Arquitetura
Edifício das Coordenadoras Associação Barreiros / Dall’Ovo Magalhães Arquitetura

Descrição enviada pela equipe de projeto. Seguindo na mesma proposição de atualização e identidade visual das edificações, a Associação Barreiros, localizada ao norte da Ilhabela, nos contratou para desenvolver o projeto de revitalização do edifício das Coordenadoras.
Tratava-se de uma edificação com características de casa de pescador, cuja disposição interna das alvenarias e seus espaços delimitados estavam defasados em relação aos acabamentos, materiais e, principalmente, seu espaço era insuficiente para atender com qualidade a demanda de profissionais que atuam na Associação.
Como história, a principal premissa era manter preservada a fachada original, voltada para a rua, portanto partimos para o acréscimo da área no lado posterior, nos fundos voltados para o Escritório, onde havia a varanda coberta por vidro.
Assim, “esticamos” a sala principal para os fundos, e utilizamos as características da estrutura metálica, como vencer grandes vãos com pouca altura de viga e rapidez de execução, bem como para manter o partido arquitetônico das demais edificações, para estruturar os novos limites da edificação, e ao mesmo tempo servir de apoio a toda a estrutura também metálica do telhado, composto pelo sistema de manta vinílica da Alwitra.
Com esse acréscimo de área, todo o layout foi revisto e remodelado, com novos mobiliários corporativos de primeira qualidade, somados à marcenaria de design exclusivo desenvolvida pelo nosso escritório.
As grandes janelas foram executadas em madeira, com rigor estético e primor de qualidade em seus mecanismos, garantindo a beleza e a praticidade de seu uso diário.
Uma grande porta central, de correr, permite que o ambiente, quando necessário, seja subdividido em dois, aumentando a versatilidade do espaço.
O acabamento de piso seguiu ao padrão utilizado nas demais edificações da Associação, adotando o porcelanato amadeirado em réguas, cuja resistência facilita a limpeza e minimiza a sua manutenção, ao mesmo tempo com excelente resultado visual.
Adotamos novamente a parede de taipa (técnica de excelente resistência mecânica e ótima qualidade de conforto térmico), agora numa alvenaria estrategicamente posicionada, e especificamos forro de pinus autoclavado tanto no seu interior quanto no beiral, trazendo uma ideia de continuidade à cobertura.
A varanda que já existia foi reformulada, mantendo o conceito de estrutura leve de madeira, cobertura de vidro laminado e forro tipo palhinha, de maneira a preservar a continuidade do conjunto e proteger os ambientes da forte incidência da luz e calor solar.
Fonte: Archdaily