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Conclave: conheça os locais onde o filme foi gravado na Itália

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Além das cenas pelas ruas da Roma, o filme, que voltou a ser comentado nesta semana por conta da eleição do novo Papa, foi rodado nos estúdios da Cinecittà e em Caserta, na região da Campânia Com os cardeais isolados na Capela Sistina e na Casa Santa Marta para a eleição do novo Papa, é difícil não lembrar das cenas de Conclave (2025) filme baseado no livro do escritor britânico Robert Harris e vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Adaptado. Lançado em janeiro, o longa retrata a morte de um Papa fictício e a subsequente votação para a escolha de um novo Pontífice — incluindo todos os dilemas e tramas políticas dos bastidores dessa rara reunião de cardeais. Por isso, as belas imagens capturadas pelo diretor suíço Edward Berger seguem frescas na memória de muita gente. Apesar de realista, nenhum take foi feito dentro do Vaticano.
Com a impossibilidade de filmar no local, a diretora de arte Suzie Davies liderou uma extensa pesquisa de locações que incluiu alguns dos pontos mais interessantes de Roma — e até um palácio histórico fora da cidade. A seguir, conheça os lugares onde o filme foi gravado (e que podem ser facilmente visitados por turistas).
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Cinecittà
A Cinecittà é um histórico estúdio de cinema na Itália — muitos diretores, atores e produtores italianos e europeus passaram por lá
Getty Images
A maior parte das cenas foi filmada nos estúdios da Cinecittà, um tradicional complexo cinematográfico por onde já passaram grandes nomes do cinema mundial, como Luchino Visconti, Sergio Leone, Francis Ford Coppola e Luca Guadagnino.
Fundado em 1937, nos arredores de Roma, é o maior estúdio de filmagem da Europa, com mais de 400 mil m². La Dolce Vita (1960), clássico de Federico Fellini, foi rodado ali — o diretor, aliás, usou muito da estrutura destes estúdios ao longo da carreira.
Em Conclave, tanto a Capela Sistina quanto a Casa Santa Marta (local de hospedagem dos cardeais) foram recriadas ali. Para isso, Suzie Davies reuniu uma talentosa equipe de pintores e artesãos locais. Em entrevista à Condé Nast Traveller, ela admite que não chegou a visitar a Casa Santa Marta — restrita ao clero já que era a residência oficial do Papa Francisco – mas reimaginou o local sob a perspectiva da trama, com um pouco de licença poética.
A Cinecittà pode ser visitada em Roma, com fácil acesso pelo metrô. O ingresso custa 15 euros e inclui passeios pelos sets, acesso ao MIAC (Museu Italiano de Audiovisual e Cinema), ao Studio EL — que celebra a parceria entre o grande diretorEttore Scuola e o diretor de arte Luciano Ricceri —, além de uma exposição sobre a história do cinema italiano.
Villa Medici
A Villa Médici serviu de locação para o filme Conclave — os jardins desta propriedade histórica em Roma fizeram as vezes de jardins do Vaticano no longa
Getty Images
Cenas de Conclave na Villa Medici
Reprodução/@villa_medici
Cenas de Conclave na Villa Medici
Reprodução/@villa_medici
Para representar os jardins do Vaticano, Suzie Davies escolheu filmar na Villa Medici, no Monte Pincio, cuja área externa se conecta aos famosos jardins da Villa Borghese — um dos maiores parques públicos de Roma.
O local é ocupado desde a antiguidade, tendo sido residência do general romano Lucullus no séc. I a.C. Ao longo dos anos, passou por diversas famílias até chegar aos Medici, de Florença. A atual construção, com estética renascentista inconfundível, é obra do arquiteto Bartolomeo Ammannati (1511–1592), contratado por Fernando de Medici (1549-1609), Grão-Duque da Toscana. Em 1666, a villa tornou-se propriedade do governo francês, que ali fundou a Academia Francesa em Roma. Hoje funciona como museu e abriga exposições de arte temporárias. A entrada custa 10 euros.
