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Economia

Dólar cai e Bolsa fecha em forte alta com IPCA-15 e guerra comercial dos EUA em foco

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar fechou em queda de 0,52% nesta terça-feira (27), cotado a R$ 5,645, com investidores repercutindo os dados de inflação no Brasil medidos pelo IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15).

Na cena externa, o foco seguiu voltado à política comercial dos Estados Unidos, e a expectativa foi por anúncios de novos acordos tarifários.

Já a Bolsa fechou em forte alta de 1,01%, a 139.541 pontos. O movimento, muito puxado pela queda dos juros futuros após a divulgação do IPCA-15, também foi amparado pelo apetite por risco no exterior, com índices em Wall Street fechando em disparada após um feriado na véspera.

O IPCA-15 desacelerou a 0,36% em maio, após marcar 0,43% em abril, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta manhã.

O resultado ficou abaixo das projeções do mercado financeiro, cuja mediana era 0,44%, segundo a agência Bloomberg. A taxa de 0,36% é a menor para meses de maio em cinco anos, desde 2020 (-0,59%).

Com o dado desta terça, a alta do índice desacelerou a 5,4% no acumulado de 12 meses, após marcar 5,49% até abril. A taxa, contudo, segue acima do teto de 4,5% da meta de inflação perseguida pelo BC (Banco Central) em 2025.

Por ser divulgado antes, o IPCA-15 sinaliza uma tendência para o IPCA, indicador oficial de inflação do país. A maior diferença entre os dois é o período de coleta das informações.

Os resultados inspiram otimismo sobre o cenário inflacionário no Brasil. “Ajudam a diminuir um pouco as preocupações em relação à desancoragem das expectativas de inflação e mostram para o Copom (Comitê de Política Monetária) que talvez não haja necessidade de novas altas de juros”, avalia Leonel Mattos, analista de inteligência de mercado da StoneX.

“Ainda, indicam que a política monetária não precisa ser tão restritiva por tanto tempo.”

Operadores passaram a precificar chance de 97% de que o BC mantenha a taxa Selic em 14,75% ao ano na reunião do próximo mês, acima da probabilidade de 92% antes da divulgação dos dados.

Essa perspectiva também norteou as negociações nas curvas de juros futuros, com os prazos mais curtos começando a refletir a possibilidade de uma taxa Selic mais baixa do que o esperado anteriormente.

A taxa de DI (depósito interfinanceiro) para janeiro de 2026 caiu para 14,69%, ante 14,72% do fechamento de segunda. Para janeiro de 2027, a taxa foi a 13,85%, ante 13,95%. Já a taxa de janeiro de 2028 fechou em 13,36%, ante 13,52%.

“Embora o IPCA-15 de maio ainda mostre números de inflação elevados, e esta seja uma única leitura melhor do que o esperado, a divulgação de hoje sugere que a inflação pode ter começado a virar a esquina”, avaliaram em relatório Vinicius Moreira e Cassiana Fernandez, do JP Morgan.

“Se a reversão ampla nos indicadores principais vista na prévia do IPCA de maio for mantida nas próximas divulgações, representaria uma desaceleração do IPCA mais cedo do que o esperado, já que esperávamos ver tal desaceleração apenas na segunda metade deste ano.”

O mercado, entretanto, ainda manteve cautela devido às preocupações com o cenário fiscal do país, reavivadas na semana passada pelo anúncio de aumentos nas alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Na quinta (22), com o mercado à vista de câmbio já fechado, o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aumentou o IOF de uma série de operações de câmbio e crédito de empresas, com previsão de arrecadação de R$ 20,5 bilhões em 2025 e R$ 41 bilhões em 2026. Também foi divulgado o congelamento de R$ 31,3 bilhões de despesas do Orçamento deste ano.

As mudanças levaram o dólar futuro a acelerar antes do fechamento, às 18h. Diante dessa e de outras repercussões negativas no mercado, o governo convocou uma reunião de emergência e decidiu rever parte das medidas sobre o IOF.

