Tecnologia
Coreia do Sul diz que DeepSeek envia dados para dona do TikTok
As autoridades da Coreia do Sul anunciaram nesta sexta-feira (14) que a aplicação chinesa de inteligência artificial DeepSeek teria enviado dados de usuários sul-coreanos para a ByteDance, empresa responsável pelo TikTok.
Esta é a primeira vez que um órgão regulador confirma a possibilidade de vazamento de informações da DeepSeek para terceiros. A revelação ocorre um dia após a Coreia do Sul aderir a um grupo de países que proibiram o uso da IA chinesa, citando riscos à segurança nacional.
A Comissão de Proteção de Informações Pessoais da Coreia do Sul (PIPC) confirmou suspeitas levantadas por especialistas em cibersegurança de que a DeepSeek poderia estar compartilhando dados pessoais sem o consentimento dos usuários.
“Confirmamos que a DeepSeek comunicou-se com a ByteDance”, afirmou um porta-voz da PIPC à agência de notícias Yonhap. O regulador sul-coreano ainda investiga quais dados foram transferidos e em qual escala.
Bloqueios e restrições aumentam
Diante das suspeitas, o governo sul-coreano retirou a DeepSeek das lojas de aplicativos do país e iniciou uma investigação para analisar como a empresa chinesa administra os dados dos usuários. O PIPC também emitiu um alerta oficial desaconselhando o uso da IA chinesa, enquanto ministérios e agências governamentais já bloquearam seu acesso.
A restrição à DeepSeek já vinha ganhando força na Coreia do Sul antes mesmo do anúncio oficial. Empresas como a Hyundai Motor haviam proibido seus funcionários de acessarem a plataforma, temendo vazamento de informações sensíveis. Além disso, os ministérios das Finanças e do Meio Ambiente impuseram bloqueios temporários ao serviço, seguindo os passos de outros órgãos, como os ministérios das Relações Exteriores, da Defesa e da Indústria.
O Ministério do Interior sul-coreano já havia alertado sobre os riscos de possíveis fugas de dados, recomendando precaução ao governo e às administrações regionais.
DeepSeek e os desafios globais
A DeepSeek se tornou um nome influente no cenário global de inteligência artificial após o lançamento de seu modelo linguístico mais recente, no mês passado. O sistema chamou atenção por sua eficiência e custo reduzido, sendo considerado um potencial rival dos modelos desenvolvidos nos Estados Unidos.
No entanto, as preocupações com a privacidade e a segurança nacional levaram outros países, como Itália e Austrália, a restringirem o uso da DeepSeek em instituições públicas. Os governos desses países alegam que a falta de transparência no armazenamento e compartilhamento de dados representa um risco para informações sensíveis e estratégicas.
O caso reforça a crescente disputa tecnológica e política entre China e países ocidentais, especialmente no campo da inteligência artificial e do uso de dados pessoais.
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Tecnologia
Astronautas da Estação Espacial já chegaram à Terra em segurança
Um astronauta que necessitava de acompanhamento médico deixou a NASA nesta quarta-feira, em uma operação que entrou para a história como a primeira evacuação médica realizada a partir da Estação Espacial Internacional. Ele retornou à Terra acompanhado de outros três colegas de missão, em uma decisão que antecipou o fim da permanência no espaço em mais de um mês.
A cápsula da SpaceX pousou com segurança no Oceano Pacífico, próximo à cidade de San Diego, na Califórnia, durante a madrugada no horário local. Os quatro astronautas, dos Estados Unidos, Japão e Rússia, foram resgatados sem intercorrências por uma equipe médica que já aguardava no navio de recuperação.
“É muito bom estar em casa”, afirmou a comandante da cápsula, a astronauta da NASA Zena Cardman, após o pouso. Segundo ela, o retorno ocorreu sem a necessidade de procedimentos especiais durante a reentrada na atmosfera ou na amerissagem.
Antes da viagem, Cardman já havia destacado o caráter inesperado da decisão. “O momento desta partida não era o que planejávamos, mas o que não surpreendeu foi a união dessa tripulação, que se apoiou como uma família”, declarou.
A NASA não informou qual astronauta apresentou o problema de saúde nem detalhou o quadro clínico, alegando questões de privacidade. A agência afirmou apenas que a condição é estável. No início da semana, o comandante da estação espacial, Mike Fincke, declarou que o tripulante estava seguro e recebendo bons cuidados.
De acordo com a NASA, a decisão pelo retorno antecipado foi tomada para permitir avaliações médicas completas em solo, onde há maior capacidade de diagnóstico e tratamento. A tripulação havia chegado à estação em agosto para uma missão prevista de ao menos seis meses.
Além de Zena Cardman e Mike Fincke, integravam o grupo a astronauta japonesa Kimiya Yui e o cosmonauta russo Oleg Platonov. Cardman e Fincke estavam escalados para realizar a primeira caminhada espacial do ano, voltada à preparação para a instalação de novos painéis solares. No entanto, a atividade foi cancelada em 7 de janeiro, poucos dias antes do anúncio oficial do retorno antecipado.
Atualmente, outros três astronautas permanecem a bordo da estação espacial. São eles o norte-americano Chris Williams e os russos Sergei Mikaev e Sergei Kud-Sverchkov, que devem retornar à Terra no verão do hemisfério norte.
Modelos da própria NASA indicavam a possibilidade de uma evacuação médica a cada três anos, mas, em 65 anos de voos espaciais tripulados, a agência nunca havia precisado executar esse tipo de operação. Em contraste, missões soviéticas e russas já registraram retornos antecipados por motivos de saúde, como o caso do cosmonauta Vladimir Vasyutin, em 1985.
