Arquitetura
Edifício MOT-L Residence / Mário Martins Atelier

Descrição enviada pela equipe de projeto. O Mot-L Residence situa-se na parte alta e no ainda recente tecido urbano da cidade de Lagos. O empreendimento ocupa 3 Lotes, que se interligam num conjunto habitacional. O espaço central é o pátio ou a praça, um espaço exterior privilegiado de estar, para onde se voltam grande parte dos fogos. Aí, localiza-se a área de lazer, piscina, terraços exteriores e de espaços ajardinados envolventes e um pequeno edifício de apoio.
O pátio é ladeado por dois longos edifícios habitacionais de 4 pisos, robustos, de base paralelepipédica, recortado por rasgos horizontais, numa lógica geométrica que se repete ao longo do empreendimento. Os rasgos são negativos de um volume onde se desenvolvem amplas varandas / terraços complementares aos cerca de 90 apartamentos deste conjunto habitacional. O branco, pintado sobre o reboco, é claramente dominante. A cor branca acentua as sombras, que se criam nos generosos terraços suspensos, onde se as zonas exteriores de estar são mais aprazíveis e ganham sentido.
O cinza-esverdeado vem da pedra natural arenisca, presente no embasamento / piso 0, muros envolventes e planos diversos, que pela sua grande porosidade e sobriedade, oculta a sua presença, para soltar visualmente o edifício, dotá-lo de uma maior elegância e evidenciar um certo rigor geométrico.
As entradas nos dois edifícios são efetuadas por átrios, que se prolongam por longas galerias , dotadas de luz natural, que ilumina e os acessos e entradas dos apartamentos, destinados a habitação, que se quer de carácter permanente.
A profundidade das varandas / terraços estimulam a vivência no exterior e o desfrutar, com alguma intimidade, de um clima ameno e das vistas sobre a cidade.
Este empreendimento é desenhado para ser um novo quarteirão urbano, aberto à cidade, mas gozando de uma grande privacidade. É um compromisso com o espaço publico e um encadeamento com a envolvente.
É o prolongamento urbano do outro edifício que desenhámos, o Santa Maria. Em ambos os casos, trata-se de uma arquitetura própria do Sul, da agitação urbana, das sombras, dos pátios, mas também da intimidade dos espaços, por onde se espreita e se perde o nosso olhar.