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Edifício Unimed Federação / AT Arquitetura

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© Manuel Sá

Descrição enviada pela equipe de projeto. O edifício mais sustentável é aquele que já foi construído. O projeto da nova Unimed Federação em Porto Alegre é resultado da necessidade de reuso adaptativo, ampliação e modernização da antiga sede. A proposta busca estabelecer uma nova relação com o traçado urbano já estruturado, ao passo que, a partir da aquisição de três lotes adjacentes, o novo conjunto é concebido através de um gesto delicado de gentileza urbana, sob o qual a nova construção se afasta do passeio e cria uma praça pública, que atua como a transição entre cidade e edifício.

© Manuel Sá

Além dos desafios e complexidades técnico-construtivas de um projeto de ampliação, o projeto busca atender as necessidades da dinâmica de um espaço de trabalho que proporcione conforto para seus usuários, flexibilidade nos usos internos e atenda às demandas por uso de tecnologias construtivas sustentáveis.

Planta – Pavimento térreo
Corte A

O projeto articula um edifício de estrutura mista, unindo a estrutura existente do prédio original com um novo sistema estrutural independente, de forma a compor um único elemento arquitetônico. A estrutura antiga, preservada em pontos-chave, dialoga com elementos contemporâneos, conferindo caráter híbrido e respeitando a memória do lugar, enquanto a nova ala concede flexibilidade estrutural para as exigências modernas.

© Manuel Sá
© Manuel Sá

A fachada metálica assume papel protagonista: envoltória composta por painéis perfurados e brises de metal, que modulam a luz natural e garantem sombreamento, minimizando ganhos térmicos indesejados. Esta pele atua em conjunto com estratégias passivas de conforto — orientação solar otimizada, ventilação cruzada nos módulos de trabalho.

© Manuel Sá

Internamente, a planta livre proporciona variados tipos de espaços de trabalho: áreas de concentração silenciosa, ambientes colaborativos, salas modulares para reuniões, e espaços informais de convivência. A fluidez entre as zonas permite adaptação segundo necessidades operacionais, promovendo uma escala humana e flexível. A planta também maximiza vistas e iluminação natural, conectando visualmente interiores e paisagem urbana.

© Manuel Sá

O terraço na cobertura complementa o conjunto, oferecendo espaço aberto para uso comum, contemplação e socialização. Situado acima das áreas de uso intenso, atua como extensão da vida interior, lugar de encontro, de descanso e de lazer, que reforça a conexão com o entorno.

© Manuel Sá




Fonte: Archdaily

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