Arquitetura
Este cemitério em Portugal tem a arquitetura mais impressionante que você já viu

Integrando-se a paisagem de forma única, este cemitério em Portugal impressiona com sua arquitetura fora do comum, que parece acompanhar o desenho do horizonte. Localizado na cidade de Barrancos, no sul do país, o edifício se inspira na arquitetura vernacular local, englobando paredes de xisto sobreposto, estruturas de madeira no telhado e revestimento em cal — elementos que resgatam as técnicas tradicionais e a memória coletiva da região. Assinado pelo MESA Atelier, o projeto foi selecionado através de um concurso público realizado em 2019 pela Câmara Municipal, com apoio técnico da Ordem dos Arquitectos Portugueses.
O projeto é assinado pelo MESA Atelier
©Nuno Almendra
Inspirado na arquitetura vernacular local, o projeto conta com paredes de xisto sobreposto, estruturas de madeira no telhado e revestimento em cal
©Nuno Almendra
Preservando uma oliveira centenária da região, o cemitério respeita a paisagem ao redor e se conecta à ela. Adaptando-se ao desnível natural do terreno, o edifício ainda conta com soluções para valorizar o entorno: estacionamento, acessos para veículos e pedestres, pavimentação, muros de contenção e novas árvores que favorecem a drenagem das águas pluviais e reduzem o efeito de ilha de calor mesmo em uma área com grande exposição solar.
O edifício utiliza elementos que resgatam as técnicas tradicionais e a memória coletiva da região
©Nuno Almendra
Adaptando-se a paisagem ao redor, o projeto acompanha os desníveis do terreno
©Nuno Almendra
No nível intermediário, foi projetada uma praça pública que convida à contemplação e ao convívio, além de preparar o acesso ao edifício. Deste ponto, destacam-se apenas os volumes brancos que marcam o poço de luz — responsável por iluminar o átrio no piso inferior — e as coberturas das capelas funerárias voltadas a leste e oeste. A base do edifício, revestida em pedra de xisto local, garante resistência e estanqueidade, reforçando a integração entre construção e terreno.
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O átrio, ponto central da organização espacial, funciona como sala de espera e organiza os cômodos
©Nuno Almendra
Com vistas de tirar o fôlego, o cemitério se consolida como um espaço para contemplação
©Nuno Almendra
No interior, os ambientes acompanham o desnível do solo e se fecham para o exterior, criando espaços de silêncio e introspecção. O átrio, ponto central da organização espacial, funciona como sala de espera e distribui o programa público (capelas, sanitários e copa) e o de apoio, como áreas técnicas, depósito e espaço para o responsável pelo culto.
As capelas, com ampla entrada de luz natural, não possuem símbolos religiosos
©Nuno Almendra
O cemitério fica em Barrancos, um vilarejo no sul de Portugal
©Nuno Almendra
Além da variação da luz natural ao longo do dia proporcionar uma atmosfera contemplativa, a ausência de símbolos religiosos e o mobiliário individual das capelas garantem acesso universal e inclusão, permitindo diferentes usos para até 60 pessoas sentadas. O sistema de portas ainda possibilita unir ou separar as capelas, adaptando-se a cerimônias distintas ou simultâneas.
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Casa MJ / majo | ArchDaily Brasil

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- Área:
250 m²
Ano:
2021
Fabricantes: Deca, Drenaltec, Luchi Esquadrias em Alumínio, Marmoraria Valinhos, Portobello, Solo Revestimentos, Teceart Móveis e Planejados

Descrição enviada pela equipe de projeto. Nossa casa foi pensada para ser muito mais do que apenas um local para viver; ela é uma extensão de quem somos. O conceito de integração entre os espaços foi um dos nossos maiores focos, permitindo uma convivência contínua e harmônica entre os ambientes internos e externos. Utilizamos materiais naturais, como a madeira, o concreto e o tijolo, que trazem autenticidade e aconchego ao projeto, sem perder o toque contemporâneo.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
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