Houve a reversão para zero de uma alíquota de 3,5% anunciada na véspera sobre aplicações de fundos de investimentos do Brasil em ativos. A mudança deve reduzir o ganho de arrecadação em aproximadamente R$ 6 bilhões até 2026.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou na manhã de segunda-feira que o governo tem até o fim desta semana para decidir como compensará a arrecadação perdida.

No cenário externo, o foco seguiu nos Estados Unidos. O presidente Donald Trump decidiu adiar a implementação de tarifas de 50% sobre a União Europeia para julho, atendendo ao pedido da presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen.

A chefe do órgão executivo da UE disse que “um bom acordo” demandaria mais tempo, depois que Trump afirmou, na sexta-feira, que tarifas de 50% sobre produtos do bloco começariam a incidir em 1º de junho.

A jornalistas, Trump disse que as conversas começariam “rapidamente”.

A notícia inspirou alívio nos investidores, com muitos reagindo somente nesta terça devido ao fechamento dos mercados nos EUA na véspera.

Em Wall Street, o S&P 500 fechou em disparada de 2,05%. Nasdaq avançou 2,47% e Dow Jones, 1,78%.

Também foi um fator positivo a forte queda nos rendimentos dos títulos ligados ao Tesouro dos Estados Unidos, as apelidadas “treasuries”. O movimento seguiu a esteira das perdas nos rendimentos dos títulos japoneses, após o Ministério das Finanças do Japão indicar que pode reduzir a emissão de títulos de longo prazo.

Esse movimento também corroborou para a queda nas taxas de juros futuros no Brasil.



Fonte: Notícias ao Minuto

Economia

7 em 10 adolescentes beneficiários do Bolsa Família em 2014 deixaram o programa até 2025

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Um estudo da FGV (Fundação Getúlio Vargas) divulgado nesta sexta-feira (5) aponta que 68,8% dos beneficiários do Bolsa Família que tinham entre 11 e 14 anos em dezembro de 2014, e 71,25% dos que tinham entre 15 e 17 anos, deixaram o programa até outubro de 2025. A taxa de saída dos beneficiários sem recorte de idade foi de 60,68% no mesmo período.

O estudo Filhos do Bolsa Família: Uma Análise da Última Década do Programa usou dados do governo federal. A pesquisa acompanhou famílias inscritas no Cadastro Único e cruzou dados de identificação entre 2014 e 2025.

O estudo também consultou o RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) para identificar a inserção dos ex-beneficiários no mercado formal de trabalho.

“Nas famílias, os recursos são sempre escassos e no governo não seria diferente. Saber que os filhos de Bolsa Família não necessariamente estarão presentes no Bolsa Família do futuro diz um pouco sobre a sustentabilidade do programa”, afirmou o pesquisador e economista Valdemar Pinho Neto, coordenador do estudo.

A taxa de saída dos que eram crianças ou adolescentes (entre 6 e 17 anos) foi maior nos domicílios urbanos (67,01%) do que nos rurais (55,46%). Os que trabalham com agricultura tiveram taxa de saída menor (53,73%) do que em outras atividades (69,73%).

“O objetivo desses programas de transferência de renda é tirar da fome, e tirar da fome é o começo. Depois que tira da fome, como mostra o estudo da FGV, há uma condição melhor para que as pessoas possam estudar, trabalhar, empreender e, com isso, superar a pobreza”, afirmou o ministro Wellington Dias (Desenvolvimento Social) no evento de apresentação da pesquisa, na sede da FGV, no Rio de Janeiro.

Ainda na faixa etária entre 6 e 17 anos, em 2014, 79,40% dos que deixaram o programa tinham na pessoa de referência em casa, como pais, mães ou avós, alguém empregado com carteira assinada.

Outros 65,54% tinham referência em pessoas que trabalhavam por conta própria, 57,51% eram tutelados por empregados sem carteira e outros 52,35% por pessoas que trabalhavam sem remuneração.

Os pesquisadores preveem que a segunda geração de filhos de beneficiários do Bolsa Família -os netos dos beneficiários originais- poderão ter mais chance de mobilidade social, a depender de fatores como o acesso ao emprego e o tipo de vínculo.

