Economia
Dólar à vista volta a superar os R$ 6 com embate de tarifas entre EUA e China
O dólar opera cotado acima de R$ 6,00 no mercado à vista na manhã desta quarta-feira, 9, estendendo ganhos frente ao real pelo quarto pregão consecutivo, diante do acirramento da guerra comercial entre os EUA e a China. A divisa americana avança também frente a outros pares emergentes do real, mas segue pressionada em relação a moedas de países desenvolvidos, reforçando a percepção de que a confiança global na moeda americana pode estar em xeque. A máxima registrada mais cedo ficou em R$ 6,0752 – maior valor intradia desde 20 de janeiro (a R$ 6,0869).
O Ministério das Finanças da China emitiu uma nova decisão da Comissão Tarifária do Conselho de Estado chinês que eleva a tarifa para produtos importados dos Estados Unidos de 34% para 84%, com base nos “princípios básicos do direito internacional”. A medida entrará em vigor nesta quinta-feira, 10. Pequim impôs também restrições de comércio e investimentos a 18 empresas e entidades dos EUA como parte de uma resposta às tarifas do governo Trump. Adicionou 12 entidades à sua lista de controle de exportação, que impede a venda de itens com possíveis aplicações militares.
O Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, minimizou o novo acréscimo na tarifa de importações de produtos americanos pela China e disse que a escalada é uma perda para os chineses, mas mencionou uma “boa relação pessoal” entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, que pode favorecer uma resolução na guerra comercial entre as duas maiores potências econômicas mundiais, em entrevista para a Fox Business, nesta quarta-feira.
O primeiro-ministro da China, Li Qiang, afirmou que o país está preparado para lidar com incertezas, mas reconheceu que choques externos criam pressão sobre o processo de estabilização econômica chinesa, segundo a agência de notícias estatal Xinhua. Li reforçou a necessidade de implementar mais políticas macroeconômicas proativas e prometeu anunciar novas medidas ao longo do tempo, a depender da evolução da economia.
O petróleo amplia perdas de mais de 6% nesta manhã, cotado nos menores níveis de preços em quatro anos, desde fevereiro de 2021, após já ter caído nas últimas cinco sessões, o que deixa a Petrobras no foco em meio a pressões do governo para baixar os preços dos combustíveis, em especial do diesel.
O mercado já fala em revisar para baixo as estimativas de lucro da Petrobras, após a petroleira computar uma perda de quase R$ 80 bilhões em valor de mercado até ontem. O market cap da companhia caiu para R$ 429,35 bilhões, o menor nível desde AG
As concessões de crédito livre dos bancos caíram 3,0% em fevereiro ante janeiro, para R$ 518,7 bilhões. Em 12 meses, cresceram 15,6%, sem ajustes sazonais, segundo o Banco Central.
O Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira formaliza a exoneração do ministro das Comunicações, Juscelino Filho. O decreto da exoneração “a pedido” é assinado pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin.
Na Alemanha, Friedrich Merz, líder da União Democrata Cristã (CDU), de centro-direita, deve se tornar o próximo líder da Alemanha sob o acordo, substituindo o chanceler Olaf Scholz.
Fonte: Notícias ao Minuto
Economia
7 em 10 adolescentes beneficiários do Bolsa Família em 2014 deixaram o programa até 2025
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Um estudo da FGV (Fundação Getúlio Vargas) divulgado nesta sexta-feira (5) aponta que 68,8% dos beneficiários do Bolsa Família que tinham entre 11 e 14 anos em dezembro de 2014, e 71,25% dos que tinham entre 15 e 17 anos, deixaram o programa até outubro de 2025. A taxa de saída dos beneficiários sem recorte de idade foi de 60,68% no mesmo período.
O estudo Filhos do Bolsa Família: Uma Análise da Última Década do Programa usou dados do governo federal. A pesquisa acompanhou famílias inscritas no Cadastro Único e cruzou dados de identificação entre 2014 e 2025.
O estudo também consultou o RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) para identificar a inserção dos ex-beneficiários no mercado formal de trabalho.
“Nas famílias, os recursos são sempre escassos e no governo não seria diferente. Saber que os filhos de Bolsa Família não necessariamente estarão presentes no Bolsa Família do futuro diz um pouco sobre a sustentabilidade do programa”, afirmou o pesquisador e economista Valdemar Pinho Neto, coordenador do estudo.
A taxa de saída dos que eram crianças ou adolescentes (entre 6 e 17 anos) foi maior nos domicílios urbanos (67,01%) do que nos rurais (55,46%). Os que trabalham com agricultura tiveram taxa de saída menor (53,73%) do que em outras atividades (69,73%).
