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Google expande IA na ferramenta de busca com aba específica e integração com Gmail e Maps

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Google anunciou nesta terça-feira (20) durante evento para desenvolvedores que seu buscador ganhará uma aba dedicada à pesquisa por inteligência artificial chamada AI Mode (modo IA).

O recurso é uma espécie de expansão do AI Overviews (visão geral criada por IA) lançado no ano passado, que oferece resumos e respostas logo no topo da página, antes dos links, para vários tipos de busca.

Agora, os usuários poderão fazer pesquisas mais elaboradas em uma espécie de chat dentro do buscador, semelhante ao que já ocorre em plataformas como o ChatGPT, da OpenAI, e o próprio Gemini do Google.

A novidade é que o sistema se integra a aplicativos como Shopping e Mapas para aprofundar a pesquisa ao longo da interação e oferecer mais hyperlinks para os sites referenciados nas respostas. No futuro, o usuário também poderá liberar o acesso ao Gmail e a outros apps do Google para que a IA consiga entender melhor os gostos pessoais.

Em demonstração, um usuário pesquisa no Google quais atividades poderia fazer em um destino turístico que combinassem com sua personalidade. A resposta exibe diversos estabelecimentos, de restaurantes a museus, com suas localizações no Google Maps e uma breve descrição.

A tecnologia também será compatível com a aba de compras do buscador, disponibilizando um agente de IA que poderá comprar ingressos automaticamente em plataformas compatíveis.

Com o lançamento desta terça, disponível inicialmente apenas nos Estados Unidos, a empresa espera sofrer menos desgastes do que quando lançou o Overviews em maio de 2024.

Os resumos nos primeiros dias entregavam respostas incorretas dizendo, por exemplo, que Barack Obama foi o primeiro presidente muçulmano dos Estados Unidos e que adicionar cola ao molho de tomate pode ajudar na fixação do queijo. Hoje, o recurso está disponível em 200 países e em 40 idiomas.

“Nós fizemos muitas melhorias desde então, tanto atualizando para modelos mais recentes quanto realizando mais trabalhos de engenharia sobre como ajustar e ensinar o modelo, o que continuou a melhorar a qualidade e a precisão do AI Mode”, disse a diretora de buscas do Google, Liz Reid.

As mudanças no buscador também ocorrem enquanto consumidores e empresas migram cada vez mais para a pesquisa direta nos aplicativos de IA generativa, onde geralmente conseguem obter respostas mais diretas e veem menos anúncios.

A Apple, por exemplo, fez as ações da Alphabet, controladora do Google, caírem no início do mês ao dizer que estuda substituir o Google como site de busca padrão do navegador Safari por serviços de busca por IA de empresas como OpenAI, Perplexity e Anthropic.

O vice-presidente de serviços da fabricante do iPhone, Eddy Cue, também disse que as pesquisas no Safari caíram em abril pela primeira vez em 20 anos devido ao aumento do uso de IA pelos usuários.

Então não é por acaso que o Google I/O, a conferência anual da empresa com foco nos desenvolvedores, tenha a IA como protagonista. Atualizações no design do Android e novidades sobre dispositivos hoje já precisam de eventos separados para ganhar destaque.

Na apresentação ocorrida na tarde desta terça-feira (19), a empresa também disse que vai incluir no Google Meet uma funcionalidade de tradução simultânea, como a que existe nos celulares mais novos da Samsung e no rival Microsoft Teams.

Por enquanto, o recurso vai funcionar somente do inglês para o espanhol e vice-versa, e consegue replicar a voz e a entonação do emissor. Estará disponível a partir desta terça para assinantes dos planos de IA pagos da empresa. Mais idiomas serão disponibilizados ao longo das próximas semanas.

Ainda no campo das chamadas de vídeo, a empresa anunciou em parceria com a HP o dispositivo Google Beam, que segundo a empresa usa IA e uma nova tecnologia de tela para transformar transmissões de vídeo em 2D por experiências realistas em 3D. O produto vai estar disponível para mercados selecionados neste ano.

A empresa também anunciou novidades para geração de imagens e vídeos nos modelos mais avançados do Gemini. Por exemplo, o programa de vídeo Veo 3 conseguirá agora criar trechos com som. A novidade, no entanto, só estará disponível para assinantes do novo plano Ultra da empresa, que custa US$ 249 (R$ 1.410) ao mês nos EUA.

O principal aplicativo de IA da empresa também recebeu melhorias com a função Deep Think, um sistema avançado de pesquisa e raciocínio do Gemini 2.5 Pro que alcança maior eficiência em problemas matemáticos e de computação.

O Google também lançou uma versão beta pública do Jules, um “agente de programação” que pode trabalhar em segundo plano corrigindo bugs, similar ao que faz o GitHub Copilot.

No palco do evento, o CEO Sundar Pichai anunciou que o Gemini conseguiu completar recentemente o jogo “Pokémon Blue” sozinho, e brincou que ele finalmente alcançou a API (Artificial Pokémon Intelligence), trocadilho com AGI, a inteligência artificial geral, que superará a inteligência humana.



Fontes: Notícias ao Minuto

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Nvidia é a empresa mais valiosa do mundo. Mas quanto paga a engenheiros?

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O trabalho da Nvidia no desenvolvimento de chips de Inteligência Artificial lhe garantiu o status de empresa mais valiosa do mundo, com um valor estimado em 4,56 trilhões de dólares.

Com a ascensão meteórica da companhia nos últimos anos, torna-se especialmente interessante entender como a Nvidia busca reter e atrair talentos por meio de compensações financeiras.

