, de convivência e de brincadeira. No pavimento térreo, concentram-se áreas de uso coletivo e convivência, como o pátio, auditório, estúdio de dança e música, e biblioteca. O pavimento superior abriga os ambientes de aprendizagem do ensino fundamental: salas de aula, sala de coordenação, estúdios multiuso e sala de apoio educacional. No pavimento inferior, está a escola de educação infantil, com acesso facilitado às áreas verdes e esportivas. Na área externa, há o playground, jardins, horta e três quadras esportivas, sendo uma transformada em um ginásio coberto.



A integração dos espaços se materializou na ampliação da transparência e iluminação natural. Trouxemos luz para o interior do edifício por meio de aberturas zenitais nos corredores das salas de aula, nova caixilharia com vidro do piso ao teto para os pátios e áreas de convívio do térreo, e passarelas.



A relação entre o passado e o presente celebra a história desse edifício e promove um novo ambiente de aprendizado sustentável e inspirador.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
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Política9 meses atrásEUA desmente Eduardo Bolsonaro sobre sanções a Alexandre de Moraes


