Arquitetura
Fachada envidraçada: o que saber antes de optar por uma

Condições climáticas e orientação solar da fachada estão entre os pontos a serem observados ao optar por uma fachada envidraçada Caracterizada pelo uso predominante do vidro como elemento principal do fechamento externo de um edifício, seja ele residencial ou não, a fachada envidraçada tem na transparência, leveza estética e conexão visual entre o interior e o exterior seus grandes diferenciais.
“Elas representam mais do que estética, refletem uma busca por conexão, transparência e sustentabilidade nos projetos. Quando bem especificadas, aliam beleza, conforto e desempenho”, observa o arquiteto Cadu Mayresse, sócio do escritório Mayresse Arquitetura.
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O que observar antes de escolher uma fachada envidraçada
As fachadas envidraçadas apresentam diversas vantagens, dentre as quais destacam-se o aproveitamento da luz natural, a sensação de amplitude, leveza arquitetônica, valorização estética, modernidade e a integração visual com o entorno.
Porém, antes de optar por uma, é preciso observar alguns pontos, como as condições climáticas locais e até mesmo a orientação da fachada. “Deve-se realizar uma análise climática do local, observando incidência solar, ventos, temperatura. A eficiência energética é outro ponto a ser considerado, pois isso determinará se haverá necessidade de vidros com controle solar ou insulados; a manutenção futura também deve ser pensada, já que fachadas de vidro exigem planejamento para limpeza”, explica Cadu.
Ainda segundo o arquiteto, quando não projetadas corretamente, o uso das fachadas envidraçadas pode resultar em ganho excessivo de calor, gerando desconforto térmico, além de reflexos ou ofuscamento.
Cor e textura da fachada envidraçada
A cor e a textura do vidro também devem ser observadas com atenção. Isso porque elas interferem diretamente tanto na estética quanto no desempenho térmico e lumínico.
“Vidros refletivos, fumê, verdes ou azuis ajudam no controle solar, além de oferecer privacidade. Texturas como serigrafias ou vidros acidatos podem reduzir ofuscamento e adicionar um aspecto sofisticado”, diz o profissional.
A seguir, inspire-se com mais ideias de casas com fachada envidraçada:
1. Clássico da arquitetura
A Casa de Vidro, de Lina Bo Bardi, é um marco da arquitetura modernista no Brasil
Paulo Fridman/Corbis via Getty Images
Erguida em 1951 na então arborizada região do Morumbi, em São Paulo, a icônica Casa de Vidro consagrou-se como um marco inaugural do modernismo brasileiro e expressão máxima da linguagem arquitetônica de Lina Bo Bardi. Foi neste refúgio envidraçado, suspenso com leveza sobre esbeltos pilotis, que Lina e seu marido, o crítico e marchand Pietro Maria Bardi, habitaram por cerca de quatro décadas. Imersa na vegetação que a envolve, a residência dissolve as fronteiras entre o construído e o natural, instaurando um delicado diálogo entre o abrigo humano e a paisagem tropical. A transparência das fachadas não apenas exalta a integração com o entorno, como também expõe a casa às nuances do clima, num gesto de abertura sensível ao mundo exterior.
2. Natureza integrada
Casa Terras Altas, projeto da Mayresse Arquitetura
Divulgação Mayresse Arquitetura
Segundo Cadu Mayresse, na Casa Terras Altas, o uso da fachada envidraçada teve como principal objetivo valorizar ao máximo a transparência, que permite que a paisagem se torne parte do projeto, trazendo a natureza e a luz do entardecer para dentro da residência, transformando esses elementos no grande destaque da arquitetura.
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3. Vista livre
Casa projetada por João Conrado e Gabriel Ceravolo, do escritório Conrado Ceravolo
Divulgação Conrado Ceravolo
Projetada por João Conrado e Gabriel Ceravolo, do escritório Conrado Ceravolo, a Casa Silvestre usa a fachada envidraçada como um recurso para ampliar a conexão entre interior e exterior. Os amplos planos envidraçados revelam a mata, o horizonte e a topografia local, transformando a natureza em parte da experiência cotidiana dos moradores.
4. Luz natural
Casa projetada pelo escritório Deborah Roig Arquitetos Associados
Favaro Jr
Toda envidraçada, a varanda da casa projetada pelo escritório Deborah Roig Arquitetos Associados, no interior de São Paulo, se integra visualmente à natureza que a cerca.
5. Arquitetura refinada
Casa assinada por Claudio Bernardes
Leonardo Finotti/Divulgação
Erguida em 1999 em um condomínio de Paraty, no litoral fluminense, a Casa da Asa, assinada por Claudio Bernardes, revela-se como uma síntese primorosa entre forma, função e contexto. Com estrutura em aço, caixilhos de madeira e forro de palha natural, a residência adapta-se com elegância às diretrizes de ocupação locais e aos anseios dos proprietários. Para isso, sua planta molda-se organicamente ao perímetro irregular do terreno, solução que culmina na marcante cobertura em formato de asa-delta — traço emblemático que batiza a morada. Este projeto integra o conjunto de obras concebidas ao longo da frutífera colaboração entre o arquiteto e Paulo Jacobsen.
6. Panos de vidro
Projetada pelo escritório Anacapa, a casa parece repousar com naturalidade sobre a encosta íngreme
Erin Feinblatt/Divulgação
As imponentes montanhas de Santa Bárbara, na Califórnia, já oferecem por si só uma paisagem de beleza estonteante. Ainda assim, esta residência à beira-mar eleva tal exuberância a um novo patamar. Projetada pelo escritório Anacapa, a casa parece repousar com naturalidade sobre a encosta íngreme, fundindo-se com o terreno em um gesto de harmonia absoluta com o ambiente. Generosos panos de vidro substituem as paredes tradicionais, dissolvendo os limites entre interior e exterior e emoldurando, como quadros vivos, as vistas arrebatadoras do litoral californiano. Pensada para causar o mínimo impacto visual e ambiental, a construção se projeta de forma sutil sobre as rochas por meio de amplos decks, convidando os moradores a uma imersão sensorial e contemplativa na paisagem ao redor.
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Casa Verde / Anna & Eugeni Bach

