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Mercados públicos: arquitetura do encontro e da troca

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2024
Fabricantes: Dongpeng ceramic tile, Guangdong Fenglu Aluminum Co., Ltd., Nippon Paint China

Descrição enviada pela equipe de projeto. Filosofia de Projeto: Quando campi convencionais compartimentam o espaço em contêineres padronizados — salas de aula, corredores, pátios — nós redefinimos a escola sob a ótica de “o espaço como pedagogia”. Aqui, os edifícios deixam de ser meros conjuntos funcionais e passam a se comportar como organismos vivos que estimulam a exploração. A prática inovadora daEscola Experimental de Baoying demonstra que, quando a arquitetura abdica voluntariamente do controle, o espaço se transforma em um catalisador para o crescimento autônomo.


De Configurações Fixas a Espaços que Potencializam o Crescimento: Três estratégias espaciais orientam o projeto. Primeiro, reservas flexíveis de espaço, onde vazios intencionais e áreas elásticas tornam-se terreno fértil para o desenvolvimento autônomo. Segundo, cenários definidos pelos próprios usuários, empoderando as crianças como coreógrafas do espaço — em vez de impor trajetos rígidos, permitindo apropriações orgânicas. Por fim, a dissolução das fronteiras espaciais, fazendo o aprendizado transbordar das salas de aula para espaços intermediários: corredores que viram galerias, pátios que se tornam laboratórios ao ar livre e coberturas que funcionam como salas de aula suspensas. Com essas três estratégias, a Escola Experimental da Nova Cidade de Baoying cria um ecossistema dinâmico de aprendizagem, onde o desenvolvimento dos alunos molda ativamente a evolução arquitetônica, fomentando um ambiente explorável, criável e em constante crescimento.

A escola foi planejada como uma instituição moderna e exemplar de ensino obrigatório integrado de nove anos (combinando ensino fundamental e médio). O terreno total ocupa cerca de 91.500 m², com área construída total de 77.000 m² (incluindo estacionamento subterrâneo). A área construída acima do solo é de aproximadamente 72.000 m², enquanto a parte subterrânea soma cerca de 5.000 m². O ensino fundamental conta com 36 turmas (6 por série, cerca de 45 alunos por turma). O ensino médio também possui 36 turmas (12 por série, cerca de 50 alunos por turma). A capacidade total é de 3.420 estudantes.


Exploração de Projeto: Inspirada nas academias tradicionais, a proposta adota um layout de blocos de ensino em formato de “alfinete”. Cada bloco possui um pátio interno independente, formando um espaço de ensino bem estruturado. Pelo controle implícito de eixos e pela sobreposição de paisagismo, integra-se o “sistema do ritual” ao “sistema da música”. Áreas funcionais compartilhadas (bibliotecas, ginásios, refeitórios) alinham-se ao eixo principal, servindo como núcleo de atividades e interação social. Plataformas sobrepostas e interligadas enriquecem a hierarquia espacial e oferecem suporte para a exploração livre dos estudantes. Assim, o projeto preserva a sensação de ordem cultural das academias tradicionais, ao mesmo tempo em que promove comunicação e colaboração interséries por meio de espaços abertos e compartilhados.

Nas unidades de ensino fundamental, as salas de aula foram pensadas como “salas de estar” educacionais, integradas a corredores ampliados. Isso permite que os alunos cheguem rapidamente à área de atividades nos intervalos. Nessas áreas, divisórias suaves garantem segurança e autonomia, sem impedir a comunicação entre grupos. Diferente dos campi tradicionais, onde o intervalo e a vida pós-aula são separados, esta proposta aproxima ao máximo aprendizado, convivência e lazer. Além disso, a escola reserva espaços para salas móveis, possibilitando expansão futura conforme o aumento da demanda.


