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Escultura Aquática LJ / P PLUS arhitekti + m.kocbek architects

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© Ana Skobe

Descrição enviada pela equipe de projeto. No próprio centro de Ljubljana, uma escultura de água foi concretizada nove anos após vencer um concurso público de arquitetura. Concebida como uma contribuição simultaneamente espacial e simbólica para o espaço público da cidade, introduz um microambiente distinto no interior do denso tecido urbano: uma pequena “plataforma” urbana cuja forma contínua e arredondada estabelece um espaço diferenciado, quase íntimo, em meio à dinâmica da cidade. 

© Ana Skobe

Configurada como um percurso espacial contínuo, a escultura enquadra e orienta as vistas, gerando uma sequência de experiências visuais em permanente transformação. Para quem passa, apresenta uma silhueta dinâmica que se revela de forma distinta a partir de cada ponto de observação.

© Ana Skobe
© Ana Skobe

A escultura não é um objeto pensado apenas para ser contornado. É concebida como uma experiência espacial que convida os transeuntes a fazerem parte dela. Em vez de separar o observador da obra, integra-o através do movimento, do toque, do sentar e da permanência no espaço definido pelas suas linhas. Cria um lugar que não é apenas visto, mas vivido.

© Ana Skobe

No plano simbólico, a escultura evoca movimento, fluxo, circulação, fluidez e conexão. É uma homenagem à água potável e uma metáfora dos ciclos eternos da natureza. Representa o equilíbrio dinâmico do mundo e dos processos naturais, baseados no fluxo constante, na transformação e na interligação de todas as formas de vida. O movimento da água no interior da escultura torna-se uma metáfora desse entrelaçamento: um fluxo ininterrupto que liga o visível ao invisível, o material ao imaterial, o individual ao todo.

© Ana Skobe

Dessa forma, a escultura de água ultrapassa um papel meramente estético ou funcional, afirmando-se como um espaço de contemplação, de respeito pela natureza e de reflexão sobre a responsabilidade que assumimos enquanto parte do seu ciclo. A escolha do material — aço inoxidável — é deliberada: a sua superfície refletora incorpora o entorno e os transeuntes, transformando continuamente a escultura. Em diferentes momentos do dia e sob condições atmosféricas variáveis, a sua aparência altera-se e, por vezes, quase se desmaterializa: sob céus limpos é percebida de forma distinta do que sob nuvens; ao sol poente adquire tons amarelo-alaranjados, enquanto sob a chuva assume novamente uma nova expressão.

© Ana Skobe

A nova escultura de água tornou-se um marco espacial reconhecível tanto para os habitantes como para os visitantes da cidade. Tal como foi originalmente concebida —como uma intervenção espacial que não encerra nem divide, mas que conecta suavemente o espaço e as pessoas—, hoje funciona e vive plenamente dessa forma.

© Ana Skobe




Fonte: Archdaily

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