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Arquitetos:
Anna & Eugeni Bach- Área:
150 m²
Ano:
2024

Descrição enviada pela equipe de projeto. Estar ao ar livre, cozinhar, comer e compartilhar a tarde com amigos sob as folhas de uma densa figueira são atividades que se tornam parte da rotina nesse projeto. Transformar o jardim existente em outro cômodo da casa cria um oásis dentro do bairro, onde grande parte da atividade diária acontece enquanto se desfruta do agradável clima mediterrâneo.

O projeto consiste na renovação e expansão de uma casa de dois andares com um pequeno jardim localizado no térreo entre os muros perimetrais.


A casa existente possuía cozinha e sala de jantar no térreo, em contato com o jardim, e quartos no primeiro andar, mas não contava com uma sala de estar. A tarefa consistiu em renovar e ampliar a casa, incorporando esse novo espaço em contato com o pátio existente.


A estratégia consistiu em inverter a lógica: em vez de ampliar a casa com esse novo cômodo, a cozinha foi deslocada para fora, liberando espaço interno para a sala de estar e a sala de jantar. Dessa forma, garantiu-se que todos esses ambientes estivessem em contato com o pátio e que, a partir de cada um deles, fosse possível estabelecer longas vistas entre os espaços e em direção ao exterior.



O novo volume é construído com uma estrutura de madeira e vidro, semelhante a uma estufa, em um local onde nunca há grande insolação devido às sombras da própria edificação e dos vizinhos. Por outro lado, por se tratar de uma adição extremamente transparente, garante-se que o restante do térreo continue a desfrutar de luz natural.