Palazzo Barberini
Palazzo Barberini abriga a Galeria Nacional de Arte Antiga,
Getty Images
Esta sala no Palazzo Barberini serviu de cenário para o filme Conclave
Reprodução/ @barberinicorsini
Construído no séc. 17 pelos arquitetos Carlo Maderno (1556-1629), Gian Lorenzo Bernini (1598-1680) e Francesco Borromini (1599-1667), este palácio é uma das obras barrocas mais emblemáticas de Roma. Duas escadarias monumentais se destacam em seu interior: a Scalone d’Onore, de Bernini — imponente e feita de mármore —, e a Escada Helicoidal de Borromini, em espiral, considerada uma obra extradiodinária desta estética. Em Conclave, os cardeais se reúnem em uma das amplas salas do palácio.
Hoje, o espaço abriga a Galeria Nacional de Arte Antiga, com obras da Idade Média ao séc. 18, incluindo pinturas de Caravaggio. A entrada custa 18 euros.
Museu da Civilização Romana
Projetado pelos arquitetos Pietro Aschieri (1889-1952), Domenico Bernardini (1902-1991) e Cesare Pascoletti (1898-1986), o Museu da Civilização Romana foi inaugurado em 1952 e tem um acervo dedicado à arqueologia, à história antiga e à evolução do Império Romano. No filme, o cardeal Thomas Lawrence, interpretado por Ralph Fiennes, aparece na entrada do edifício entre as colunas de mármore de estilo neoclássico — o que lembra a Praça de São Pedro. Hoje, o museu está temporariamente fechado.
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Palazzo Commendatore
Parte do complexo do L’Ospedale di Santo Spirito, o Palazzo Commendatore foi construído pelo arquiteto conhecido como Nanni di Baccio Bigio, pseudônimo de Giovanni Lippi (1507-1568). O edifício abriga o Museo di Storia dell’Arte Sanitaria (Museu Histórico de Arte da Saúde) e a antiga Spezieria (mercearia, em tradução literal) com vasos e almofarizes antigos, onde ervas medicinais eram tratadas, e a Accademia Lancisiana com sua Biblioteca, fundada no séc. 18 durante o pontificado de Clemente XI. A cena gravada ali aparece no começo do filme Conclave, quando os cardeais chegaram em um dos claustros do Vaticano para a eleição do novo Papa.
Reggia di Caserta
A Reggia di Caserta é palácio do séc. 18, projetado por Luigi Vanvitelli
Getty Images
Algumas das cenas de Conclave foram gravadas nos Apartamentos Reais da Reggia di Caserta
Reprodução/ @reggiadicaserta
A produção do filme pegou a estrada e viajou até a região de Campânia para filmar na Reggia di Caserta, um impressionante palácio italiano do séc. 18, projetado por Luigi Vanvitelli (1700-1773) em estilo barroco e neoclássico, por encomenda do rei Carlos VII, durante a ocupação espanhola das Duas Sicílias, no sul da Itália.
Além do imenso palácio, a Reggia di Caserta também possui jardins italianos e ingleses — só o passeio tem mais de 3 km de extensão
Getty Images
Apesar de ser pouco conhecido pelos turistas estrangeiros, este palácio evoca a mesma monumentalidade do Palácio de Versalhes, na França. Os interiores possuem 47 mil m² e incluem áreas sociais, vestíbulos, capela e teatro. Algumas cenas de Conclave foram gravadas nos Apartamentos Reais, abertos à visitação do público.
A área externa, por sua vez, abriga com jardins imensos de estilo italiano e inglês — só o passeio possui mais de 3 km de extensão. A administração do local, inclusive, disponibiliza pequenos ônibus para levar os turistas de um lado para o outro. O ingresso para acessar todo o complexo sai por 18 euros.
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Fonte: Casa Vogue

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