“O objetivo desses programas de transferência de renda é tirar da fome, e tirar da fome é o começo. Depois que tira da fome, como mostra o estudo da FGV, há uma condição melhor para que as pessoas possam estudar, trabalhar, empreender e, com isso, superar a pobreza”, afirmou o ministro Wellington Dias (Desenvolvimento Social) no evento de apresentação da pesquisa, na sede da FGV, no Rio de Janeiro.
Ainda na faixa etária entre 6 e 17 anos, em 2014, 79,40% dos que deixaram o programa tinham na pessoa de referência em casa, como pais, mães ou avós, alguém empregado com carteira assinada.
Outros 65,54% tinham referência em pessoas que trabalhavam por conta própria, 57,51% eram tutelados por empregados sem carteira e outros 52,35% por pessoas que trabalhavam sem remuneração.
Os pesquisadores preveem que a segunda geração de filhos de beneficiários do Bolsa Família -os netos dos beneficiários originais- poderão ter mais chance de mobilidade social, a depender de fatores como o acesso ao emprego e o tipo de vínculo.
“Quanto maior a qualidade do emprego da pessoa de referência, maior a emancipação dos seus filhos com relação ao programa. O que a gente pode esperar é que se o cenário for de maior qualificação dos vínculos de trabalho ao longo do tempo, os filhos dessas pessoas no futuro também vão ter maior propensão a sair, e não depender de programas de transferência de renda, ou qualquer outro programa”, disse Pinho Neto.
Crianças e adolescentes sob tutela de alguém que tinha ensino médio completo tiveram taxa de saída maior (69,94%) do que quem não tinha o ensino fundamental completo (57,59%), segundo o estudo.
A taxa de saída foi maior entre homens (71,46%) do que entre mulheres (55,86%). No recorte de cor ou raça, foi maior entre brancos (71,78%) do que entre pretos (63,78%), amarelos (63%), pardos (61%) ou indígenas (44%).
Nesta semana o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou dados que apontam que as parcelas da população brasileira que viviam em condições de pobreza e extrema pobreza caíram em 2024 pelo terceiro ano consecutivo. A taxa de extrema pobreza atingiu 3,5% e a taxa de pobreza marcou 23,1% no ano passado.
O IBGE associou a nova redução a dois fatores: o processo de recuperação do mercado de trabalho e a manutenção do pagamento de benefícios sociais como o Bolsa Família.
A queda dos números, contudo, não eliminou a existência de disparidades regionais e de cor ou raça no país.
Leia Também: Banco Central desiste de regulamentar Pix parcelado
Economia
Entidade de Defesa do consumidor critica recuo do BC na regulação do Pix Parcelado
O Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) criticou a decisão do Banco Central de retardar a regulamentação do Pix Parcelado. Conforme mostrou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) na quinta-feira, 4, a autoridade monetária informou a participantes do mercado que a regulação, antes prevista para novembro, agora não tem prazo determinado.
Em comunicado, o Idec afirmou que o BC desistiu de criar regras comuns e optou por deixar o tema sob responsabilidade de cada instituição financeira.
Para a entidade, essa postura gera um ambiente de “desordem regulatória”, que pode favorecer abusos, confundir consumidores e agravar o endividamento no País.
Segundo o Idec, o BC proibiu o uso da marca “Pix Parcelado”, mas permitiu variações como “parcelas no Pix” ou “crédito no Pix”.
O instituto, porém, avalia que a mudança mantém consumidores expostos a produtos de crédito sem padrões mínimos de transparência ou previsibilidade sobre juros.
Fonte: Notícias ao Minuto
Economia
INSS faz mutirão com quase 19 mil perícias médicas no fim de semana
O Ministério da Previdência Social realizará neste sábado, 6, e no domingo, 7, um mutirão em 92 agências da Previdência Social de 22 Estados e do Distrito Federal. Ao todo, serão realizadas 18.868 perícias médicas, das quais mais de 13 mil estão agendadas, o que deve contribuir para a redução da fila de espera.
Cerca de seis mil vagas ainda estão disponíveis.
Como participar?
Os beneficiários que desejarem antecipar suas perícias podem entrar em contato com a Central de Atendimento, pelo telefone 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h, ou acessar o serviço Meu INSS, tanto no aplicativo para celular quanto no site.
“Ao confirmar o agendamento da avaliação médico pericial, o requerente deverá comparecer à agência no dia e horário marcados”, orienta a pasta.
Quais Estados terão mutirão?
Apenas os Estados do Amapá, Goiás, Paraíba, Roraima e Sergipe não farão parte da ação. Em todos os outros 22 Estados e no Distrito Federal, é possível consultar em quais unidades da Previdência Social haverá mutirão no site do Ministério da Previdência Social, no seguinte endereço na internet: (Site Previdência).
Os mutirões são realizados de forma conjunta entre o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e a Perícia Médica Federal.
Segundo a pasta, algumas localidades farão os atendimentos de forma presencial e outras por meio da Perícia Conectada, modalidade de atendimento remoto.
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