Tecnologia
Estudo indica que Marte manteve calor e água líquida por bilhões de anos
Uma pesquisa conduzida por cientistas da Universidade de Harvard revelou os mecanismos químicos que permitiram que Marte, em seus primórdios, mantivesse calor suficiente para sustentar a presença de água líquida — e, possivelmente, condições favoráveis à vida.
Embora hoje seja um planeta frio e seco, há bilhões de anos, Marte abrigava rios e lagos. Essa transformação climática tem intrigado cientistas há décadas. “Tem sido um verdadeiro mistério como Marte conseguiu manter água líquida, já que está mais distante do Sol e, além disso, o Sol era mais fraco naquela época”, explicou Danica Adams, pesquisadora da NASA na Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas John A. Paulson, em Harvard, e principal autora do estudo publicado na revista Nature Geoscience.
Uma teoria anterior sugeria que o hidrogênio atmosférico teria sido um fator crucial para aquecer Marte, ao interagir com o dióxido de carbono na atmosfera e desencadear um efeito estufa. No entanto, como o hidrogênio tem um tempo de vida curto na atmosfera, os pesquisadores precisavam entender melhor esse fenômeno.
Adams e sua equipe, liderada pelo professor Robin Wordsworth, usaram modelagem fotoquímica — um método semelhante ao empregado atualmente para rastrear poluentes atmosféricos — para investigar a relação entre o hidrogênio e a atmosfera primitiva de Marte.
“Marte é um mundo perdido, mas podemos reconstruí-lo em detalhes se fizermos as perguntas certas”, destacou Wordsworth.
Os cientistas adaptaram um modelo chamado CINETICA para simular como a interação entre hidrogênio e outros gases influenciou o clima do planeta. O estudo apontou que, entre 4 e 3 bilhões de anos atrás, Marte passou por períodos intermitentes de aquecimento, que duraram cerca de 100 mil anos cada, ao longo de um ciclo de aproximadamente 40 milhões de anos. Essas flutuações são consistentes com as formações geológicas observadas atualmente no planeta.
Alternância entre períodos quentes e frios
Segundo os pesquisadores, os períodos mais quentes foram impulsionados pelo processo de hidratação da crosta marciana — uma perda de água do solo que liberava hidrogênio suficiente para se acumular na atmosfera por milhões de anos.
“Identificamos a escala de tempo dessas mudanças e reunimos todas as variáveis no mesmo modelo fotoquímico”, acrescentou Adams.
Os resultados oferecem novas perspectivas sobre as condições que podem ter favorecido reações químicas prebióticas — fundamentais para o surgimento da vida como conhecemos. No entanto, também apontam para desafios na manutenção dessas condições durante os períodos mais frios e oxidativos.
Agora, os cientistas planejam buscar evidências dessas oscilações atmosféricas utilizando modelos químicos isotópicos e comparando os dados com amostras de rochas que serão trazidas pela futura missão Mars Sample Return da NASA.
Diferente da Terra, Marte não possui placas tectônicas, o que significa que sua superfície visível hoje é praticamente a mesma de bilhões de anos atrás.
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Tecnologia
Nvidia é a empresa mais valiosa do mundo. Mas quanto paga a engenheiros?
O trabalho da Nvidia no desenvolvimento de chips de Inteligência Artificial lhe garantiu o status de empresa mais valiosa do mundo, com um valor estimado em 4,56 trilhões de dólares.
Com a ascensão meteórica da companhia nos últimos anos, torna-se especialmente interessante entender como a Nvidia busca reter e atrair talentos por meio de compensações financeiras.
Como informa o site Business Insider, a Nvidia não divulga os salários de seus funcionários, o que faz com que seja possível ter apenas uma estimativa a partir de documentos enviados ao Departamento do Trabalho dos Estados Unidos para a solicitação de vistos H-1B — um tipo de visto que permite que empresas norte-americanas contratem profissionais estrangeiros altamente qualificados.
A partir desses documentos, é possível observar que o salário-base de um engenheiro de software na Nvidia varia entre US$ 92 mil e US$ 425,5 mil por ano. Já os cientistas de pesquisa recebem entre US$ 104 mil e US$ 431,25 mil (cerca de 87.574 a 363.254 euros) anuais. Um gerente de produto, por sua vez, pode ganhar entre US$ 131.029 e US$ 379.500 (aproximadamente 110.369 a 319.664 euros) por ano.
