Arquitetura
Escola AHS Reininghaus / j-c-k

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Descrição enviada pela equipe de projeto. Planejamento urbano. Uma escola para 1000 alunos deveria ser construída para o recém-desenvolvido distrito Reininghaus. O empreendimento de 4 andares da AHS Reininghaus se estende em forma de “L” ao longo das ruas Am Steinfeld e Margarethe-Schütte-Lihotzky-Straße e forma o extremo nordeste do Quartier 12, que protege contra o ruído. O recuo central em direção ao sudoeste fragmenta a massa compacta do edifício, criando uma sequência marcante de incisões em terraços.


O pátio escolar verde está localizado na parte frontal. Cercado pelo edifício, funciona como um espaço semipúblico acolhedor para encontros e convivência. Ele se conecta à escola primária vizinha e possibilita a interseção do espaço público entre as duas instituições.

Auditório – Pátio escolar. As salas multifuncionais transparentes – auditório, refeitório e salão multiuso – estão posicionadas ao redor do pátio escolar. O hall de recepção de dois andares é emoldurado ao leste por uma ampla escadaria com vista para o pátio escolar, que pode ser utilizada como arquibancada. No cotidiano escolar, o térreo oferece amplo espaço para intervalos, exposições temporárias e aulas coletivas. Esse ambiente pode ainda ser combinado de forma flexível para a realização de eventos.

Fita e Núcleo. O princípio orientador do projeto é a interação entre duas camadas: a “fita”, que abriga as salas de aula organizadas em uma faixa compacta com orientação externa, e o núcleo, que cria um ambiente de aprendizado mágico e inspirador, promovendo a experiência de comunidade. Forma-se uma rede espacial fluida de ilhas de aprendizado, corredores multifuncionais e jardins em terraços, banhados por luz natural e com vistas em múltiplos níveis. Os terraços verdes recortados e o pátio escolar permanecem sempre perceptíveis, facilitando a orientação.


Áreas funcionais: Grupos e Departamentos. A escola secundária é organizada em grupos, enquanto o ensino médio se estrutura em departamentos pedagogicamente ainda experimentais. Nesses departamentos, o ensino ocorre exclusivamente dentro de suas respectivas unidades. A Base Comunitária oferece um espaço social de encontro. As áreas autônomas para os grupos e a Base Comunitária situam-se nas extremidades de cada um dos três andares superiores. Cada grupo contempla quatro salas de aula e uma zona de aprendizado flexível e aberta. Tanto os grupos quanto a Base Comunitária transmitem uma sensação de segurança e acolhimento. Entre eles, estão localizados os departamentos, cujas ilhas de aprendizado mantêm contato direto com os jardins em terraço. Todas as ilhas de aprendizado, que funcionam como sub-centros, são equipadas com mesas de encontro.


Acesso. O sistema de acesso, concebido para ser o mais curto e claro possível, consiste em dois núcleos que conectam todos os grupos e departamentos sem atravessar outras áreas funcionais. Assim, todas as salas são acessíveis sem barreiras. Além disso, a escadaria central conduz diretamente à área administrativa no primeiro andar. No subsolo, encontram-se três quadras de esporte que se abrem visualmente para o auditório por meio de amplas janelas internas. Uma segunda entrada permite o uso externo dos ginásios, bem como o acesso direto ao campo esportivo comunitário.

Paisagem e Fachada. O pátio escolar, com um bosque disperso de árvores, oferece uma área central aberta e zonas sombreadas com assentos. Os jardins em terraço são cobertos por plantas trepadeiras que, quando plenamente desenvolvidas, funcionarão como proteção solar e ajudarão a combater o superaquecimento. Ao longo do ano, essas plantas proporcionam diferentes impressões — flores, fragrâncias e as cores outonais das folhas. Uma escada externa conecta toda a paisagem de terraços e a cobertura. Nela, encontram-se diversas áreas recreativas verdes e sombreadas, que podem ser utilizadas como salas de aula ao ar livre.


A cobertura impressiona com quadras de recreação, uma pista de corrida e uma parede de escalada. O design da fachada prolonga a ideia de embelezar o edifício e confere à escola uma identidade amigável em um entorno ainda pouco desenvolvido. As gradações na paleta de cores fragmentam visualmente o volume à medida que se elevam em direção ao topo.

Identidade. O design de interiores e os murais integram-se a um conceito geral coordenado por cores, que organiza áreas específicas por meio de um sistema de orientação gráfica e textual. Superfícies de madeira e tonalidades quentes elevam a atmosfera acolhedora e inspiradora do ambiente. A arquitetura sustenta o propósito do “AHS Reininghaus — fomentando uma nova geração de pensadores criativos”.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
Arquitetura
Nova Prefeitura de Scharrachbergheim / AL PEPE architects

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- Área:
300 m²
Ano:
2025
Fabricantes: Artemide, Briqueterie Lanter, FARO Barcelona, Fils, Hoppe, Modelec, Auson

Descrição enviada pela equipe de projeto. A nova prefeitura de Scharrachbergheim, uma pequena vila da Alsácia, busca horizontalidade e transparência para se integrar ao magnífico entorno arborizado. A malha estrutural externa em madeira afirma o caráter público do edifício e garante uma estética atemporal. O tom escuro e aveludado do piche de pinho que protege a madeira, junto às proporções refinadas dos pilares, dialogam tanto com o enxaimel tradicional da vila quanto com as árvores do sítio. O revestimento em malha expandida de aço corten confere à fachada uma aparência quase têxtil e remete às tonalidades da pedra local (arenito dos Vosges), muito presente no núcleo histórico. O conjunto é contemporâneo e, ao mesmo tempo, enraizado; rigoroso, mas delicado — como se sempre tivesse feito parte do lugar.

Fonte: Archdaily
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