Arquitetura
Edifício Residencial Parilly 116 / Tectoniques + BBC & associés

![]()
![]()
![]()
![]()


Descrição enviada pela equipe de projeto. O projeto integra o empreendimento Grand Parilly, localizado no sudeste de Lyon, França — uma área de 20 hectares na entrada da cidade, no cruzamento de importantes vias, reconhecida pela metrópole de Lyon como um setor estratégico de desenvolvimento. O projeto urbano organiza as quadras ao redor de um novo eixo ajardinado, “o sulco verde”, com volumetrias robustas e densidade relativamente alta. A proposta da Tectoniques assume essa densidade enquanto busca reduzir o impacto da escala dos lotes e aproveitar sua profundidade. Embora o layout e a massa dos edifícios estejam em conformidade com as regulamentações urbanísticas, também foram guiados por uma estratégia bioclimática e uma preocupação com a integração ao tecido urbano Faubourien que permanece ao sul. A fragmentação volumétrica gera uma planta variada, refinando os edifícios e criando 92% de apartamentos de orientação dupla ou servidos por corredores iluminados naturalmente.



A interface entre o espaço público e o privado é cuidadosamente projetada. Os espaços externos apresentam grandes áreas abertas e vegetadas. Eles formam bolsões de vegetação, realçados por mobiliários que convidam os visitantes a aproveitar o espaço. A vegetação desempenha um papel importante no resfriamento e na orientação das pessoas pelo edifício, ao mesmo tempo distanciando as instalações localizadas no térreo elevado. Uma série de usos está associada a essa sequência: terraços comunitários, áreas de compostagem, depósito para bicicletários e carrinhos de bebê, e caixas de correio. Os halls de entrada são vastos, com volumes duplos que formam um filtro entre o espaço público da rua e o espaço coletivo do projeto. Eles são projetados como espaços generosos e abertos. Equipados com contêineres coloridos, seu design modular e transformável os torna adequados para uma ampla gama de usos, incluindo aqueles que ainda não imaginamos (oficina de bricolagem, ponto de distribuição de alimentos, pequenas lojas, bar, etc.).

Os corredores comuns são dispostos longitudinalmente no centro de cada lote, dividindo-os em dois. Eles são envidraçados nas extremidades, proporcionando luz natural e vistas para fácil orientação. As residências são baseadas em princípios que promovem conforto e saúde: luz natural abundante e controlada, ventilação cruzada, volumes simples e fáceis de serem mobiliados e uma clara divisão entre dia e noite. A sala de estar e a cozinha estão posicionadas nas extremidades para se beneficiarem de uma dupla orientação, e contam com grandes varandas que ampliam o espaço para o exterior.



O projeto busca alcançar um certo grau de eficiência construtiva por meio de um sistema híbrido amplamente pré-fabricado: estrutura primária de concreto, fachada em estrutura de madeira e varandas montadas em um exoesqueleto metálico. O objetivo é reduzir a pegada de carbono da construção utilizando materiais de origem biológica na envoltória, enquanto mantém um orçamento limitado. O espaço de habitação é estritamente contido dentro de blocos simples, sem protuberâncias, sem lacunas e sem penetrações estruturais. O concreto é utilizado apenas para pisos e paredes divisórias, devido às suas qualidades mecânicas, de resistência ao fogo e acústicas.


isolamento é contínuo e aplicado externamente, por meio de um sistema de parede revestida com estrutura em madeira. As fachadas têm função puramente de fechamento do edifício. As elevações longitudinalmente pré-fabricadas (norte e sul), compostas por estrutura de madeira, são revestidas com ripas verticais texturizadas e integram caixilharia de alumínio instalada em oficina, incluindo revestimentos que formam as caixas das persianas. As lajes dos pavimentos são marcadas por faixas metálicas contínuas, que atendem às exigências de segurança contra incêndio. As varandas contam com pisos em concreto pré-fabricado, apoiados sobre uma estrutura de aço galvanizado que se projeta sobre os frontões de concreto bruto nas extremidades leste e oeste. Os guarda-corpos são formados por perfis metálicos planos com preenchimento em malha de aço galvanizado. Equipadas com brises metálicos tubulares de altura total, as varandas garantem privacidade, proteção climática e filtragem da luz natural. Já as fachadas das áreas comuns são compostas por painéis de policarbonato alveolar, montados sobre estrutura metálica galvanizada. Cada elemento construtivo é expresso com autenticidade, compondo uma paleta material sóbria e coerente.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa MJ / majo | ArchDaily Brasil

![]()
![]()
![]()
![]()

- Área:
250 m²
Ano:
2021
Fabricantes: Deca, Drenaltec, Luchi Esquadrias em Alumínio, Marmoraria Valinhos, Portobello, Solo Revestimentos, Teceart Móveis e Planejados

Descrição enviada pela equipe de projeto. Nossa casa foi pensada para ser muito mais do que apenas um local para viver; ela é uma extensão de quem somos. O conceito de integração entre os espaços foi um dos nossos maiores focos, permitindo uma convivência contínua e harmônica entre os ambientes internos e externos. Utilizamos materiais naturais, como a madeira, o concreto e o tijolo, que trazem autenticidade e aconchego ao projeto, sem perder o toque contemporâneo.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

![]()
![]()
![]()
![]()

- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
LEIA MAIS
🏡 Casa Vogue agora está no WhatsApp! Clique aqui e siga nosso canal
Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
LEIA MAIS
A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
Revistas Newsletter
Fonte: Casa Vogue
-
Arquitetura8 meses atrásCasa EJ / Leo Romano
-
Arquitetura8 meses atrásCasa Crua / Order Matter
-
Arquitetura8 meses atrásCasa AL / Taguá Arquitetura
-
Arquitetura9 meses atrásTerreiro do Trigo / Posto 9
-
Arquitetura8 meses atrásCasa São Pedro / FGMF
-
Arquitetura8 meses atrásCasa ON / Guillem Carrera
-
Arquitetura1 mês atrásCasa Tupin / BLOCO Arquitetos
-
Política9 meses atrásEUA desmente Eduardo Bolsonaro sobre sanções a Alexandre de Moraes