Por fim, o desenho das fachadas inspira-se em edifícios educacionais clássicos nacionais e internacionais, transmitindo elegância, estabilidade e caráter cultural, estabelecendo um marco arquitetônico e educacional em Baoying. Os blocos de ensino criam uma fachada rítmica por meio de elementos verticais de sombreamento, lembrando livros em uma estante. As cores predominantes são branco e tons amadeirados, com detalhes em vermelho, azul e verde. Edifícios multifuncionais, como o prédio administrativo e o de transporte de alimentos, apresentam formas mais simples e imponentes, tornando-se referências no campus. A fachada combina técnicas de paredes de janela da engenharia civil com alvenaria estrutural, criando efeitos verticais ricos. As linhas verticais são padronizadas por módulos unitários, otimizando custos e prazos. Para garantir acabamento refinado e segurança, a estrutura adota práticas tradicionais de engenharia como suporte básico, com fechamento final em placas de alumínio sobre caixilhos de cortina.


Conceito Urbano EOD: A Nova Cidade Sul de Baoying redefine o valor das instalações de apoio de alta qualidade sob a perspectiva do desenho urbano. No modelo “Núcleo Educacional + Círculo de Serviços + Cadeia Ecológica”, organiza-se um sistema triplo: um polo educacional (Escola Experimental de Baoying, complexo de creches), um anel de serviços à população (mercados inteligentes, estações de cuidados para idosos, unidades de integração policial e comunitária) e uma faixa de vitalidade à beira d’água (complexos comerciais ecológicos, feiras culturais e criativas). Esses elementos se entrelaçam em um círculo de vida de 15 minutos, conectado por um sistema tridimensional de mobilidade lenta. Como motor central, a Escola Experimental de Baoying incorpora o conceito de “educação espacial” no planejamento e na arquitetura. Rompendo os limites do campus tradicional, o projeto inclui ginásios conversíveis, parques esportivos comunitários e hubs de transporte integrados, transformando a escola não apenas em um complexo educacional, mas também em um polo de serviços públicos com raio de alcance de 3 km.


Conclusão: O projeto arquitetônico e espacial da Escola Experimental de Baoying, em Yangzhou, constrói um ecossistema educacional acolhedor, memorável e flexível por meio de dois eixos centrais: o “motor de aprendizagem baseada em cenários” e o “gene do compartilhamento comunitário”. Sua essência está em usar o espaço como meio para transformar metas educacionais — como preservação cultural, saúde mental e adaptação social — em ambientes físicos perceptíveis, concretizando o profundo valor do conceito “o espaço como educação”.



A arquitetura costuma ser representada como um objeto estável: um edifício capturado em um momento de clareza visual, isolado das contingências ao redor. Plantas, cortes e fotografias prometem legibilidade ao suspender o tempo. No entanto, muitos dos espaços públicos mais duradouros do mundo resistem completamente a esse modo de representação. Eles não foram feitos para serem compreendidos de imediato, nem revelam sua lógica apenas pela forma. Sua inteligência espacial emerge aos poucos — pela repetição, pela ocupação e pela duração.
O bazar se insere com firmeza nessa categoria. Ele não pode ser entendido por um único desenho ou por uma elevação finalizada. Sua organização não é fixa, é ensaiada diariamente. O que o sustenta não é apenas a composição arquitetônica, mas o tempo compartilhado, a memória coletiva e padrões de uso construídos ao longo dos anos. A convivência no bazar não nasce de decisões formais de projeto; ela é produzida por encontros repetidos, proximidades negociadas e familiaridade social acumulada no tempo.
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Observar um bazar com atenção é reconhecer a arquitetura operando como um sistema temporal. Mercados não funcionam de maneira contínua e uniforme. Eles se montam, se intensificam, pausam, se transformam e se dissolvem — muitas vezes dentro de um único dia. Da atividade noturna do Mercado de Flores Dadar, em Mumbai, à precisão matinal do Mercado de Tsukiji, em Tóquio, esses ambientes são regidos menos por fechamentos espaciais e mais por coordenação no tempo.
Mercados públicos: arquitetura do encontro e da troca
A regulação acontece por repetição, não por imposição. A orientação se dá pela familiaridade, não pela sinalização. A memória assume o papel que, em geral, caberia às paredes e aos limites físicos. Ao longo do dia, ferramentas arquitetônicas convencionais começam a perder relevância. Plantas não conseguem registrar o movimento; diagramas de zoneamento falham em captar a sobreposição. Em seu lugar, é preciso outro tipo de leitura espacial — uma que reconheça o tempo como estrutura organizadora e o comportamento como um material arquitetônico central.