“Quanto maior a qualidade do emprego da pessoa de referência, maior a emancipação dos seus filhos com relação ao programa. O que a gente pode esperar é que se o cenário for de maior qualificação dos vínculos de trabalho ao longo do tempo, os filhos dessas pessoas no futuro também vão ter maior propensão a sair, e não depender de programas de transferência de renda, ou qualquer outro programa”, disse Pinho Neto.

Crianças e adolescentes sob tutela de alguém que tinha ensino médio completo tiveram taxa de saída maior (69,94%) do que quem não tinha o ensino fundamental completo (57,59%), segundo o estudo.

A taxa de saída foi maior entre homens (71,46%) do que entre mulheres (55,86%). No recorte de cor ou raça, foi maior entre brancos (71,78%) do que entre pretos (63,78%), amarelos (63%), pardos (61%) ou indígenas (44%).

Nesta semana o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou dados que apontam que as parcelas da população brasileira que viviam em condições de pobreza e extrema pobreza caíram em 2024 pelo terceiro ano consecutivo. A taxa de extrema pobreza atingiu 3,5% e a taxa de pobreza marcou 23,1% no ano passado.

O IBGE associou a nova redução a dois fatores: o processo de recuperação do mercado de trabalho e a manutenção do pagamento de benefícios sociais como o Bolsa Família.

A queda dos números, contudo, não eliminou a existência de disparidades regionais e de cor ou raça no país.

Leia Também: Banco Central desiste de regulamentar Pix parcelado



Fonte: Notícias ao Minuto

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Entidade de Defesa do consumidor critica recuo do BC na regulação do Pix Parcelado

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O Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) criticou a decisão do Banco Central de retardar a regulamentação do Pix Parcelado. Conforme mostrou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) na quinta-feira, 4, a autoridade monetária informou a participantes do mercado que a regulação, antes prevista para novembro, agora não tem prazo determinado.

Em comunicado, o Idec afirmou que o BC desistiu de criar regras comuns e optou por deixar o tema sob responsabilidade de cada instituição financeira.

Para a entidade, essa postura gera um ambiente de “desordem regulatória”, que pode favorecer abusos, confundir consumidores e agravar o endividamento no País.

Segundo o Idec, o BC proibiu o uso da marca “Pix Parcelado”, mas permitiu variações como “parcelas no Pix” ou “crédito no Pix”.

O instituto, porém, avalia que a mudança mantém consumidores expostos a produtos de crédito sem padrões mínimos de transparência ou previsibilidade sobre juros.

Banco Central desiste de regulamentar Pix parcelado

Decisão recebe críticas de entidade de direitos do consumidor

Folhapress | 05:10 – 05/12/2025



Fonte: Notícias ao Minuto

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INSS faz mutirão com quase 19 mil perícias médicas no fim de semana

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O Ministério da Previdência Social realizará neste sábado, 6, e no domingo, 7, um mutirão em 92 agências da Previdência Social de 22 Estados e do Distrito Federal. Ao todo, serão realizadas 18.868 perícias médicas, das quais mais de 13 mil estão agendadas, o que deve contribuir para a redução da fila de espera.

Cerca de seis mil vagas ainda estão disponíveis.

Como participar?

Os beneficiários que desejarem antecipar suas perícias podem entrar em contato com a Central de Atendimento, pelo telefone 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h, ou acessar o serviço Meu INSS, tanto no aplicativo para celular quanto no site.

“Ao confirmar o agendamento da avaliação médico pericial, o requerente deverá comparecer à agência no dia e horário marcados”, orienta a pasta.

Quais Estados terão mutirão?

Apenas os Estados do Amapá, Goiás, Paraíba, Roraima e Sergipe não farão parte da ação. Em todos os outros 22 Estados e no Distrito Federal, é possível consultar em quais unidades da Previdência Social haverá mutirão no site do Ministério da Previdência Social, no seguinte endereço na internet: (Site Previdência).

Os mutirões são realizados de forma conjunta entre o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e a Perícia Médica Federal.

Segundo a pasta, algumas localidades farão os atendimentos de forma presencial e outras por meio da Perícia Conectada, modalidade de atendimento remoto.

Banco Central desiste de regulamentar Pix parcelado

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Folhapress | 05:10 – 05/12/2025



Fonte: Notícias ao Minuto

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