A NASA e a SpaceX trabalham agora para antecipar o lançamento de uma nova tripulação a partir da Flórida, previsto para meados de fevereiro. A agência também mantém planos para retirar a Estação Espacial Internacional de órbita até o fim de 2030 ou início de 2031, encerrando definitivamente a operação do laboratório orbital.
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Wi-Fi de hotel pode ser um risco oculto para seus dados pessoais
Seja em viagens a trabalho ou a lazer, usar o Wi-Fi do hotel costuma ser a solução mais prática para se manter conectado sem gastar dados móveis. Em muitos países, essa rede é praticamente a única alternativa para falar com familiares, amigos ou colegas de trabalho. O que muita gente ignora é que, na maioria das vezes, o Wi-Fi de hotéis oferece baixos níveis de segurança e pouca proteção à privacidade dos usuários.
Especialistas alertam que essas redes costumam operar com equipamentos desatualizados ou com configurações frágeis. Em alguns casos, sequer exigem senha para acesso, o que permite que qualquer pessoa se conecte. Mesmo quando o hotel pede um e-mail ou número do quarto, isso não garante proteção real, já que esse tipo de barreira pode ser facilmente burlado por criminosos com conhecimentos técnicos.
O risco não é apenas teórico. Hackers conectados à mesma rede podem interceptar comunicações, monitorar dados trafegados e até infectar dispositivos com programas maliciosos. Isso significa que mensagens, senhas, fotos e informações sensíveis podem ser capturadas sem que o hóspede perceba.
Caso não seja possível evitar o uso do Wi-Fi do hotel, algumas precauções são essenciais. A primeira delas é confirmar com a recepção qual é o nome correto da rede. Criminosos costumam criar pontos de acesso falsos, com nomes semelhantes aos do hotel, justamente para enganar usuários e capturar dados.
Outra medida importante é manter o celular ou computador protegido com antivírus atualizado e, sempre que possível, utilizar uma VPN paga, que criptografa a conexão e dificulta a espionagem digital. Soluções gratuitas, em geral, oferecem menos garantias de segurança.
Também é recomendável limitar o tipo de atividade realizada nessas redes. Evite acessar aplicativos de bancos, fazer compras online, entrar em serviços de streaming logados ou consultar e-mails pessoais e profissionais. O uso deve se restringir a navegação básica, como leitura de notícias, pesquisas gerais ou vídeos, preferencialmente sem login.
Em tempos de conexão constante, a comodidade do Wi-Fi gratuito pode sair cara. Adotar cuidados simples pode fazer a diferença entre uma viagem tranquila e um grande problema de segurança digital.
Tecnologia
Astronautas iniciam retorno à Terra após problema médico
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Pouco depois das 19h20, desta quarta-feira (14), os astronautas da missão Crew-11, que estavam na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), iniciaram o retorno para a Terra com a nave Dragon, da SpaceX. O regresso ao planeta deve estar completo por volta de 5h40 de quinta (15).
A volta à Terra teve que ser antecipada devido a um problema de saúde sério de um dos integrantes da missão. Trata-se da primeira vez que a Nasa antecipa a votla de uma missão da ISS por questões de saúde.
O processo de retorno com a nave Dragon é autônomo, ou seja, não necessita de ações dos astronautas presentes no veículo. Após desacopalhar da Estação Espacial Internacional, a nave ativará seus motores para se afastar da ISS e iniciar um percurso que, eventualmente, a levará ao seu local de pouso.
Fazem parte da Crew-11 os americanos Zena Cardman e Mike Fincke, da Nasa; o japonês Kimiya Yui, da Jaxa; e o russo Oleg Platonov, da russa Roscosmos. A missão está na ISS desde agosto de 2025 e se estenderia até maio.
A detecção do problema de saúde ocorreu na quarta-feira passada. Como de costume na Nasa, não foram revelados detalhes sobre quem é o astronauta afetado ou qual a condição está sendo enfrentada.
Apesar do retorno antecipado, a Nasa afirma que o quadro de saúde do astronauta é estável.
“Há uma questão pendente sobre qual é o diagnóstico. Isso significa que há alguns riscos em manter esse astronauta a bordo e estamos sempre do lado da saúde e do bem-estar do astronauta”, James Polk, chefe da área de saúde da Nasa, durante uma entrevista coletiva para a imprensa na semana passada.
A ISS possue equipamentos médicos e os astronautas possuem treinamento para uso deles, além de alguns possuíram formação médica. Mesmo assim, o que há de disponível na estação espacial não é o suficiente para avaliar satisfatoriamente a situação, o que levou à opção pelo retorno antecipado.
Polk também afirmou que a condição médica do astronauta não tem relação com atividades realizadas na ISS.
Uma caminhada espacial de mais de 6h que seria feita na semana passada pelos astronautas Fincke e Cardman foi cancelada.
Após o retorno da Crew-11, o comando da estação espacial ficará sob a supervisão do cosmonauta Sergei Kud-Sverchkov, que permanecerá na ISS junto a Sergei Mikaev, também da Rússia, e Chris Williams, da Nasa.
Uma nova missão tripulada para a ISS está programada para 15 de fevereiro, mas a Nasa trabalha para antecipar o cronograma. Essa missão, a Crew-12, terá quatro integrantes: Jessica Meir e Jack Hathaway, da Nasa; Sophie Adenot, da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês); e Andrey Fedyaev, da Roscosmos. A previsão é que eles fiquem na estação espacial por nove meses.
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