A nova fachada da ampliação afasta-se da linha vertical da propriedade, liberando os dois arcos que originalmente delimitavam o espaço interior e que agora atuam como transição entre a sala de estar/sala de jantar e a nova galeria que abriga a cozinha e o escritório. Ao separar a fachada, o novo invólucro se desvincula das diretrizes do volume existente, realizando pequenas inflexões que ampliam o espaço nas áreas de maior atividade, tanto no interior quanto no pátio.

No primeiro andar, são realizadas pequenas alterações no mobiliário dos quartos, e a sala de estar/escritório é reformulada, com o objetivo de não intervir nas áreas onde não era estritamente necessário.

Arquitetura
7 organizadores para deixar o guarda-roupa mais prático em 2026

No começo do ano, colocar a casa em ordem costuma ser um dos primeiros passos para renovar as energias e tornar o dia a dia mais prático. Quando o assunto é o guarda-roupa, essa atenção se torna ainda mais significativa, já que ele costuma estar em um espaço íntimo, ligado ao descanso e ao bem-estar. Recolher o que está fora do lugar e reunir peças por categorias já contribui para um ambiente mais leve e acolhedor. Para te ajudar nessa tarefa, selecionamos organizadores que são aliados certeiros no dia a dia.
1. Kit com 4 organizadores de roupas
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Kit com 4 organizadores de roupas e tampa transparente
Reprodução/Amazon
Em tom discreto, o conjunto é feito com tecido reforçado que garante mais resistência e mantém a estrutura mesmo quando as peças são empilhadas. Já a tampa transparente facilita a visualização dos itens armazenados e protege contra poeira e umidade. Na parte interior de cada um dos organizadores, as nove divisórias acomodam desde roupas cotidianas até itens de cama, mesa e banho. Dobrável e versátil, pode ser usado em armários, closets, cômodas e prateleiras.
2. Organizador de peças íntimas
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Organizador de peças íntimas com 24 divisórias
Reprodução/Amazon
Básico e útil, este artigo une praticidade e visual discreto. Com 24 divisórias, acomoda roupas íntimas e itens com menores proporções, como meias, lenços e luvas, otimizando o espaço em armários ou closets. Mede 31 × 33,5 × 9 cm.
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3. Caixa organizadora dobrável
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Caixa organizadora 18L dobrável com visor transparente
Reprodução/Amazon
Produzida com poliéster, essa opção conta com estrutura dobrável e reforçada, além de visor frontal de PVC transparente para fácil visualização do conteúdo. Com a possibilidade de ser empilhada, possui alça frontal que facilita o manuseio. Funcional e versátil, combina com diferentes estilos de decoração e pode ser guardada sem ocupar muito espaço quando não estiver em uso.
4. Dupla de caixas organizadoras
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Dupla de caixas organizadoras médias dobráveis feitas de algodão
Reprodução/Amazon
Com estrutura dobrável, fechamento em zíper que ajuda a proteger contra poeira e alças reforçadas para o transporte, o duo no tamanho médio é ideal para organizar roupas, acessórios, documentos, brinquedos ou itens de viagem. Feitas com material reutilizável e de fácil limpeza, as caixas adaptam-se a diferentes ambientes e tendem a simplificar o uso de armários, prateleiras e porta-malas.
5. Kit com 2 caixas organizadoras com zíper
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Kit com duas caixas organizadoras dobráveis de 66 litros
Reprodução/Amazon
Com estrutura interna reforçada com metal e PVC, o conjunto dobrável é ideal para organizar roupas, cobertores, toalhas e brinquedos com praticidade e mantê-los em ordem. O visor transparente ajuda a enxergar tudo o que estiver nas caixas, os dois zíperes facilitam o armazenamento e as alças laterais garantem a locomoção de maneira mais ágil.
6. Caixas organizadoras listradas
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Caixas organizadoras para guarda-roupa e armário, na cor bege
Reprodução/Amazon
As listras adicionam um toque de dinamismo ao décor, sem perder a elegância. Dobráveis e versáteis, as caixas protegem os itens do pó e economizam espaço quando não estão em uso. Os dois tamanhos atendem a diferentes necessidades, como o armazenamento de roupas íntimas, acessórios, toalhas, documentos e outros itens.
7. Kit com 25 organizadores para gavetas
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Conjunto de organizadores de plástico transparente para gavetas
Reprodução/Amazon
Com peças em tamanhos diferentes, o conjunto é uma solução eficiente para alinhar a disposição de itens nas gavetas do guarda-roupa, escritório ou penteadeira. Produzido com plástico transparente, permite a visualização rápida do conteúdo e pode ser combinado livremente de acordo com a disponibilidade do mobiliário.
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Casa 130AUS / Vallribera Noray Arquitectes