Como informa o site Business Insider, a Nvidia não divulga os salários de seus funcionários, o que faz com que seja possível ter apenas uma estimativa a partir de documentos enviados ao Departamento do Trabalho dos Estados Unidos para a solicitação de vistos H-1B — um tipo de visto que permite que empresas norte-americanas contratem profissionais estrangeiros altamente qualificados.

A partir desses documentos, é possível observar que o salário-base de um engenheiro de software na Nvidia varia entre US$ 92 mil e US$ 425,5 mil por ano. Já os cientistas de pesquisa recebem entre US$ 104 mil e US$ 431,25 mil (cerca de 87.574 a 363.254 euros) anuais. Um gerente de produto, por sua vez, pode ganhar entre US$ 131.029 e US$ 379.500 (aproximadamente 110.369 a 319.664 euros) por ano.

É importante destacar que esses valores não incluem bônus nem participação acionária, o que significa que a remuneração total pode alcançar patamares significativamente mais altos.

A “guerra por talentos” entre as gigantes da tecnologia nos Estados Unidos se intensificou nos últimos anos, com a área de Inteligência Artificial se tornando um verdadeiro campo de batalha, no qual empresas como Meta, OpenAI, Google, Microsoft, Amazon e Apple, entre outras, disputam os principais especialistas do setor.

Leia Também: Pela 1ª vez, missão à Lua terá uma mulher, um negro e um não americano



Fontes: Notícias ao Minuto

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Apesar de lucros recorde, líder da Apple admite preocupação com 2026

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Apesar do tom positivo da mais recente apresentação de resultados da Apple, o CEO Tim Cook admitiu, durante o evento, que o ano de 2026 pode ser desafiador devido ao aumento no preço da memória RAM.

Vale lembrar que esses componentes estão cada vez mais disputados por empresas de tecnologia que investem no desenvolvimento de infraestrutura para o treinamento de modelos de Inteligência Artificial.

Embora o aumento da demanda por esses componentes não tenha afetado as margens de lucro da Apple no último trimestre, Cook afirmou que o tema pode se tornar uma preocupação maior nos próximos meses.

“Continuamos observando um aumento significativo nos preços de mercado da memória”, afirmou o CEO da Apple, segundo o site Business Insider. “Como sempre, vamos analisar diversas opções para lidar com isso. Há algumas alavancas que podemos acionar. Não sabemos se serão bem-sucedidas, mas temos várias alternativas à disposição.”

Lucros recordes impulsionados pelo iPhone

A Apple divulgou na quinta-feira um lucro trimestral de 42 bilhões de dólares, o que representa um crescimento anual de 16%. O iPhone, principal produto da empresa, alcançou um recorde histórico de vendas.

Os dados financeiros, divulgados após o fechamento de Wall Street, mostram uma receita recorde de 143,756 bilhões de dólares, alta de 16% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho foi impulsionado pelas vendas do iPhone, que cresceram 23%, chegando a 85,269 bilhões de dólares.

“O iPhone teve seu melhor trimestre graças a uma demanda sem precedentes, com recordes em todas as regiões geográficas, e o segmento de Serviços também alcançou uma receita recorde”, afirmou Tim Cook em comunicado.

Durante a videoconferência sobre os resultados, Cook atribuiu a “extraordinária” demanda ao iPhone 17 e às versões Pro e Pro Max, destacando que a linha apresenta o melhor desempenho, o sistema de câmeras mais avançado e maior leveza já vistos.

A receita com produtos da Apple — incluindo iPhone, Mac e iPad — totalizou 113,743 bilhões de dólares, enquanto a área de Serviços, que engloba App Store, iCloud e Apple Music, alcançou 30 bilhões de dólares.

Cook também destacou que há mais de 2,5 bilhões de dispositivos da Apple ativos em todo o mundo.

Geograficamente, todas as regiões registraram crescimento nas vendas. Na China e em mercados próximos, como Taiwan e Hong Kong, o aumento foi de 38%. Nas Américas, que concentram a maior parte das vendas, a alta foi de 11%.

Ao final do exercício fiscal de 2025, encerrado em outubro — já que o ano fiscal da empresa não coincide com o ano civil —, a Apple registrou crescimento anual de 19% no lucro, que atingiu 112 bilhões de dólares, sustentado por um aumento de 6% na receita, que chegou ao patamar inédito de 416 bilhões de dólares.

Atualmente, a Apple possui a terceira maior capitalização de mercado do mundo, avaliada em 3,8 trilhões de dólares.

Leia Também: Por que Plutão não é mais planeta? Como as classificações na astronomia funcionam



Fontes: Notícias ao Minuto

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Por que Plutão não é mais planeta? Como as classificações na astronomia funcionam

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Durante séculos, desde que o Sol foi declarado o centro do sistema solar no século XVI, a sociedade manteve a crença de que qualquer objeto orbitando a estrela brilhante seria considerado um planeta. De Mercúrio a Plutão, todo corpo celeste considerado grande o suficiente foi incluído nessa categoria.

Mas, com o tempo, essa categorização tornou-se confusa, especialmente à medida que ficou claro que nem todos os “planetas” são iguais. A astronomia mudou significativamente desde então, e até mesmo Plutão viu seu status de planeta rebaixado a um mero planeta anão. Mas o que exatamente é isso? E o que é necessário para que um planeta seja incluído nessa categoria? Clique nesta galeria para descobrir.



Fontes: Notícias ao Minuto

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