Tecnologia
Em seu 10º teste, Starship interrompe série de falhas e faz voo perfeito
SALVADOR NOGUEIRA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Alguns meses na salinha do castigo fizeram bem à SpaceX. Após uma pausa forçada com três voos malsucedidos, o último deles em maio, e uma explosão em solo durante um teste estático, em junho, o Starship realizou seu décimo voo cumprindo todos os objetivos estabelecidos pela empresa de Elon Musk.
A decolagem aconteceu na abertura da janela, às 20h30 desta terça-feira (26), depois de duas tentativas interrompidas no domingo (24) e na segunda (25), a primeira por um problema com sistemas de solo (vazamento em uma mangueira de propelente) e a segunda por condições meteorológicas adversas.
A terceira tentativa foi a boa, e o primeiro estágio realizou seu costumeiro bom trabalho na ascensão. Dos 33 motores, um falhou durante a subida, mas o foguete é projetado para ser resiliente à falha de alguns motores. Por sinal, a manobra de pouso do primeiro estágio, conhecido como Super Heavy, contou com um teste intencional em que um dos motores centrais era desligado e substituído automaticamente por um do anel intermediário. A descida se deu suavemente, sobre as águas do Golfo do México.
Quanto ao segundo estágio, o Starship propriamente dito, fez a escalada nominal até uma “quase órbita”, como previsto -foi essa a etapa que havia falhado nas três tentativas anteriores, duas delas ainda durante a ascensão, e uma terceira já na trajetória final, mas sem controle de atitude. A nave começou a girar por um vazamento de combustível, impedindo as etapas subsequentes do voo.
Não desta vez, contudo. Para essa missão, o Starship manteve sua estabilidade de atitude e conseguiu finalmente fazer o teste de liberação de oito simuladores de satélites Starlink, tecnologia crucial para o futuro uso do foguete para lançamento de mais componentes da constelação satelital que fornece internet rápida e de baixa latência em qualquer ponto do globo. Quando for para valer, serão 60 satélites lançados a cada voo.
E por que “quase órbita”? Para esses voos de teste, a SpaceX adota uma trajetória suborbital que faz com que o foguete complete dois terços de uma volta na Terra antes de reentrar naturalmente na atmosfera, sobre o oceano Índico. É uma medida de segurança para garantir que o veículo não fique em órbita como lixo espacial caso haja algum problema.
É claro, para futuros voos, será preciso atingir a velocidade orbital e aí, para a reentrada, um reacendimento dos motores do segundo estágio se faz necessário. Pouco mais de 37 minutos após a decolagem, o Starship realizou esse teste, reacendendo seu motor por um breve instante -algo que o fim prematuro dos voos anteriores havia impedido.
Depois disso, a emoção ficou por conta da reentrada, iniciada cerca de 45 minutos após a decolagem. Aqui muitos dos objetivos dos testes não dependiam de sistemas ativos -o principal desafio era observar o desempenho do escudo térmico do veículo, que, de propósito, contou com diversos tipos de telhas diferentes, variando em material, formato e espaçamento, além de ter alguns vãos entre eles, tudo para verificar sua capacidade de absorver o calor do reencontro com a atmosfera terrestre e proteger o interior da nave.
Esse é possivelmente o maior desafio técnico do Starship nessa fase de desenvolvimento -demonstrar um sistema de proteção térmica que permita a recuperação e a rápida utilização do veículo. Os experimentos conduzidos neste décimo voo estão longe de representar a configuração final, contudo já foram suficientes para manter a integridade da nave a ponto de reativar seus motores para um pouso suave no oceano Índico.
Ambos os estágios não serão recuperados, mas pela primeira vez a SpaceX consegue cumprir todos os objetivos de um voo integrado do Starship em sua segunda versão. O programa agora parece estar de volta aos trilhos, depois de um 2024 espetacular e um 2025 cheio de incertezas.
O sucesso, contudo, que não significa que não existam enormes avanços a serem feitos antes que o maior foguete do mundo possa ser usado em missões para a Lua (como quer a Nasa, com seu programa Artemis) e para Marte (como quer a SpaceX, pela obsessão de Elon Musk de promover a colonização do planeta vermelho).
