Arquitetura
Espaço Palha no Parque de Arte Houhu / WCY Regional Studio

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Descrição enviada pela equipe de projeto. O Espaço Palha está localizado no Parque de Arte Houhu, em Changsha, província de Hunan. Esse parque fica em uma área especial da cidade, conhecida como uma espécie de “vilarejo no meio urbano”, que surgiu de forma espontânea aos pés da Montanha Yuelu, bem no centro da região universitária. Desde a década de 1950, o Parque de Arte Houhu se transformou em um marco cultural de Changsha, com uma história ligada à pesca, ao ensino de arte e às exposições. O Espaço Palha é um pequeno centro cultural comunitário dentro do Lago Houhu, reunindo exposições, rodas de conversa, apresentações musicais e atividades criativas e culturais.


O projeto usa elementos básicos da geometria euclidiana — o quadrado e o círculo — como linguagem visual principal. A ideia é resgatar o ambiente poético do passado rural de Houhu, por meio da abstração de imagens como montes de feno ou arroz, celeiros redondos e pátios usados para secar grãos ao sol — cenas marcantes da vida no campo.



A construção ocupa dois lotes residenciais. Em um deles, foi criada uma composição entre uma casa e seis volumes cilíndricos justapostos. No outro, há uma casa com um único cilindro inserido dentro de um quadrado puro. A relação entre os cilindros e os quadrados cria uma base geométrica invertida, mas harmônica.


O Espaço Palha abriga atividades culturais e artísticas que surgem de maneira espontânea ou independente, como exposições de arte contemporânea, mostras de trabalhos de formatura de universidades, festas de música mais íntimas, danças modernas e festivais ao ar livre.


Essas atividades mostram como o espaço ganhou uma “capacidade de transformação”. Ele vai além do que foi imaginado no projeto original e abre espaço para novas interpretações — o que, para nós, é uma surpresa muito bem-vinda.

As janelas do Espaço Palha foram pensadas para criar uma experiência sensorial marcante, com destaque para a entrada de luz natural vinda de cima. Quando a luz atravessa o topo dos volumes cilíndricos, ela guia o olhar para o céu, estabelecendo uma conexão entre o espaço, o corpo, o céu e a terra. Combinada com a organização geométrica dos cilindros, essa luz cria uma atmosfera de silêncio, poesia e quase um senso ritual.

Depois de pronto, o espaço passou a ser frequentado por moradores da região, vizinhos, professores, estudantes e também turistas. Quem passa um tempo ali sente uma espécie de mensagem espacial — algo que desperta memórias de um lugar conhecido ou provoca devaneios sobre lugares imaginários. Essa sensação expressa o “sentido de lugar” tanto do Parque de Arte Houhu quanto do próprio Espaço Palha, e representa a força do Arquétipo que buscamos alcançar.
Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa Vogue de março apresenta o melhor da vida nas grandes cidades