É importante destacar que esses valores não incluem bônus nem participação acionária, o que significa que a remuneração total pode alcançar patamares significativamente mais altos.
A “guerra por talentos” entre as gigantes da tecnologia nos Estados Unidos se intensificou nos últimos anos, com a área de Inteligência Artificial se tornando um verdadeiro campo de batalha, no qual empresas como Meta, OpenAI, Google, Microsoft, Amazon e Apple, entre outras, disputam os principais especialistas do setor.
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Tecnologia
Apesar de lucros recorde, líder da Apple admite preocupação com 2026
Apesar do tom positivo da mais recente apresentação de resultados da Apple, o CEO Tim Cook admitiu, durante o evento, que o ano de 2026 pode ser desafiador devido ao aumento no preço da memória RAM.
Vale lembrar que esses componentes estão cada vez mais disputados por empresas de tecnologia que investem no desenvolvimento de infraestrutura para o treinamento de modelos de Inteligência Artificial.
Embora o aumento da demanda por esses componentes não tenha afetado as margens de lucro da Apple no último trimestre, Cook afirmou que o tema pode se tornar uma preocupação maior nos próximos meses.
“Continuamos observando um aumento significativo nos preços de mercado da memória”, afirmou o CEO da Apple, segundo o site Business Insider. “Como sempre, vamos analisar diversas opções para lidar com isso. Há algumas alavancas que podemos acionar. Não sabemos se serão bem-sucedidas, mas temos várias alternativas à disposição.”
Lucros recordes impulsionados pelo iPhone
A Apple divulgou na quinta-feira um lucro trimestral de 42 bilhões de dólares, o que representa um crescimento anual de 16%. O iPhone, principal produto da empresa, alcançou um recorde histórico de vendas.
Os dados financeiros, divulgados após o fechamento de Wall Street, mostram uma receita recorde de 143,756 bilhões de dólares, alta de 16% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho foi impulsionado pelas vendas do iPhone, que cresceram 23%, chegando a 85,269 bilhões de dólares.
“O iPhone teve seu melhor trimestre graças a uma demanda sem precedentes, com recordes em todas as regiões geográficas, e o segmento de Serviços também alcançou uma receita recorde”, afirmou Tim Cook em comunicado.
Durante a videoconferência sobre os resultados, Cook atribuiu a “extraordinária” demanda ao iPhone 17 e às versões Pro e Pro Max, destacando que a linha apresenta o melhor desempenho, o sistema de câmeras mais avançado e maior leveza já vistos.
A receita com produtos da Apple — incluindo iPhone, Mac e iPad — totalizou 113,743 bilhões de dólares, enquanto a área de Serviços, que engloba App Store, iCloud e Apple Music, alcançou 30 bilhões de dólares.
Cook também destacou que há mais de 2,5 bilhões de dispositivos da Apple ativos em todo o mundo.
Geograficamente, todas as regiões registraram crescimento nas vendas. Na China e em mercados próximos, como Taiwan e Hong Kong, o aumento foi de 38%. Nas Américas, que concentram a maior parte das vendas, a alta foi de 11%.
Ao final do exercício fiscal de 2025, encerrado em outubro — já que o ano fiscal da empresa não coincide com o ano civil —, a Apple registrou crescimento anual de 19% no lucro, que atingiu 112 bilhões de dólares, sustentado por um aumento de 6% na receita, que chegou ao patamar inédito de 416 bilhões de dólares.
Atualmente, a Apple possui a terceira maior capitalização de mercado do mundo, avaliada em 3,8 trilhões de dólares.
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Fontes: Notícias ao Minuto
Tecnologia
Por que Plutão não é mais planeta? Como as classificações na astronomia funcionam
Durante séculos, desde que o Sol foi declarado o centro do sistema solar no século XVI, a sociedade manteve a crença de que qualquer objeto orbitando a estrela brilhante seria considerado um planeta. De Mercúrio a Plutão, todo corpo celeste considerado grande o suficiente foi incluído nessa categoria.
Mas, com o tempo, essa categorização tornou-se confusa, especialmente à medida que ficou claro que nem todos os “planetas” são iguais. A astronomia mudou significativamente desde então, e até mesmo Plutão viu seu status de planeta rebaixado a um mero planeta anão. Mas o que exatamente é isso? E o que é necessário para que um planeta seja incluído nessa categoria? Clique nesta galeria para descobrir.
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