Arquitetura
Fundação Cartier de Arte Contemporânea de Paris / Ateliers Jean Nouvel

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Descrição enviada pela equipe de projeto. Para marcar o lançamento de seu novo espaço no coração de Paris, a Fondation Cartier pour l’art contemporain convida o público a conhecer gratuitamente seus espaços expositivos e a mostra inaugural Exposition Générale, com obras de seu acervo, durante os dois primeiros dias de abertura.


The Fondation Cartier pour l’art contemporain — Desde sua criação, em 1984, por Alain Dominique Perrin, então presidente da Maison Cartier, a instituição tem apresentado artistas de diferentes origens, rompendo fronteiras entre práticas e campos do pensamento. É um espaço de diálogo e experimentação artística, no qual a relação entre criação e exposição está no centro de sua missão, desenvolvida em estreita colaboração com os artistas. Construída ao longo dos anos por meio de um programa internacional inovador, a coleção da Fondation reflete sua natureza multidisciplinar e a diversidade de temas que aborda, sempre em diálogo direto com as questões contemporâneas.

Totalmente aberta para a cidade por meio de suas amplas janelas de vidro, a proposta arquitetônica de Jean Nouvel se desenvolve dentro do edifício haussmanniano que outrora abrigou os antigos Grands Magasins du Louvre. Composta por cinco plataformas móveis, sua arquitetura dinâmica reinventa as possibilidades de montagem de exposições, abrigando todas as formas de expressão — da fotografia e do cinema às artes cênicas, à ciência e ao artesanato. Nesse impressionante ponto de encontro, onde passado e futuro convergem, a Fondation Cartier participa ativamente da vida da cidade, engajando-se em questões contemporâneas de urbanismo e ecologia.


Exposition Générale: uma nova cartografia da criação contemporânea — A exposição apresenta a coleção da Fondation Cartier em uma escala sem precedentes, por meio de uma seleção de obras icônicas que oferecem ao público a oportunidade de descobrir — ou redescobrir — quase seiscentas criações de mais de cem artistas de todo o mundo, entre eles Claudia Andujar, James Turrell, Sarah Sze, Olga de Amaral, Junya Ishigami, Solange Pessoa, David Lynch, Annette Messager, Cai Guo-Qiang, Diller Scofidio + Renfro e Chéri Samba.

Refletindo a diversidade dos compromissos artísticos promovidos pela Fondation Cartier e sua abertura ao mundo, a Générale percorre quarenta anos de criação contemporânea. Organizada em torno de quatro grandes eixos temáticos, a mostra propõe uma cartografia alternativa da arte atual, que reinventa o modelo do “museu enciclopédico”. Em vez disso, desdobra-se como um laboratório arquitetônico efêmero (Machines d’architecture); uma reflexão sobre os mundos vivos e sua preservação (Être nature); um espaço de experimentação com materiais e técnicas (Making Things); e uma exploração de narrativas voltadas para o futuro, combinando ciência, tecnologia e ficção (Un monde réel). Seções complementares revelam as trajetórias e abordagens — individuais ou colaborativas — de alguns dos principais artistas da coleção da Fondation.


A exposição toma seu título das mostras realizadas nos Grands Magasins du Louvre no final do século XIX, no mesmo edifício que hoje abriga a Fondation Cartier. Construído originalmente em 1855 para a primeira Exposição Mundial, o local acolheu eventos que celebravam a modernidade ao reunir objetos e produtos de diversas partes do mundo, ampliando horizontes culturais e impulsionando novos campos de especialização. Dando continuidade a esse legado, a Fondation Cartier confiou a cenografia da Exposition Générale ao estúdio Formafantasma, que se inspirou em diferentes métodos de exibição. Seu projeto explora e reinventa as dimensões sociais e experimentais desses antigos eventos comerciais, refletindo sobre sua influência na evolução das práticas museológicas.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
Arquitetura
Nova Prefeitura de Scharrachbergheim / AL PEPE architects

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- Área:
300 m²
Ano:
2025
Fabricantes: Artemide, Briqueterie Lanter, FARO Barcelona, Fils, Hoppe, Modelec, Auson

Descrição enviada pela equipe de projeto. A nova prefeitura de Scharrachbergheim, uma pequena vila da Alsácia, busca horizontalidade e transparência para se integrar ao magnífico entorno arborizado. A malha estrutural externa em madeira afirma o caráter público do edifício e garante uma estética atemporal. O tom escuro e aveludado do piche de pinho que protege a madeira, junto às proporções refinadas dos pilares, dialogam tanto com o enxaimel tradicional da vila quanto com as árvores do sítio. O revestimento em malha expandida de aço corten confere à fachada uma aparência quase têxtil e remete às tonalidades da pedra local (arenito dos Vosges), muito presente no núcleo histórico. O conjunto é contemporâneo e, ao mesmo tempo, enraizado; rigoroso, mas delicado — como se sempre tivesse feito parte do lugar.

Fonte: Archdaily
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