“A única virtude incontestável de uma casa é o endereço”, dizia Paulo Mendes da Rocha (1928- 2021) a quem quisesse ouvir. Certa vez, entrevistado pela Casa Vogue, explicou melhor: “Quando está próxima de tudo, eis aí uma residência invejável. Se eu te disser o que tem na minha casa, isso não a torna invejável. Se eu digo que está no bairro de Ipanema, você vai dizer: ‘Que desgraçado!’”. Uma larga gargalhada seguiu-se, é claro.
O maior arquiteto da história do Brasil na minha opinião (Niemeyer não conta, era um artista!) sempre defendeu a cidade como a grande invenção humana de todos os tempos. O lugar do encontro, da conversa, onde a civilização se cria e se entende como tal. O local onde a maior parte de nós habita, e ao qual consagramos uma série de edições da Casa Vogue, como esta de março que você tem em mãos.
Em nenhuma outra reportagem deste número a ideia de que a urbe é o lugar da comunhão fica tão nítida quanto no relato que Joana L. Baracuhy faz de sua visita ao Estudio Tupi, em São Paulo. Pense em um casal de arquitetos cujo desejo supremo é, as condições permitindo, largar a atividade projetual para se dedicar somente à difusão do conhecimento por meio dos livros. Assim são Aldo Urbinati e Andrea Vosgueritchian, cuja sede do próprio estúdio manifesta a aspiração: há mesas de trabalho e salas de reunião e maquete, e ainda uma biblioteca recheada com 10 mil títulos de diversos campos, como arquitetura, arte, literatura e outros, que em breve deve abrir, aos poucos, ao público. Tudo organizado em um espaço que faz lembrar uma rua interna, tal qual o Teatro Oficina, de Lina Bo Bardi.
Metrópoles que se prezam conservam, entre seus encantos, bons pontos para ouvir música e beber algo. Pouquíssimas, porém, devem ter um estabelecimento desse tipo tão fotogênico quanto o Formosa Hi-Fi, bar de audição no centro histórico de São Paulo (quer endereço mais simbólico do que o Viaduto do Chá?!) onde Adriana Frattini e Bruna Scapim ambientaram um editorial inspirado no centenário do designer dinamarquês Verner Panton. As cenas resultantes eram irresistíveis demais para não irem parar na nossa capa.
Ousando discordar do mestre, aqui na redação nós acreditamos que aquilo que uma pessoa tem na sua casa pode, sim, torná-la invejável (um pouco que seja!). Por isso este mês entramos nas admiráveis moradas de Paulo Azevedo e Fred Peclat, em São Paulo, e nos projetos de Kazuyo Sejima em Kyoto, Dimorestudio em Londres e Pascali Semerdjian no Rio de Janeiro, vizinho a Ipanema, veja você!
Naquela mesma entrevista, afinal, o próprio Paulo Mendes da Rocha reforçou nossa vocação. Não sem, na sequência, nos lembrar da soberania do espaço urbano: “Dentro da casa, é só folhear a Casa Vogue, e você vai ver estilos diferentes. O que faz a casa são os hábitos do morador. O arquiteto só pode construir a cidade”. Boa leitura!
Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
designers transformam sobras de mármore em mesas gráficas
Exibidas na MAU (Rua Fortunato, 224, Vila Buarque), as peças partem de uma afinidade criativa antiga entre os três envolvidos. Amigos de longa data, eles encontraram na coleção uma oportunidade de materializar referências compartilhadas que atravessam arquitetura, design e moda. O resultado aparece em mesas de tampo circular, produzidas em diferentes tamanhos e organizadas a partir de um jogo de faixas que alterna mármore e granilite.
Arquitetura
DW! São Paulo 2026: exposição reúne criativos afro-latinos e indígenas na Praça da República

Durante a DW! Semana de Design de São Paulo 2026, a Praça da República se transforma em um espaço de criação coletiva com a exposição Raízes em Permanência — Ancestralidade como Futuro Coletivo, organizada pela plataforma curatorial Casa Reina. Em cartaz de 5 a 15 de março, o projeto reúne mais de 25 artistas afro-latinos e indígenas e integra a programação oficial da semana, que celebra 15 anos sob o tema Legado Criativo.
Idealizada pela arquiteta e designer Michele Wharton, afro-latina de ascendência panamenha, a mostra propõe um olhar sobre a ancestralidade como base viva do design contemporâneo brasileiro. A seleção de artistas inclui nomes como Brenda Guimarães, Pietro Oliveira, Everton Souza, Erik Bonnisato, Erik Santana, Giovanna Arruda, Igor Lima, Julia Nogueira, Wesley Lemos, Zé Earns, Alex Rocca, Anna Zeferino, Ciro Schu, Gabriella Marinho, Junior Next, Mayara Amaral, Negana Pereira e Dih Morais, entre outros criadores cujas práticas transitam entre arte contemporânea, cerâmica, escultura têxtil, mobiliário, moda casa e vestuário.
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DW! São Paulo 2026: exposição reúne criativos afro-latinos e indígenas na Praça da Repúbli
A exposição assume um formato híbrido que combina mostra e pop-store, aproximando objeto artístico e funcional. As obras exploram materiais como madeira, fibras naturais, argila, tecidos e pigmentos, tratados não apenas como elementos formais, mas como parte de um pensamento material que conecta gesto, território e memória cultural.
Além da exposição, a programação inclui rodas de conversa realizadas entre 13 e 15 de março, organizadas em núcleos curatoriais dedicados a arte têxtil, design de mobiliário, escultura, joalheria autoral e artes visuais. Os encontros reúnem artistas participantes para discutir processos criativos, permanência e as novas narrativas que atravessam o design brasileiro contemporâneo.
Cadeira Girafales, design Pietro Oliveira
Divulgação
Reportagem: Mariana Conte
Captação de vídeo: Mariana Conte e Rafael Belém
Edição de vídeo: Isaque Athaydes
Fonte: Casa Vogue
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