Arquitetura
Edifício Lineu / Cité Arquitetura

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- Área:
4359 m²
Ano:
2024

Descrição enviada pela equipe de projeto. Rio de Janeiro, 2024 – Localizado em um terreno de esquina, a apenas uma quadra da Lagoa Rodrigo de Freitas, Rio de Janeiro, o Edifício Lineu, um dos mais recentes lançamentos de Cité Arquitetura para o Opportunnity Fundo de Investimento Imobiliário e para a incorporadora Performance, destaca-se pela conexão única com a paisagem e pela valorização de elementos históricos e naturais da região.

O projeto oferece vistas privilegiadas tanto para a icônica lagoa carioca quanto para o Cristo Redentor, fator que orientou a concepção dos apartamentos e da arquitetura do edifício.

Inspirado na história local, o projeto resgata a memória do terreno onde o prédio está inserido, que antes do aterramento fazia parte da própria Lagoa. Os reflexos da água e os tons de azul característicos do bairro – presentes nos azulejos modernistas do Hospital da Lagoa, vizinho ao projeto e projetado por Oscar Niemeyer, e nas construções históricas da Hípica e das vilas da região – serviram como referência para a paleta cromática. O uso de pedras naturais, de origem nacional, reforça a integração do edifício ao ambiente.

A fachada envidraçada, com varandas a toda volta que estendem a residência ao exterior, permite que o edifício aproveite ao máximo a luz natural e os reflexos da paisagem, criando um jogo interessante de iluminação. Perfis de alumínio foram adicionados como um detalhe estético e funcional, antecipando o uso de cortinas de vidro pelos moradores e garantindo a preservação do desenho da fachada.



A iluminação foi planejada com cuidado especial, harmonizando elementos da fachada, como o forro das varandas, os gradis e os guarda-corpos. O resultado é uma composição visual contínua e elegante, que valoriza a estética do edifício.

As áreas comuns, localizadas no térreo, foram desenhadas para garantir a privacidade dos moradores. Essa necessidade funcional deu origem à criação de um gradil que vai além de seu propósito prático, transformando-se em um elemento artístico. O gradil abriga um mural assinado pelo artista Alexandre Mancini, inspirado nos tradicionais azulejos do Hospital da Lagoa, trazendo arte para a cidade.



Cada andar abriga dois apartamentos amplos, com mais de 200 m², todos com vista direta para a Lagoa Rodrigo de Freitas, a partir da esquina de vidro da sala, e para o Cristo Redentor nos quartos, projetados para aproveitar ao máximo a posição longitudinal do terreno.



Aspectos funcionais também foram considerados no projeto, como a flexibilidade, com a possibilidade de integração entre cozinha e sala, ampliando este cômodo. Pensando no conforto ambiental e eficiência, a maioria dos banheiros teve a ventilação natural priorizada. Elementos externos, como gradis e paredes inclinadas da quina do prédio, ocultam as áreas de serviço, mantendo proporções harmônicas do edifício.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
DW! São Paulo 2026: Kura inaugura primeiro espaço fixo com abertura do Ateliê Kaue Fuoco

Depois de seis anos ativando edifícios históricos de São Paulo por meio de ocupações artísticas, o Kura inaugura seu primeiro espaço permanente durante a DW! Semana de Design de São Paulo 2026. Batizado de Ateliê Kaue Fuoco, o novo endereço marca uma mudança de escala no percurso do coletivo, cuja trajetória foi construída a partir da relação direta com a arquitetura e a memória urbana.
Desde a origem na Ocupação 9 de Julho, passando pelo edifício da antiga Telesp e pelo Noviciado do Ipiranga, o Kura desenvolveu um modo particular de ocupar espaços: cada lugar é tratado como parte do processo criativo, influenciando as obras, os materiais e as conexões que surgem ao longo do tempo.
Instalado em frente ao histórico prédio da antiga Telesp, projetado pelo arquiteto Franz Heep, o novo ateliê ocupa dois andares e um mezanino. O espaço passa a funcionar como base para criação, pesquisa e encontros, além de concentrar parte do repertório material acumulado nas ocupações realizadas pelo coletivo.
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DW! São Paulo 2026: Kura inaugura primeiro espaço fixo com abertura do Ateliê Kaue Fuoco
A própria configuração do ateliê revela esse processo. Mobiliários foram desenvolvidos a partir de garimpos urbanos, enquanto materiais reaproveitados da antiga companhia telefônica aparecem ressignificados em diferentes elementos do ambiente. O resultado é um espaço que funciona simultaneamente como ateliê, arquivo e laboratório de experimentação.
Kaue Fuoco, idealizador da plataforma Kura
Filippo Bamberghi | Estilo: Adriana Frattini
Durante a DW! 2026, o endereço recebe também uma série de intervenções e ativações artísticas. Entre os convidados estão Cebola, que apresenta uma projeção no subsolo em diálogo com equipamentos da antiga Telesp; Diego Alcenso Lemos (DAL), que realiza a customização de uma motocicleta ao vivo; Rodolpho Rivolta, com uma obra interativa baseada em espelhos; e Fernanda Romão, que apresenta uma instalação inédita.
A programação inclui ainda o projeto musical Deep Black Sea, criado por Santi Roig e Fernanda Romão, ampliando o caráter híbrido do espaço. A abertura do Ateliê Kaue Fuoco consolida, assim, um novo capítulo para o Kura, que passa a traduzir em endereço fixo a mesma lógica de experimentação e ativação cultural que marcou suas ocupações pela cidade.
Mobiliários foram desenvolvidos a partir de garimpos urbanos, enquanto materiais reaproveitados da antiga companhia telefônica aparecem ressignificados em diferentes elementos do ambiente
Filippo Bamberghi | Estilo: Adriana Frattini
Captação de vídeo: Rafael Belém
Edição de vídeo: Caíque Soares
Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
A casa de praia da arquiteta e designer Patricia Faragone, no Guarujá
Uma casa de vidro na mata, em que a simplicidade permite fácil leitura do projeto. É assim que a arquiteta, designer e artista Patricia Faragone resume o espírito de sua residência no Guarujá, litoral paulista. “Desde o início, queria uma casa de praia meio invisível na paisagem e com poucos elementos, algo que, para mim, é relaxante, não oferece poluição visual e funciona como um respiro.” Seu desejo era obter um espaço de liberdade, contato com a natureza, muita contemplação e inspiração para os trabalhos que são hoje seu grande foco profissional: tingimento manual de tecidos e, sobretudo, design de objetos de vidro soprado colecionáveis. “Não fosse pelo terreno em aclive acentuado, eu traria os fornos do meu ateliê para produzir minhas peças de vidro aqui”, diz ela, que integra o guia Homo Faber, plataforma digital global que mapeia e promove designers, artistas e artesãos de todo o mundo.
Arquitetura
Os segredos do design de interiores para melhorar a vida a dois
“De certa forma, a casa se torna um terceiro integrante do casamento. Ela pode tensionar ou sustentar. Pode invadir ou proteger. Um bom design de interiores não busca perfeição estética, mas coerência emocional: espaços em que exista intimidade sem isolamento, encontro sem invasão, ordem sem rigidez”, diz Paula. “Projetar para um bom casamento é, na verdade, projetar para que duas identidades possam crescer sob o mesmo teto sem deixar de se escolher todos os dias.”
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