Entre a meia-noite e o início da manhã, muitos mercados se formam fora do olhar da cidade. No Mercado de Flores KR, em Bengaluru, essa lógica temporal está ligada ao papel da cidade como polo agrícola e comercial regional. As flores chegam durante a noite, vindas de distritos vizinhos e outros estados, sincronizadas com a demanda do atacado nas primeiras horas do dia e com a necessidade de evitar o calor e o trânsito diurnos. O mercado ocupa um tecido urbano denso, sobreposto por rotas de transporte, instituições religiosas e ruas comerciais históricas. Sua montagem segue o hábito, não a alocação formal.

Superfícies temporárias são estendidas. Feixes de flores definem bordas e caminhos. Poucos estandes existem no sentido arquitetônico tradicional, mas os limites espaciais são claramente compreendidos. Os vendedores retornam aos mesmos pontos todos os dias, guiados pelo reconhecimento social, não por marcações físicas. O território se mantém pela continuidade, não pela posse. A ordem espacial é construída coletivamente, sem infraestrutura visível ou controle centralizado. Aqui, o bazar revela uma inteligência arquitetônica raramente reconhecida: ambientes feitos pela repetição, e não pela permanência; legibilidade sustentada pela memória, e não pelo fechamento material.
Nas primeiras horas da manhã, a atividade se intensifica. Troca no atacado, compras no varejo, logística e demandas rituais se sobrepõem num intervalo de tempo extremamente comprimido. A proximidade do mercado com ruas comerciais e áreas de culto o insere num tecido urbano historicamente denso. Do ponto de vista do planejamento, essa concentração costuma ser lida como desordem. No nível do chão, porém, o espaço opera com precisão.

Os fluxos se ajustam em torno de carrinhos, motos e carregadores. Certos caminhos se alargam ou se estreitam conforme o volume, não conforme a dimensão física. Limiares mudam de função sem alteração arquitetônica. O que parece caótico de cima funciona como um sistema calibrado por hábito, familiaridade e ajuste mútuo. Aqui, a densidade não indica falha do planejamento — indica sucesso da organização temporal. A arquitetura atua menos como separação e mais como estrutura para negociação constante.
Com o avanço do dia, a intensidade diminui. A ênfase passa da transação ao descanso, à manutenção e à troca social. Em mercados como o de Mapusa, em Goa, essa desaceleração é estrutural. O ritmo do mercado se vincula mais aos ciclos agrícolas semanais e sazonais do que à demanda diária. O pico ocorre pela manhã; depois, o tempo se alonga.

Nessas horas, o mercado se expande e se contrai no tempo, não no espaço. A forma construída oferece sombra, bordas e superfícies duráveis, mas recua em protagonismo. A organização se dá por expectativa mútua. Conversas se estendem. Assentos improvisados surgem onde nada foi projetado. O mercado continua ocupando o espaço sem produzir troca material. Essa pausa não é ineficiência — é inteligência espacial. Ela permite que o sistema se recupere e se sustente ao longo das semanas e estações.
À medida que o comércio se encerra, muitos mercados se transformam profundamente. No Campo de’ Fiori, em Roma, a retirada das barracas revela uma praça cívica. O mesmo chão que sustentava caixas e circulação pela manhã passa a acolher encontros e lazer à noite.

