Arquitetura
Condomínio Ernesto do Canto / BOX arquitectos

- Área:
5290 m²
Ano:
2025
Fabricantes: Audo, BRUMA, CIN, District Eight, Forbo Flooring Systems, GSI – Ceramica, Italbox, JNF -Architectural Hardware-, Kerakoll, Mapei, Margres Ceramic Tiles, Nordlux, Technal Hidro, Tom Dixon, Vondom
Descrição enviada pela equipe de projeto. Num contexto urbano consolidado, o edifício ocupa dois lotes opostos entre si que confinam em planos marginais distintos. Tirando partido da acentuada diferença de cotas entre os referidos planos marginais, parte do edifício ergue-se, deixando debaixo de si espaço qualificado, que permite uma ligação visual, física, portanto urbana, que possibilita entender o edificado na malha daquele troço de cidade. Desta forma, somos convidados à possibilidade de atravessamento do quarteirão, com uma ampla noção de espaço urbano, agora fluído e com uma clara intenção de confronto de escala humana / urbana, que contribui para o entendimento lógico de cidade.
Pela abordagem do princípio gerador do desenho urbano organizado pelo conceito, o espaço não construído do interior do lote, recebem um jardim publico / privado, que coloca o Homem no espaço de isolamento tranquilo, dentro das características dinâmicas, típicas de cidade. Os corpos do edifício, caracterizam-se por uma dinâmica de confronto cultural típicas de bairro, em constante diálogo e comunicação entre si. Unidos por estacionamento, semienterrado, tira partido de ventilações naturais, que conferem à unidade construída, características ambientais saudáveis sob o ponto de vista da sustentabilidade urbana.
O “Ernesto do Canto”, está virado para si mesmo. Cria para o interior ambientes de jardim e zonas de estar e circulação, próprias do conceito de habitar o exterior para além das unidades de habitação. A cuidada “fronteira” entre o edifício e o plano marginal, atribui ao Ernesto do Canto uma dimensão urbana adequada à escala do edifício no delicado espaço em que se insere. É intencional a descompressão que o conceito do “Ernesto do Canto”, provoca numa malha densa, característica da Freguesia de São Pedro em Ponta Delgada. Confere uma clara “disrupção harmoniosa” entre o pré-existente e nova dinâmica de habitar a cidade.
Tipologicamente, habitações de um a cinco quartos, intensionalmente heterogeneízam o padrão familiar, objetivamente criando dinâmicas humanas fundamentais para o desenvolvimento das cidades, bairros e unidades habitacionais de vizinhança. A Arquitetura, tenta resolver questões difíceis, sob o ponto de vista do desenvolvimento das cidades e do espaço urbano em que se inserem. Neste sentido, O “Ernesto do Canto” coloca o sentido de “habitar” no seu sentido mais primordial, dar sentido às vantagens de fazer parte da cidade, sem se impor.