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Escritório L-ARA / L-ARA Arquitetura

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Descrição enviada pela equipe de projeto. Por meio de uma abordagem contemporânea, o projeto traduz a cultura local com materiais autênticos, soluções sensíveis e produção artesanal.

© André Miguel Coronha

Baseado na cidade histórica de Tiradentes, em Minas Gerais, o projeto do escritório partiu de uma premissa essencial: transformar o espaço construído em uma extensão da identidade do lugar e da atuação arquitetônica local. O resultado é um ambiente que dialoga com a cultura mineira por meio de uma materialidade afetiva, soluções espaciais fluidas e um forte vínculo com o fazer manual.

© André Miguel Coronha
Planta baixa
© André Miguel Coronha

A intervenção foi concebida para otimizar o uso de um espaço com limitações físicas, adotando uma lógica de trabalho colaborativo e fluido. O layout valoriza a ventilação cruzada e a iluminação natural, elementos fundamentais para garantir conforto e qualidade espacial. A planta livre e a ausência de barreiras físicas reforçam a integração entre os setores e promovem uma dinâmica de uso contínua e adaptável.

© André Miguel Coronha

A setorização é sutil e ocorre a partir de uma combinação entre layout, iluminação e divisórias translúcidas, que delimitam os espaços sem interromper a fluidez visual. A proposta privilegia a experiência sensorial e a percepção ampliada do ambiente, criando zonas de trabalho, convivência e exposição que se sobrepõem e se transformam ao longo do tempo.

© André Miguel Coronha

Mais do que atender a necessidades funcionais, o projeto se propõe a comunicar o papel do escritório no cenário arquitetônico local, regional e nacional. Nesse sentido, a curadoria de materiais, formas e técnicas adotadas foi orientada por uma reflexão sobre origem, significado e representação. Com exceção das cadeiras e poltronas, todos os elementos foram desenvolvidos e executados na região, reforçando o senso de pertencimento e contribuindo para o fortalecimento da cadeia produtiva local.

© André Miguel Coronha

Uma base expositiva — uma “caixa areia” — destaca os mobiliários e objetos, estabelecendo um contraste com o piso original em cimento queimado. Essa solução transforma o cotidiano em vitrine, e o uso em curadoria.

© André Miguel Coronha

O projeto estabelece relações entre matéria e memória, forma e afeto. A porta principal, que combina aço e madeira, simboliza o limiar entre o urbano e o artesanal. Estações de trabalho em madeira de demolição, luminárias em latão e tecido, e superfícies em pedra-sabão e mármore revelam a beleza imperfeita e orgânica dos materiais naturais. Divisórias de madeira e vidro canelado filtram a luz de forma delicada, enquanto armários e prateleiras abrigam objetos e histórias que se acumulam no tempo.

© André Miguel Coronha

Para ancorar ainda mais o espaço em seu território, uma cuidadosa seleção de peças do artesanato regional compõe o ambiente, costurando narrativas que ligam o fazer manual ao campo simbólico da arquitetura.

© André Miguel Coronha





Fonte: Archdaily

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