Para este ano, a empresa espera voar mais um Starship na sua versão 2 para depois recomeçar os testes com a versão 3, em que o foguete mais uma vez ficará um pouco maior e terá motores Raptor atualizados. Espera-se que uma demonstração da recuperação do segundo estágio na plataforma, a exemplo do que já foi feito três vezes com o primeiro estágio, possa ser feita até o fim do ano.
Para o ano que vem, a SpaceX espera demonstrar o reabastecimento em órbita. E então testar exaustivamente o foguete e demonstrar um pouso lunar não tripulado, passo essencial antes que astronautas possam voar a bordo dela para a missão Artemis 3, a primeira alunissagem do programa. No momento, ela está marcada para 2027, porém nem mesmo os maiores entusiastas da SpaceX acreditam que o Starship estará pronto para isso em pouco mais de dois anos. Veremos.
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Tecnologia
Windows: Confira 5 dicas para tornar o seu computador mais rápido
Ninguém gosta de trabalhar em um computador com Windows lento, mas, infelizmente, a passagem do tempo faz com que o uso contínuo resulte em um desempenho cada vez pior. No entanto, isso não precisa ser necessariamente assim.
A boa notícia é que existem algumas medidas que você pode adotar para cuidar do seu computador e deixá-lo um pouco mais rápido. Para isso, vale assumir uma postura proativa e seguir determinadas práticas que ajudam a acelerar o funcionamento da sua máquina de trabalho.
O site TechTudo reuniu cinco dicas simples que podem ser colocadas em prática imediatamente para melhorar o desempenho do computador. Algumas delas, inclusive, podem ter efeito imediato logo ao iniciar o dispositivo.
Como melhorar o desempenho do computador:
- Desative os programas que iniciam junto com o Windows;
- Ative o modo “Melhor desempenho”;
- Reduza a quantidade de efeitos visuais do sistema;
- Libere espaço de armazenamento e exclua arquivos temporários;
- Verifique quais programas estão sendo executados em segundo plano.
Fontes: Notícias ao Minuto
Tecnologia
O que é a Lua de Neve, fenômeno que iluminará o céu neste domingo
Neste domingo, 1º, a noite ficará ainda mais bela e iluminada com a chamada Lua de Neve, cujo ápice ocorre às 19h09. Para os interessados, o fenômeno será visível em todo o território nacional, dependendo, evidentemente, da boa vontade das condições meteorológicas.
Embora o nome seja bastante sugestivo, a Lua de Neve não entregará nenhum efeito visual digno de uma produção da Disney. Trata-se da Lua Cheia de fevereiro, revestida de um simbolismo que atravessa séculos.
O apelido tem origem nos povos indígenas da América do Norte, que tinham o hábito de batizar as luas conforme o clima local. Como fevereiro é o auge do inverno no Hemisfério Norte, o nome é autoexplicativo.
Registros históricos mostram que o satélite também já foi chamado de Lua da Fome, uma referência menos poética e bem mais realista à escassez de alimentos no fim do rigoroso inverno. Por razões óbvias de relações públicas, o termo \”Neve\” acabou prevalecendo no imaginário popular.
A Lua de Neve é uma superlua?
Não. Apesar do nome chamativo, a Lua de Neve não é, necessariamente, uma superlua. O termo superlua é usado quando a Lua Cheia coincide com o perigeu, ponto de sua órbita em que ela está mais próxima da Terra. Nesses casos, o satélite parece ligeiramente maior e mais brilhante no céu.
Neste domingo, a Lua estará cheia, mas a uma distância média, sem o aumento perceptível de tamanho ou brilho que caracterizam uma superlua. Ainda assim, as condições de observação continuam excelentes, especialmente em locais com pouca poluição luminosa.
Do ponto de vista astronômico, a Lua de Neve é uma Lua Cheia comum, visível durante toda a noite, nascendo ao pôr do sol e se pondo ao amanhecer. Seu brilho intenso pode ofuscar estrelas mais fracas, mas favorece observações a olho nu e fotografias de paisagens noturnas.