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Descrição enviada pela equipe de projeto. Nem todo mundo precisa de uma casa grande, um jardim imenso ou muitos cômodos que nunca são utilizados. É o caso deste casal, decidido a viver em seu bairro sem se endividar com contas de energia. Seu lote era uma casa em ruínas, estreita e profunda, com apenas 20 palmos de largura — a medida tradicional catalã (aproximadamente quatro metros) que historicamente definiu a largura das casas inglesas e o ritmo das ruas da cidade.


Neste pequeno fragmento de cidade, iniciamos um projeto baseado, desde o primeiro momento, no uso racional de todos os recursos disponíveis — materiais, energéticos e econômicos. Demolimos a antiga residência, recuperando e separando materiais para lhes dar uma segunda vida e reduzir o impacto ambiental decorrente da geração de resíduos.


A nova casa está organizada em dois andares. No térreo, um único espaço de cozinha–sala–jantar se abre para o pátio, enquanto o local que normalmente abrigaria um carro é destinado a um hall de entrada com estacionamento para bicicletas, lavanderia e depósito. No centro da casa, um banheiro e uma escada completamente aberta favorecem a entrada de luz natural e a conexão visual entre todos os ambientes. No primeiro andar, estão localizados o dormitório, um escritório e um banheiro aberto para a escada; não é necessário mais nada.

A estrutura responde diretamente à distribuição da casa. Todo o primeiro andar é concebido como uma caixa fechada de madeira laminada cruzada (CLT), apoiada nas paredes existentes. As duas coberturas do térreo são resolvidas com vigas e tábuas, também de madeira, apoiadas entre a caixa de madeira e as fachadas do térreo. A fachada voltada para a rua é restaurada, recuperando a fisionomia original da residência.


Dispensamos forros e revestimentos desnecessários e apostamos no uso de materiais naturais e sustentáveis. A estrutura, as janelas, as persianas, o mobiliário e as portas são de madeira. O isolamento é de fibra de madeira, e as fachadas são revestidas com painéis de cortiça. No interior, o andar superior desfruta da acolhedora madeira aparente. No térreo, o piso de azulejo cerâmico de El Bruc e a parede de tijolos do Segrià proporcionam frescor, formando uma seleção de materiais que contribui para regular as variações de temperatura e umidade da casa.


A decisão de dispensar sistemas de climatização mecânica baseia-se na otimização máxima da envoltória e na incorporação de estratégias bioclimáticas. No verão, a ventilação cruzada é reforçada pelo efeito chaminé das janelas do telhado, que permite refrescar a casa durante a noite. Durante o dia, as persianas alicantinas protegem do sol, e os ventiladores proporcionam conforto. No pátio, a pérgola e a vegetação geram sombra e reduzem o efeito de ilha de calor. No inverno, por outro lado, aproveita-se cada raio de sol que entra e conserva-se o calor graças a um bom isolamento.

Hoje, este casal vive com o que realmente precisa. Sem máquinas de climatização, sem cômodos inúteis e sem contas que disparam. Em troca, desfrutam de 20 palmos de uma casa que respira, respeita o clima e se adapta a todas as suas necessidades.

Fonte: Archdaily
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