Essa mudança acontece sem qualquer intervenção arquitetônica ou reprogramação formal. O uso se transforma, mas a memória do espaço permanece. Mesmo sem as barracas e objetos, os vestígios do mercado continuam legíveis, e as pessoas ainda reconhecem onde a atividade acontecia, orientando-se pela familiaridade — não por placas ou dispositivos de design. O espaço não precisa anunciar sua nova função; ele simplesmente a incorpora. O êxito desses ambientes não está na “flexibilidade” como recurso projetado, mas na ausência de restrições. A arquitetura se mantém aberta o suficiente para acolher diferentes condições sociais ao longo do tempo, sem impor hierarquias nem fixar permanências. Ao evitar definir o uso com excesso de precisão, o mercado garante continuidade entre o comércio e a vida pública, mostrando como a arquitetura permanece relevante quando permite que os programas evoluam, em vez de exigir estabilidade.
À noite, o bazar quase desaparece. Estruturas temporárias somem. Os objetos vão embora. Em mercados como o Ballarò, em Palermo, quase nada resta fisicamente — mas a ordem espacial continua viva na memória coletiva. O mercado não depende de preservação formal. Ele sobrevive por ensaio diário.

Com o tempo, a questão muda: não é mais como projetar mercados, mas como os mercados moldam o comportamento espacial. O bazar ensina negociação, timing e convivência. Ele produz coletividade não pela forma, mas pelo uso contínuo. Não se trata de romantizar a informalidade, mas de ampliar o modo como a arquitetura observa o espaço vivido. Quando espaço e tempo são inseparáveis, a representação também precisa ser. O bazar não pede outra arquitetura. Ele pede outras formas de enxergar a arquitetura como ela é vivida.
Este artigo é parte dos Temas do ArchDaily: Construindo lugares de encontro. Mensalmente, exploramos um tema em profundidade através de artigos, entrevistas, notícias e projetos de arquitetura. Convidamos você a conhecer mais sobre os temas do ArchDaily. E, como sempre, o ArchDaily está aberto a contribuições de nossas leitoras e leitores; se você quiser enviar um artigo ou projeto, entre em contato.
Timothée Chalamet cresceu no Manhattan Plaza, um edifício de 46 andares localizado no bairro de Hell’s Kitchen, em Manhattan. Concluído em 1977, o complexo oferece moradias subsidiadas para famílias de renda média, dentro do programa habitacional Mitchell-Lama da cidade de Nova York. O prédio abriga muitos artistas, o que lhe rendeu o apelido de “o quarto da Broadway” (Broadway’s Bedroom). Entre outros moradores famosos estão Colman Domingo, Alicia Keys, Angela Lansbury, Mickey Rourke e Larry David (que inspirou o personagem Cosmo Kramer na série Seinfeld). Em certa época, Samuel L. Jackson chegou a trabalhar ali como segurança.

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Descrição enviada pela equipe de projeto. Este edifício é a nova sede do nosso escritório de arquitetura e da nossa oficina de carpintaria. Por que nós, um escritório de arquitetura, decidimos criar uma oficina de marcenaria? Em Okinawa, tornou-se comum que muitos edifícios comerciais utilizem estruturas de concreto armado combinadas com caixilhos de alumínio. No entanto, em grande parte de nossos projetos, optamos por projetar e instalar caixilhos de madeira nas aberturas — elementos com os quais as pessoas entram em contato direto no cotidiano e que influenciam significativamente a qualidade do espaço.

Casa EJ / Leo Romano
Casa Crua / Order Matter
Casa AL / Taguá Arquitetura
Terreiro do Trigo / Posto 9
Casa São Pedro / FGMF
Casa ON / Guillem Carrera
Casa Tupin / BLOCO Arquitetos
EUA desmente Eduardo Bolsonaro sobre sanções a Alexandre de Moraes