E sob o olhar da astrologia?
Na astrologia, a Lua Cheia é tradicionalmente associada a culminações, revelações e encerramentos de ciclos. A Lua de Neve, em especial, costuma ser interpretada como um momento de resiliência, introspecção e preparação para mudanças.
Astrólogos também a associam a processos internos. Desse modo, focam em revisão de metas, limpeza emocional e fortalecimento de estruturas pessoais; em sintonia com a ideia de atravessar o \”inverno\” para chegar à renovação.
A Lua cheia deste domingo ocorre em Leão, um signo que não aceita o papel de coadjuvante. Além disso, o ápice ocorre com Ascendente também em Leão, com o foco sobre a imagem que projetamos.
Em um mundo saturado pelos ruídos das redes sociais, o céu sugere que o verdadeiro prestígio não está nos algoritmos. É o momento de revisar sua \”marca pessoal\” sob uma ótica de autenticidade, não de engajamento.
Vale a pena observar a Lua de Neve?
Mesmo sem ser uma superlua, o fenômeno é um convite honesto para pausar o scrolling infinito e olhar para cima. Em um mundo de distrações digitais, reconectar-se com os ritmos naturais é um luxo analógico.
Basta um céu limpo e alguns minutos de descompressão. O espetáculo é garantido, gratuito e, felizmente, livre de anúncios.
Quais são as próximas luas cheias de 2026
A maioria dos anos têm 12 luas cheias, mas 2026 terá 13. Confira abaixo as datas, de acordo com o Departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG/USP). Os nomes seguem os padrões dos nativos americanos, segundo o The Old Farmers Almanac.
1º de fevereiro – Lua de Neve
3 de março – Lua da Minhoca
1º de abril – Lua Rosa
1º de maio – Lua das Flores
31 de maio – Lua Azul
29 de junho – Lua de Morango
29 de julho – Lua dos Cervos
28 de agosto – Lua de Esturjão
26 de setembro – Lua do Milho (Lua da Colheita)
26 de outubro – Lua do Caçador
24 de novembro – Lua do Castor
23 de dezembro – Lua Fria
Tecnologia
Nvidia é a empresa mais valiosa do mundo. Mas quanto paga a engenheiros?
O trabalho da Nvidia no desenvolvimento de chips de Inteligência Artificial lhe garantiu o status de empresa mais valiosa do mundo, com um valor estimado em 4,56 trilhões de dólares.
Com a ascensão meteórica da companhia nos últimos anos, torna-se especialmente interessante entender como a Nvidia busca reter e atrair talentos por meio de compensações financeiras.
Como informa o site Business Insider, a Nvidia não divulga os salários de seus funcionários, o que faz com que seja possível ter apenas uma estimativa a partir de documentos enviados ao Departamento do Trabalho dos Estados Unidos para a solicitação de vistos H-1B — um tipo de visto que permite que empresas norte-americanas contratem profissionais estrangeiros altamente qualificados.
A partir desses documentos, é possível observar que o salário-base de um engenheiro de software na Nvidia varia entre US$ 92 mil e US$ 425,5 mil por ano. Já os cientistas de pesquisa recebem entre US$ 104 mil e US$ 431,25 mil (cerca de 87.574 a 363.254 euros) anuais. Um gerente de produto, por sua vez, pode ganhar entre US$ 131.029 e US$ 379.500 (aproximadamente 110.369 a 319.664 euros) por ano.
É importante destacar que esses valores não incluem bônus nem participação acionária, o que significa que a remuneração total pode alcançar patamares significativamente mais altos.
A “guerra por talentos” entre as gigantes da tecnologia nos Estados Unidos se intensificou nos últimos anos, com a área de Inteligência Artificial se tornando um verdadeiro campo de batalha, no qual empresas como Meta, OpenAI, Google, Microsoft, Amazon e Apple, entre outras, disputam os principais especialistas do setor.
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